Meu deus eu já nem agüento mais, é muita prova, trabalho e coisas pra estuda. Isso ta literalmente tomando todo o meu tempo.
Tudo bem, quinta feira de manhã, uma pilha de exercícios de física e matemática no meu colo, uma xícara gigante de café puro na mão e meu único tempo para postar no blog é esse esses míseros 10 minutinhos, e ainda nessas condições. Help?
Mas ok eu vou conseguir não é mesmo? Hoje já é quinta, amanhã é sexta e ainda tenho aula no sábado de manhã, mas eu chego viva até lá e pronto, sábado e domingo todos meus, pra mim dormir, sair e postar á vontade. Ok acho que só da mesmo pra ser positiva assim com um balde de café na mão, mas a cafeína embora não esteja surtindo mais efeito me deixa bem, pois é.
Mas fora esse assunto entediante de aulas e provas, ta tudo bem comigo, quer dizer, tudo bem até lá e cá, mas tudo no seu lugar. Posso dizer que esta tudo tranqüilo.
Bom, mas, é isso amigos, fiquei de postar esses dias, mas realmente to mega sem tempo, tenho que responder á recados no meu Orkut e nem isso eu fiz.
Desculpem :/
Mas é isso, um beijo enorme á todos, e continuem ai. Até!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
Boa Noite
Blogueiros lindos e amados, to indo dormi.
Meu domingo foi ótimo, mas hoje estou sendo atacada por um mal chamado “TPM”.
Então sou a pessoa mais insuportável daqui de casa, ataques de fúria e depressão estão valendo, e eu juro que sou normal, menos nesses dias *-* HSJASHAUSHA.
Mas é, queria postar uns textos aqui hoje, mas o sono esta me dominando e, vou dormir, amanhã cedo eu venho postar aqui.
Boa noite lindos, sonhem com os anjos, que eu sonho com o meu :*
Meu domingo foi ótimo, mas hoje estou sendo atacada por um mal chamado “TPM”.
Então sou a pessoa mais insuportável daqui de casa, ataques de fúria e depressão estão valendo, e eu juro que sou normal, menos nesses dias *-* HSJASHAUSHA.
Mas é, queria postar uns textos aqui hoje, mas o sono esta me dominando e, vou dormir, amanhã cedo eu venho postar aqui.
Boa noite lindos, sonhem com os anjos, que eu sonho com o meu :*
Sofrer é bom?
Experimenta dizer pra uma amiga sua que você está péssima, que tudo deu errado e que anda precisando de um ombro. Aposto que ela vai sentar e chorar as pitangas com você. Se o seu problema for um ex, capaz até de ela começar a contar do último namoro dela, como se quisesse convencê-la você de que podia ser pior. Por outro lado, se disser á sua amiga- qualquer uma delas- que está feliz, radiante, que gosta da sua vida exatamente como ela é, pode ser que ela estranhe e ache que você anda meio maluca. Isso por que infelizmente, hoje em dia, quem vive na boa e deixa isso transparecer é uma minoria. Duvida? Faça o sacrifício de assistir á um tele jornal inteirinho. Entre dezenas de histórias pra lá de trágicas, de assassinatos, roubos, mortes, furacões e tempestades, talvez sobre uma ou duas de gente que fez coisas legais ou que se deu bem. Dizem que o sofrimento da mais ibope. E não é verdade? Pensa bem: você olha com o mesmo interesse para uma batida daquelas de transito e para uma borboleta que, do nada, resolve pousar no vidro do seu carro? Pois é. O problema é que de tanto olhar sofrimento e catástrofes, violência, periga a gente esquecer que a vida também é feita de poesia.
E mais: de tanto cultivar a dor, ela acaba meio que perdendo o sentido.
Tipo: a gente chora vendo vitimas de um tal desastre na TV. Mas não se emociona quando passa perto de um mendigo, que vive na esquina da nossa casa. Faz sentido isso?
O sentimento de compaixão, que nos faz dizer “nossa, coitado do fulano”, não é de todo ruim. A gente só sente dó dos outros por que consegue se imaginar no lugar deles. O que eu acho chato nessa lamentação toda é o que vem depois. E o que vem depois? Nada! Parece papo de doido? Eu explico: na maioria das vezes, apesar de chorarmos lágrimas de crocodilo pelo sofrimento dos outros, quase nunca transformamos isso em algo produtivo, não pensamos em maneiras de aliviar aquela dor. Sentimos pena. E só.
