quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Confabulando com copos de isopor cheios de café sobre um livro com nome de árvore

- Ta, mas como ela morre?
- Ela se mata, sabe. Suicídio. Se joga na frente de um trem, no metro.
- Ela era depressiva?
- Sei lá, mas não acho que para uma pessoa querer se matar tenha que ser obrigatoriamente alguém depressivo.
- Não?
- Não. Ela poderia simplesmente pensar que já tinha feito de tudo e que escolher a sua hora de ir dessa para uma melhor era algo que ela tinha o direito de fazer. Vai ver ela não acreditava em nada.
- E nem no amor. Como podia amar ele então?
- Ela não amava..
- Não?
- Não, ela foi embora.
- Mas só porque ela foi embora não quer dizer que não amasse ele...
- Então ela não aguentou a barra.
- Do amor ou da vida?
- Dos dois.


Annabel Laurino

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