Charles Bukowsk
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
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“Sobre solidão: Eu nunca fiquei solitário. Já estive numa sala – Já me senti suicida. Já fiquei deprimido. Já estive muito mal – pior que tudo – mas nunca pensei que uma pessoa poderia entrar naquela sala e curar tudo que estava me incomodando… ou que qualquer número de pessoas poderiam entrar naquela sala. Em outras palavras, a solidão é algo que nunca me chateou por que eu sempre tive essa terrível vontade, esse quê que me fazia estar só sempre. É estando numa festa ou num estádio lotado de pessoas torcendo para algo que eu posso sentir a solidão. Vou citar Ibsen: “Os homens mais fortes são os mais solitários”. Eu nunca pensei “Bom, alguma loira linda vai entrar aqui e foder comigo, acariciar minhas bolas, e eu vou me sentir bem”. Não, isso não irá ajudar. Você conhece a típica multidão que diz “Uau, é sexta à noite, o que você irá fazer? Só ficar aí sentado?” Bem, sim. Por que não há nada lá fora. É estupidez. Pessoas estúpidas se misturando com pessoas estúpidas. Deixem elas se tornarem cada vez mais estúpidas. Eu nunca fiquei incomodado com a ansiedade e a pressa de sair pela noite a fora. Eu me escondia em bares por que não queria me esconder em fábricas. Isso é tudo. Sinto pelos milhões, mas eu nunca me senti solitário. Eu gosto de mim mesmo. Eu sou a melhor forma de entretenimento que eu tenho!”
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
domingo, 6 de janeiro de 2013
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Eu queria ter dado ponto nisso, mas tem vários tipos de pontos e tudo o que eu consegui pensar em por foram reticências longas, pausadas dentre cada palavra, alongando o processo de despedida. Eu não sei encerrar ciclos, vidas, casos. Tudo fica morando em mim por muito tempo, mesmo que já nem exista mais, em mim ainda fica.
Annabel Laurino
sábado, 5 de janeiro de 2013
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“Ela não estava amarga. Mas estava triste. Era uma espécie de tristeza esperançosa. O tipo de tristeza que passa com o tempo.”
As Vantagens De Ser Invisível
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“Admito que me consumiu, que me corroeu, que me despedaçou. Mas também admito me fez olhar pra frente e entender que tudo nessa vida tem uma razão, e que se você se machuca muito, começa a não doer mais tanto.”
Caio Fernando Abreu
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“Namorar você é minha segunda intenção. A primeira é ser feliz na sua cama de solteiro, um sábado inteiro.”
Gabito Nunes
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
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"É porque eu sou egoísta e louca e tenho um dente torto? É porque eu ria de você e ria das suas coisas e ria das suas músicas e ria de nervoso porque eu gostava tanto de você que odiava você? É porque eu criei sete mil muros pra receber alguém mas queria esmurrar até sangrar o seu único muro como se você também não fosse humano? Ou é só porque é assim mesmo? Assim: finito, simples e triste demais."
Tati Bernardi
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
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"Tem dez minutos que acordei e já gostei de você um milhão de vezes hoje. Eu gosto que você é um começo daquele tipo de flor que dispara em mim o regador assassino de um milhão de gotas d’água. Mas eu gosto mais ainda de um arco-íris pixelado que me cumprimenta discretamente da janela, como se existisse a esperança de uma planta esperta que não fica propositalmente distraída, de boca aberta, pra ser cúmplice do meu medo."
Tati Bernardi
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Transition
Finalmente fiquei sozinha. É quase algo irreal, sutil, não totalmente bom, mas agradável depois de tantos dias na companhia da família. Eu estava realmente precisando respirar. Você sabe, todos nós precisamos as vezes.
E agora sozinha em casa, com o ventilador de torre ligado, zumbindo fraquinho, as luzinhas da arvore de natal e, nada mais. Nada, só os tique taque das teclas do computador sendo apertadas.
É um novo dia e também um novo ano. O dia não poderia ter sido mais perfeito. Frio. Não um frio congelante ou realmente um frio, mas um dia com um vento gelado, pude até ousar em colocar aquele meu lenço florido envolta do pescoço. Pude até tomar muitos cafés e sair a noite de jaqueta, caminhando feliz pela rua sem me preocupar em suar.
Falar destas coisas tão simples faz bem. Coisas que acontecem sem pretensão, por pura sorte do acaso. É como o filho esperado na barriga de sua melhor amiga de infância ou o beijo roubado na boca do namorado dentro do carro do pai, as pipocas encharcadas de Zazon e piscares de olhos com delineador de gatinho em frente ao espelho.
Tenho tantos planos para este ano. Mas não vou ousar em te contar, tem aquela coisa meio supersticiosa e enfadonha de que talvez, só talvez, alguns deles não se concretizem. E eu não quero me dar ao luxo de me decepcionar. É por isso que eu deixo todos eles guardadinhos, ninguém precisa saber. Mas tenho uma urgência em ser feliz logo, sabe, realizar de uma vez por todas todos aqueles sonhos que ficaram até agora guardados dentro do bau.
Não sei porque te escrevo essa carta. Eu to sozinha em casa, como eu já disse. E comecei a pensar em um série de coisas, coisas que vem acontecendo. E eu sei que 'coisa' é um marcador de posição, não define nada, é como uma ilha no meio do oceano sem nem ter uma localização direta. A verdade é que tudo vem mudando. E eu escrevo mais é para te dizer que estou entrando nessa nova fase, cheia de folhas cheirosas de livros, cafés amargos e uma cabeça tinindo prontinha para ser usada. Estou com o espirito leve, cheio de fome e necessitando muito de bons fluidos, paz e sentimentos bons, que recarreguem. Sei que você entende. É uma daquelas fases de transição. Aquelas que eu sento no sofá da sala, sozinha em casa, e escrevo durante horas , que eu me permito me sentir só e nem se quer consigo, porque me sinto cheia de mim mesma e de todas as maravilhas divinas. Aquele momento em que a criatividade flui pelas veias e eu me liberto. De mim mesma e dos meus medos, dos medos desse mundo. Crescendo ao poucos. Você entende?
Eu sei que você entende. É por isso que eu te escrevo.
Annabel Laurino
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Happy New Year
Não peço pesos leves ou novas chances de ser feliz, pesos leves a gente nunca irá ter, é ilusão. São esses pesos pesados que hoje estamos aqui, aguentando fortemente e bravamente. E chances? Francamente, chances são os 365 dias do ano, as milhares de horas do ano, aos vários nasceres de sol e piscares de cílios Chance é estar aqui e agora e fazer acontecer o momento mais especial que podemos ter, fazer de um brilho pequenino de luz uma explosão intensa. É agradecer por tudo que temos. É abraçar forte o que está sendo vivido. Que neste novo ano não peçamos novas coisas e nem mais, sempre mais. Mas sim compreensão, mais visão, amor, que possamos ser mais sensíveis ao toque das coisas, que possamos ser mais paz, mais luz. Que possamos brilhar intensamente.
Annabel Laurino

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