Até quando o sofrimento é nosso, fazemos de tudo pra fugir, demora horrores pra termos coragem de enfrentar o problema que está nos fazendo ficar cada dia pior. Tenho um exemplo bom: o do fora. Quem nunca levou uma dispensada e, no dia seguinte, passou horas trancada no quarto, ouvindo música lenta e lembrando das últimas palavras do pretê? É como se fosse uma tortura que aplicamos a nós mesmas!
Agora, imagine se a gente pudesse fazer diferente – e a gente pode! Então, quando uma amiga viesse reclamar da vida, tentaríamos animá-la, em vez de contar casos ainda mais dramáticos. Ao ver que alguém – qualquer pessoa – está em sofrimento, faríamos o possível para ajudá-la, mesmo que a nossa contribuição fosse minúscula (em muitos casos, um sorriso ou um abraço salvam o dia de quem acordou achando que a vida não fazia mais sentido). Ah, e quando a dor fosse nossa, o primeiro desafio seria descobrir onde foi que nos machucaram, para resolver de imediato a questão.
Logo, se sofrer é inevitável, aliviar a dor- a nossa e a dos outros- parece sempre a melhor saída. Então que tal tentar fazer isso mais vezes?
Rita Trevian – Jornalista.
E mais: de tanto cultivar a dor, ela acaba meio que perdendo o sentido.
Tipo: a gente chora vendo vitimas de um tal desastre na TV. Mas não se emociona quando passa perto de um mendigo, que vive na esquina da nossa casa. Faz sentido isso?
O sentimento de compaixão, que nos faz dizer “nossa, coitado do fulano”, não é de todo ruim. A gente só sente dó dos outros por que consegue se imaginar no lugar deles. O que eu acho chato nessa lamentação toda é o que vem depois. E o que vem depois? Nada! Parece papo de doido? Eu explico: na maioria das vezes, apesar de chorarmos lágrimas de crocodilo pelo sofrimento dos outros, quase nunca transformamos isso em algo produtivo, não pensamos em maneiras de aliviar aquela dor. Sentimos pena. E só.
Até quando o sofrimento é nosso, fazemos de tudo pra fugir, demora horrores pra termos coragem de enfrentar o problema que está nos fazendo ficar cada dia pior. Tenho um exemplo bom: o do fora. Quem nunca levou uma dispensada e, no dia seguinte, passou horas trancada no quarto, ouvindo música lenta e lembrando das últimas palavras do pretê? É como se fosse uma tortura que aplicamos a nós mesmas!
Agora, imagine se a gente pudesse fazer diferente – e a gente pode! Então, quando uma amiga viesse reclamar da vida, tentaríamos animá-la, em vez de contar casos ainda mais dramáticos. Ao ver que alguém – qualquer pessoa – está em sofrimento, faríamos o possível para ajudá-la, mesmo que a nossa contribuição fosse minúscula (em muitos casos, um sorriso ou um abraço salvam o dia de quem acordou achando que a vida não fazia mais sentido). Ah, e quando a dor fosse nossa, o primeiro desafio seria descobrir onde foi que nos machucaram, para resolver de imediato a questão.
Logo, se sofrer é inevitável, aliviar a dor- a nossa e a dos outros- parece sempre a melhor saída. Então que tal tentar fazer isso mais vezes?
Rita Trevian – Jornalista.
sábado, 1 de maio de 2010
Voltando
Olá meus blogueiros lindos. Saudade de postar aqui, saudade de falar sobre meus dias.
Como estão?
Eu estou ótima, na verdade diria que estou melhor impossível.
Sabem, as coisas andam bem, andam tudo nos seus conformes lugares, e posso dizer que só voltaram pro seus lugares após trágicos episódios de bagunça, digamos assim.
Bom minha avó foi pro hospital, fico bem doente e claro isso me afeto e muito, por que eu amo ela, e fiquei muito sem chão quando vi que tava prestes a perde mais uma pessoa que amo. Fiquei sem vontade de escrever e sem vontade de postar, mas tudo passou, as coisas melhoraram, graças a Deus. E eu não desisti, voltei como se pode ver, com os meus textos, com as minhas idéias, e cheia de coisas pra postar, claro com uma forma minha de escrever mas, espero que estejam gostando.
Na escola anda tudo bem, to me matando em estuda, to passando nas provas, tudo tranqüilo. Embora esteja indo bem, á coisas que não estão no lugar, a coisas que faltam a acontecer e que mesmo faltam a estar bem. Mas isso só o tempo pode dizer.
