quarta-feira, 7 de abril de 2010

Olá?

Oi, alguém ai?
Ah! Ei! Acenda a luz, por favor?
É claro lá fora? Jura? Nem mesmo havia percebido. Talvez seja pelo fato de que aqui não se tenha janelas que de então possa transparecer a luz do dia.
Está quente não está? Sinto-me tão sufocada, sem ar.
O que aconteceu? Onde então foram parar? Onde estão todos? Não estavam aqui?
Poderia jurar de que um minuto atrás alguém estava aqui comigo.
Vejo ao redor, está tudo tão difícil de enxergar, como se houvesse um grande nevoeiro a minha volta, sinto-me vigiada, a cada segundo, como se cada passo que se fosse dado seria altamente calculado, observado e então cuidadosamente avaliado, por aqueles que me observam furtivamente, olhos atentos e precisos.
O que lhes fiz então para que me vigiassem assim?
Sinto como se meu coração a cada segundo fosse fundir em meu peito, já nem sinto mais suas batidas cada vez mais fortes, já me acostumei com elas, sinto-me sucumbir de aqui onde estou, simplesmente não agüento mais.
São tantas duvidas e tanta pressão.
Ei, eu sou humana, também erro. Você não?
Sei que meus erros foram desnecessários, diria até idiotas, mas o que posso fazer?
Diga-me então, invés de julgar-me com seus olhos e retorquir em suas palavras.
Se o tempo aqui não passasse tão lentamente seria mais fácil de suportar.
Tentar fugir é pura tolice, então devo correr, corro não pra fugir, mas aqui é tudo tão lento tão em câmera lenta, que se eu correr será bem melhor do que caminhar estou com pressa, pressa de sair deste lugar.
Em algum lugar devo chegar, não importa onde, eu enfrento o que for.
Esses machucados aqui? Oras sangram por que ainda não houveram tempo de se curar.
Por que você me olha assim? Você nunca se quer errou? Nunca fez nada de que se arrepende? Nunca quis fugir pra longe? Nunca quis mudar o que se havia passado? Te deram uma chance? Eu também quero a minha. Então você me da?
Sei nada é fácil assim, as coisas não são tão simples. Infelizmente.
Não se pode colocar os erros, e acontecimentos alheios da vida no seu devido lugar em um piscar de olhos, e nem mesmo como se ajeita os fios de cabelos desarrumados você simplesmente decide seus devidos lugares e os arruma de um lado á outro e pronto, não se pode simplesmente empurrar a sujeira á baixo de um tapete e sorrir como um criança feliz de que sabe que o que se faz está errado, mas ficará assim.
Oras, eu tenho que enfrentá-los. Malditos erros idiotas! Por que os cometo se sei que são errados?
Sei lá, isso eu ainda não descobri.
Mas olhe-me, por favor, não pra mim, para meus olhos, olhe e veja, veja bem o que se vê lhe traduz, pense antes de responder, não fale nada até que se tenha a óbvia certeza.
Digo, preciso de você, preciso só mais uma vez, pegue a minha mão, segure-a fortemente, prometa que não a soltará por nenhuma circunstância, diga-me baixinho o sempre me disse, mesmo quando não dizia á você.
Venha por favor, me tire daqui, tire-me dessa confusão, preciso escutar os pássaros, olhar as rosas, quero ver o meu céu, observar a cor se seus olhos na luz de um lindo sol, quero sentir minhas doces borboletas voltarem, quero enfim sentir minha paz, oh minha doce paz, nem mesmo consigo descrevê-la
Então vamos meu jovem? Mostre-me o caminho, que nos levará até saída. Anseio a cada segundo sair deste lugar. Não me abandone, não agora, não antes de escutar o que preciso lhe dizer, mas se depois você quiser ir, então vá, és e sempre foi livre pra poder voar.
Se o que lhe digo não lhe agrada, se o que tenho não te satisfaz, então procure, mesmo que bem longe daqui, mesmo que eu sofra, mesmo que me doa profundamente te ver partir, peço vá, vá se não és feliz, procure um motivo que lhe faça sorrir, como um dia me fizestes então.

2 comentários:

Unknown disse...
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Annabel Laurino disse...
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