E hoje é sábado, feriado, e nessa cidadezinha pacata quase tudo fechado, mas quem disse que não da pra sair? Ta um sol lindo lá fora, uma tarde linda, e borá toma um banho, coloca um roupinha e sai né! Eu to indo fazer isso, fica em casa em um sábado lindo como este não pode.
E queria em especial neste post para agradecer de todo o meu coração á todos meus amigos que me apóiam no blog. Aos meus amigos que lêem, que comentam, que elogiam, e que me dão idéias. Agradeço muito mesmo, sem a ajuda de vocês eu não estaria até hoje postando.
E continuem lendo, comentem também, exponham suas idéias, e é isso.
Como estão?
Eu estou ótima, na verdade diria que estou melhor impossível.
Sabem, as coisas andam bem, andam tudo nos seus conformes lugares, e posso dizer que só voltaram pro seus lugares após trágicos episódios de bagunça, digamos assim.
Bom minha avó foi pro hospital, fico bem doente e claro isso me afeto e muito, por que eu amo ela, e fiquei muito sem chão quando vi que tava prestes a perde mais uma pessoa que amo. Fiquei sem vontade de escrever e sem vontade de postar, mas tudo passou, as coisas melhoraram, graças a Deus. E eu não desisti, voltei como se pode ver, com os meus textos, com as minhas idéias, e cheia de coisas pra postar, claro com uma forma minha de escrever mas, espero que estejam gostando.
Na escola anda tudo bem, to me matando em estuda, to passando nas provas, tudo tranqüilo. Embora esteja indo bem, á coisas que não estão no lugar, a coisas que faltam a acontecer e que mesmo faltam a estar bem. Mas isso só o tempo pode dizer.
E hoje é sábado, feriado, e nessa cidadezinha pacata quase tudo fechado, mas quem disse que não da pra sair? Ta um sol lindo lá fora, uma tarde linda, e borá toma um banho, coloca um roupinha e sai né! Eu to indo fazer isso, fica em casa em um sábado lindo como este não pode.
E queria em especial neste post para agradecer de todo o meu coração á todos meus amigos que me apóiam no blog. Aos meus amigos que lêem, que comentam, que elogiam, e que me dão idéias. Agradeço muito mesmo, sem a ajuda de vocês eu não estaria até hoje postando.
E continuem lendo, comentem também, exponham suas idéias, e é isso.
Um beijo! Até mais tarde.
Uma Noite No Paraíso
Foi exatamente a duas noites atrás.
Estava extremamente frio, por volta de duas e pouco da manhã.
Aconcheguei-me em minha confortável e tépida cama, e virei ao lado de sempre e fechei os olhos esperando para que o sono me visitasse e dominasse minha noite. Passou-se um breve tempo então comecei a sentir de que estava estranhamente nostálgica, e assustadoramente feliz ao mesmo tempo.
Foi como se o mundo em meus olhos se abrisse, como se eu tivesse descobrindo algo, como se estivesse começando um filme em uma tela de cinema. Não haveria motivos pra me sentir assim. Lembro-me de ter ido dormir sem pensamentos, ou melhor, sem nada em mente para que me preocupa-se.
Então senti que estava correndo em algum lugar, era tão real que até mesmo posso descrever.
Eu corria em um campo, era vasto e era coberto das mais belas árvores e dos mais diferenciados frutos, eram lindos e brilhantes, coloridos e perspicazes, o sol radiava em minha pele e a luz tornava-se mais cálida a cada instante, e eu corria com meu vestido rosa celeste estranhamente pomposo e sedoso. Podia ver por sobre meu ombro que caia mechas de meus cabelos que agora se tornavam cacheados e presos por fitas creme em seda, e eu corria em uma direção incerta, mas podia sentir que estava sorrindo e às vezes ria alto, posso dizer que durou pouco esses fatos, pois enquanto corria, eu pude perceber que não me encontrava só, aquele campo lindo e celestial, deixou em um segundo de ser o que era, por que no instante em que meus olhos encontraram os dele é como se o céu tivesse sucumbido de onde estava, é como se tudo á minha volta tivesse se perdido ou nunca tivesse existido, como se eu nem lembrasse quem eu era, eu poderia matar por aquele olhar, poderia jurar que sempre em toda minha vida só olhei aquele olhar. Era um brilho intenso que se irradiava em tudo, aqueles olhos, aquele olhar é como se me agarrassem pelos meus pés e não me permitissem me mover. Senti meu coração apertar. Ele sorriu, e quando sorriu foi como se roubasse todos os brilhos das frutas e do sol, é como se estivessem sempre ali, naquele sorriso. Ele vestia uma camisa branca entre aberta no peito, calça e sapatos. Sua camisa deixava transparecer uma parte se sua pele dourada, diria suavemente bronzeada, seus braços fortes e sua altura de longe incomparável com a minha, digamos minha falta de altura. Seu rosto é como se tivesse sido desenhado em uma beleza que jamais pude ver, as maças de seu rosto coradas e maciças, seu cabelo mais parecia como um veludo que transparecia a luz do sol. Eu observei e me perdi enquanto assim corria e olhava pra ele. Era irresistível não olhar, é como ter em mãos o maior tesouro da terra e não poder desfrutá-lo.
Eu parei de correr assim que cheguei a uma fonte, que jorrava água cristalina e me sentei á beiro, então levei a mão á água e molhei meu rosto, ele que me observava tomou lugar ao meu lado e esperou um instante, logo levou a mão por sobre meu queixo como se o segurasse, mas com a maior sutileza possível, e com a outra mão passou-a pelo meu rosto como se secasse as gotas restantes de água, fez isso sorrindo e eu permanecia-me imobilizada, admirando aquele sorriso, aqueles olhos, aquela perfeição jamais vista. Ele então segurou a minha mão, eu queria falar, queria perguntar onde esteve, queria dizer que senti sua falta, mas que sinto ainda a sua presença, queria explicar como me sentia, mas minha boca estava rígida, sabia que se tentasse falar, nada sairia, era demais pra mim, vê-lo assim tão perto, tão real.
Ele não falou nada, apenas pegou as minhas mãos e as segurou, levou-as aos seus lábios que as beijaram. Seus lábios eram cálidos, e macios, de uma cor perspicaz. Depois que as beijou, chegou perto de mim, e beijou-me os lábios. Seus lábios, poderia jurar que estava no céu quando os senti, não há nenhuma outra sensação que já se foi provada que explicaria o fato de beijá-lo. Um beijo doce, quente, e suave. Suas mãos afagaram meu rosto e de leve passavam por ele, senti que precisava respirar, mas não sentia necessidade por completo.
E quando terminou de me beijar, sorriu, sorriu e me abraçou, pude sentir seu cheiro, era uma lembrança incomum de lilás, de amora, de mel, de nuvens, de sol, de calor. Eu me senti inteiramente limpa da cabeça aos pés, não havia uma parte em mim que não se sentisse inteiramente leve e inexplicavelmente feliz. Queria correr mais ainda do que havia corrido, era como se aquele beijo, aquele abraço tivessem despertado em mim uma vontade imensa de viver, como se tivessem acendido uma chama chamada vida dentro de meu peito. Senti-me ainda mais segura, como se nada no mundo pudesse me tirar dali, senti tanta proteção que meu peito doeu.
Ele então esperou para que eu dissesse algo, me olhava sem seu sorriso, mas seus olhos por si sorriam, então olhei fixamente para minhas mãos, aflita por que precisava falar e sabia que se eu olhasse novamente aqueles olhos perderia o fio de meus pensamentos. Então eu disse:
- Desculpa... Eu... Sinto muito... Mas... Eu não sei... .
E parei, não consegui, juro que queria me matar por ser tão burra, mas ele suavemente pegou meu queixo moveu meu rosto na posição de que meus olhos olhassem os seus. E falou:
- Meu bem, não precisa ficar assim, eu sei como tu te sentes, sei por que sinto o que sentes. Tens perguntas há me fazer, eu sei quais são, digo não te deixei, eu estou presente, mais ao seu lado do que nunca. Possuis suas duvidas, entendo, mas digo que não é à hora de respondê-las. Sei que estais com medo de que esta seja a ultima vez que me verás, mas não será. Digo está é a primeira de muitas. - inclinou-se para perto de meu ouvido e sussurrou- Eu prometo, nunca irei lhe deixar, tu és uma parte de mim agora.
Aquele sussurro provocou calafrios em minha espinha e meu coração pulou do meu peito.
Então ele selou as palavras com um beijo no alto de minha cabeça e sorriu enquanto se afastava.
Eu queria perguntar tantas coisas, de onde ele veio, quem ele era, qual seu nome, o que fazia aqui, como assim sempre ao meu lado.
Mas foi tão rápido que de um segundo á outro eu senti que aquele paraíso desbotava-se de suas cores, e ele desaparecia, senti sua mão sumindo de sobre a minha, e eu queria gritar, mas acho que o espanto de meu rosto já explicava, e ele continuou sorrindo mesmo desaparecendo. Lembro-me que disse: - primeira de muitas.
Eu queria gritar e exigir que ficasse, que me explicasse.
Mas um tormento tomou meu peito e então, cai por sobre meu corpo, meus olhos despertaram de súbito, pulei da minha cama e estava em meu quarto, cercada de paredes verdes e quadros emoldurados, pude ver as pestanas da janela jorrando a luz do sol de mais um dia de outono. E pude sentir uma tristeza que invadia minha alma.
Percebi que não passara de mais um sonho. Foi tão rápido, mais uma vez foi-se horas, uma noite inteira sonhando com ele, eu queria voltar a dormir e ver se conseguiria reconciliar meu sonho, mas perdi a esperança quanto a isso, toquei meu rosto e pude vislumbrar que lagrimas caiam de meus olhos, mas logo depois eu vi que ele me prometera, que ele dizia que estava comigo, abracei meu corpo e chorei, lagrimas de felicidade, pois mais uma vez eu havia sonhado com o meu anjo.
Estava extremamente frio, por volta de duas e pouco da manhã.
Aconcheguei-me em minha confortável e tépida cama, e virei ao lado de sempre e fechei os olhos esperando para que o sono me visitasse e dominasse minha noite. Passou-se um breve tempo então comecei a sentir de que estava estranhamente nostálgica, e assustadoramente feliz ao mesmo tempo.
Foi como se o mundo em meus olhos se abrisse, como se eu tivesse descobrindo algo, como se estivesse começando um filme em uma tela de cinema. Não haveria motivos pra me sentir assim. Lembro-me de ter ido dormir sem pensamentos, ou melhor, sem nada em mente para que me preocupa-se.
Então senti que estava correndo em algum lugar, era tão real que até mesmo posso descrever.
Eu corria em um campo, era vasto e era coberto das mais belas árvores e dos mais diferenciados frutos, eram lindos e brilhantes, coloridos e perspicazes, o sol radiava em minha pele e a luz tornava-se mais cálida a cada instante, e eu corria com meu vestido rosa celeste estranhamente pomposo e sedoso. Podia ver por sobre meu ombro que caia mechas de meus cabelos que agora se tornavam cacheados e presos por fitas creme em seda, e eu corria em uma direção incerta, mas podia sentir que estava sorrindo e às vezes ria alto, posso dizer que durou pouco esses fatos, pois enquanto corria, eu pude perceber que não me encontrava só, aquele campo lindo e celestial, deixou em um segundo de ser o que era, por que no instante em que meus olhos encontraram os dele é como se o céu tivesse sucumbido de onde estava, é como se tudo á minha volta tivesse se perdido ou nunca tivesse existido, como se eu nem lembrasse quem eu era, eu poderia matar por aquele olhar, poderia jurar que sempre em toda minha vida só olhei aquele olhar. Era um brilho intenso que se irradiava em tudo, aqueles olhos, aquele olhar é como se me agarrassem pelos meus pés e não me permitissem me mover. Senti meu coração apertar. Ele sorriu, e quando sorriu foi como se roubasse todos os brilhos das frutas e do sol, é como se estivessem sempre ali, naquele sorriso. Ele vestia uma camisa branca entre aberta no peito, calça e sapatos. Sua camisa deixava transparecer uma parte se sua pele dourada, diria suavemente bronzeada, seus braços fortes e sua altura de longe incomparável com a minha, digamos minha falta de altura. Seu rosto é como se tivesse sido desenhado em uma beleza que jamais pude ver, as maças de seu rosto coradas e maciças, seu cabelo mais parecia como um veludo que transparecia a luz do sol. Eu observei e me perdi enquanto assim corria e olhava pra ele. Era irresistível não olhar, é como ter em mãos o maior tesouro da terra e não poder desfrutá-lo.
Eu parei de correr assim que cheguei a uma fonte, que jorrava água cristalina e me sentei á beiro, então levei a mão á água e molhei meu rosto, ele que me observava tomou lugar ao meu lado e esperou um instante, logo levou a mão por sobre meu queixo como se o segurasse, mas com a maior sutileza possível, e com a outra mão passou-a pelo meu rosto como se secasse as gotas restantes de água, fez isso sorrindo e eu permanecia-me imobilizada, admirando aquele sorriso, aqueles olhos, aquela perfeição jamais vista. Ele então segurou a minha mão, eu queria falar, queria perguntar onde esteve, queria dizer que senti sua falta, mas que sinto ainda a sua presença, queria explicar como me sentia, mas minha boca estava rígida, sabia que se tentasse falar, nada sairia, era demais pra mim, vê-lo assim tão perto, tão real.
Ele não falou nada, apenas pegou as minhas mãos e as segurou, levou-as aos seus lábios que as beijaram. Seus lábios eram cálidos, e macios, de uma cor perspicaz. Depois que as beijou, chegou perto de mim, e beijou-me os lábios. Seus lábios, poderia jurar que estava no céu quando os senti, não há nenhuma outra sensação que já se foi provada que explicaria o fato de beijá-lo. Um beijo doce, quente, e suave. Suas mãos afagaram meu rosto e de leve passavam por ele, senti que precisava respirar, mas não sentia necessidade por completo.
E quando terminou de me beijar, sorriu, sorriu e me abraçou, pude sentir seu cheiro, era uma lembrança incomum de lilás, de amora, de mel, de nuvens, de sol, de calor. Eu me senti inteiramente limpa da cabeça aos pés, não havia uma parte em mim que não se sentisse inteiramente leve e inexplicavelmente feliz. Queria correr mais ainda do que havia corrido, era como se aquele beijo, aquele abraço tivessem despertado em mim uma vontade imensa de viver, como se tivessem acendido uma chama chamada vida dentro de meu peito. Senti-me ainda mais segura, como se nada no mundo pudesse me tirar dali, senti tanta proteção que meu peito doeu.
Ele então esperou para que eu dissesse algo, me olhava sem seu sorriso, mas seus olhos por si sorriam, então olhei fixamente para minhas mãos, aflita por que precisava falar e sabia que se eu olhasse novamente aqueles olhos perderia o fio de meus pensamentos. Então eu disse:
- Desculpa... Eu... Sinto muito... Mas... Eu não sei... .
E parei, não consegui, juro que queria me matar por ser tão burra, mas ele suavemente pegou meu queixo moveu meu rosto na posição de que meus olhos olhassem os seus. E falou:
- Meu bem, não precisa ficar assim, eu sei como tu te sentes, sei por que sinto o que sentes. Tens perguntas há me fazer, eu sei quais são, digo não te deixei, eu estou presente, mais ao seu lado do que nunca. Possuis suas duvidas, entendo, mas digo que não é à hora de respondê-las. Sei que estais com medo de que esta seja a ultima vez que me verás, mas não será. Digo está é a primeira de muitas. - inclinou-se para perto de meu ouvido e sussurrou- Eu prometo, nunca irei lhe deixar, tu és uma parte de mim agora.
Aquele sussurro provocou calafrios em minha espinha e meu coração pulou do meu peito.
Então ele selou as palavras com um beijo no alto de minha cabeça e sorriu enquanto se afastava.
Eu queria perguntar tantas coisas, de onde ele veio, quem ele era, qual seu nome, o que fazia aqui, como assim sempre ao meu lado.
Mas foi tão rápido que de um segundo á outro eu senti que aquele paraíso desbotava-se de suas cores, e ele desaparecia, senti sua mão sumindo de sobre a minha, e eu queria gritar, mas acho que o espanto de meu rosto já explicava, e ele continuou sorrindo mesmo desaparecendo. Lembro-me que disse: - primeira de muitas.
Eu queria gritar e exigir que ficasse, que me explicasse.
Mas um tormento tomou meu peito e então, cai por sobre meu corpo, meus olhos despertaram de súbito, pulei da minha cama e estava em meu quarto, cercada de paredes verdes e quadros emoldurados, pude ver as pestanas da janela jorrando a luz do sol de mais um dia de outono. E pude sentir uma tristeza que invadia minha alma.
Percebi que não passara de mais um sonho. Foi tão rápido, mais uma vez foi-se horas, uma noite inteira sonhando com ele, eu queria voltar a dormir e ver se conseguiria reconciliar meu sonho, mas perdi a esperança quanto a isso, toquei meu rosto e pude vislumbrar que lagrimas caiam de meus olhos, mas logo depois eu vi que ele me prometera, que ele dizia que estava comigo, abracei meu corpo e chorei, lagrimas de felicidade, pois mais uma vez eu havia sonhado com o meu anjo.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Peregrinando
Caminho por sobre pedras, finas, graúdas, grandes, pequenas, aglomeradas em estreitos e outras expandidas ao longo. Caminho á baixo de chuvas e de trovões, caminho correndo e às vezes se preciso pulando grandes obstáculos, alguns aterrorizantes aos olhos de quem se vê, outros nem tanto, às vezes até mesmo, insignificantes.
Caminho á baixo de chuvas de granizo, temendo de que me acertem, e quando assim fazem acertam a alma, ao coração, não há como fugir de se ferir, mas a dor torna-se constante.
Caminho por sobre rosas também, rosas de todos os tipos, absolutamente lindas e diferentes, de aromas mais perspicazes, mas rosas com seus espinhos muitas vezes enganam aqueles de mente pura e coração ímpeto.
Por isso tomo cuidado em cada passo que lhe é dado. Ou melhor, comecei a dar.
Muitas vezes escalo ladeiras das mais colossais, às vezes caio e perco as forças, perco as forças de tudo, meus pés já chegaram a suplicar desistência, mas meus ouvidos se fecham quanto a isso.
Então eu luto, digo que luto por que cada dia ao sair de meu leito é como se entrasse em um desconhecido, com duvida do que será de hoje, e não mais com o de amanhã.
Pego todas minhas forças e caminho, muitas vezes sem rumo, com um ponto de interrogação que me faz temer diante de tudo, mas eu sigo, arrisco, caio, levanto, e sigo novamente.
Em vezes acerto o caminho, mas em outras me dou com a cara á porta. Não posso lutar com algo que já não é meu, não possuo a chave de todas as portas de meu mundo, mas creio que enquanto muitas de fecham outras mais se abrem. E por isso eu venço, mesmo não ganhando, por que não desisto, não entrego o que tenho, não até que se seja a hora, mas enquanto isso eu vivo.
Caminho á baixo de chuvas de granizo, temendo de que me acertem, e quando assim fazem acertam a alma, ao coração, não há como fugir de se ferir, mas a dor torna-se constante.
Caminho por sobre rosas também, rosas de todos os tipos, absolutamente lindas e diferentes, de aromas mais perspicazes, mas rosas com seus espinhos muitas vezes enganam aqueles de mente pura e coração ímpeto.
Por isso tomo cuidado em cada passo que lhe é dado. Ou melhor, comecei a dar.
Muitas vezes escalo ladeiras das mais colossais, às vezes caio e perco as forças, perco as forças de tudo, meus pés já chegaram a suplicar desistência, mas meus ouvidos se fecham quanto a isso.
Então eu luto, digo que luto por que cada dia ao sair de meu leito é como se entrasse em um desconhecido, com duvida do que será de hoje, e não mais com o de amanhã.
Pego todas minhas forças e caminho, muitas vezes sem rumo, com um ponto de interrogação que me faz temer diante de tudo, mas eu sigo, arrisco, caio, levanto, e sigo novamente.
Em vezes acerto o caminho, mas em outras me dou com a cara á porta. Não posso lutar com algo que já não é meu, não possuo a chave de todas as portas de meu mundo, mas creio que enquanto muitas de fecham outras mais se abrem. E por isso eu venço, mesmo não ganhando, por que não desisto, não entrego o que tenho, não até que se seja a hora, mas enquanto isso eu vivo.
O Amor
Eu descobri que quase tudo que já escreveram sobre o Amor é verdade.
Shakespeare disse: encontro de Amor é coisa finda. Ai que idéia fabulosa. Eu nunca vivenciei uma coisa remotamente parecida, embora acredite que Shakespeare possa ter feito isso. Eu acho que eu penso no amor mais do que qualquer um deveria. Fico sempre perplexa com o seu enorme poder de modificar e definir nossas vidas e foi Shakespeare quem disse - O amor é cego. Isso é uma coisa da qual eu tenho certeza. Para alguns de maneira inexplicável o amor começa a murchar, para outros o amor simplesmente se perde, por outro lado, claro, o amor também pode ser encontrado mesmo que apenas por uma noite. E há também outro tipo de amor, o tipo mais cruel, aquele que quase mata suas vítimas, ele se chama - Amor não correspondido, eu sou especialista nele. A maioria das histórias de amor é sobre pessoas que se apaixonam umas pelas outras, mas e o restante de nós? As nossas histórias? Nós que nos apaixonamos sozinhos, somos vítimas de uma relação de mão única, somos a maldição dos apaixonados, somos os não amados, os deficientes sem direito a uma vaga exclusiva.
( O Amor Não Tira Férias)
Shakespeare disse: encontro de Amor é coisa finda. Ai que idéia fabulosa. Eu nunca vivenciei uma coisa remotamente parecida, embora acredite que Shakespeare possa ter feito isso. Eu acho que eu penso no amor mais do que qualquer um deveria. Fico sempre perplexa com o seu enorme poder de modificar e definir nossas vidas e foi Shakespeare quem disse - O amor é cego. Isso é uma coisa da qual eu tenho certeza. Para alguns de maneira inexplicável o amor começa a murchar, para outros o amor simplesmente se perde, por outro lado, claro, o amor também pode ser encontrado mesmo que apenas por uma noite. E há também outro tipo de amor, o tipo mais cruel, aquele que quase mata suas vítimas, ele se chama - Amor não correspondido, eu sou especialista nele. A maioria das histórias de amor é sobre pessoas que se apaixonam umas pelas outras, mas e o restante de nós? As nossas histórias? Nós que nos apaixonamos sozinhos, somos vítimas de uma relação de mão única, somos a maldição dos apaixonados, somos os não amados, os deficientes sem direito a uma vaga exclusiva.
( O Amor Não Tira Férias)
Pequenos desejos
Assisti ao filme O fabuloso destino de Amelie Poulain, e amei a forma como é feita a descrição de cada personagem, com detalhes tão simples e coisas corriqueiras, revelando uma narrativa criativa e interativa. Usando a idéia do filme, quais são seus pequenos desejos?
Meus Pequenos Desejos
entre tantos pequenos desejos construímos um mundo de sensações...
Meus Pequenos Desejos
sentir o cheiro dos Livros
Arrumar o Cabelo
Fazer compras
entre tantos pequenos desejos construímos um mundo de sensações...
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Distante?
É verdade, bem distante. Distante até demais eu diria.
Admito, sou fraca, e cheguei a desistir de escrever, a não postar mais e deixar de lado todas minhas idéias malucas de textos mirabolantes e etc.
Sinto muito, mas realmente pensei nisso, em desistir.
Talvez por que eu não andava muito bem, ou até mesmo por ser humana e ter um leve ímpeto de fraqueza aqui dentro. Talvez eu nem seja fraca apenas me deixei levar.
Mas seja como for cá estou eu, perdida em meus pensamentos, em meu modesto quarto, e digitando em meu computador.
Cá estou eu, novamente, tentando mais uma vez ser quem eu sou.
Digo mais que nunca que isso é umas das tarefas mais difíceis que se possa existir, pegar todas as “admiráveis” criticas alheias e jogá-las ao vento como pequenos papéis de bala e deixar que simplesmente a brisa as leve, esquecê-las e continuar a caminhar, sem mais criticas pelo menos até que alguma pessoa sã se atreva a dizer que você não presta pra nada.
Mas enquanto isso eu pego meus papéis de bala altamente recebidos e os jogo pela janela, ou melhor, os coloco no lixo.
Não me importarei mais com o que pensam de mim, na verdade podem pensar o que quiserem. Achar e falar tudo que tiverem vontade. Por mim tudo bem.
Tomem meu total apoio e juntem-se comigo e vamos bebericar xícaras de chá e falar do quanto sou péssima e desprezível, só marcar.
Mas voltando ao distante. Sim bem distante, diria que nos últimos dias cheguei a duvidar de mim mesma, que eu mesma fosse capaz de passar por tanta coisa, duvidei de mim mais que nunca, e achei até que seria melhor desistir de tudo que um dia sonhei ou acreditei.
Então eu precisei de umas poucas e boas horas, bastante eu diria, e refleti que na verdade eu estaria desistindo de mim, desistido daquilo que sou, daquilo que eu mesma acredito, pois meus sonhos nada mais são tudo aquilo que em mim se traduz. Não posso desistir de tudo que um dia eu planejei, simplesmente eu descobri que sou muito mais forte do que imaginava ser.
Ficar em casa trancada escutando uma musica melosa, me entupindo de chocolate e quebrando o regime, vendo o dia trocar-se pela noite, nada, simplesmente nada, iria mudar as coisas a minha volta. Decidi então enfrentá-las, decidi que isso não ia ficar assim que tudo iria se resolver querendo ou não, mas embora não desse certo eu iria dizer que tentei. Então enfrentei o mais breve possível tudo aquilo que eu precisava enfrentar, decidi fazer as coisas darem certo elas se mostrando possíveis ou não.
Então por mais que meu peito doesse, por mais que no meu intimo a vontade fosse chorar como uma criança mimada e me jogar no chão implorando pra que alguém me acordasse desse pesadelo, eu fui e agi de forma mais forte que me mostrei ser.
Retomei aos meus sonhos, retomei em tudo aquilo que acreditei ser um dia, talvez agora de uma forma melhor, de um jeito melhor, talvez agora não haja mais três pontos na continuação da minha história, talvez haja mais de um milhão, mostrando sempre que eu posso continuar que eu posso prosseguir. Que eu posso sim ser mais do que eu mesma acredito, e assim me mostrei ser, muito mais forte do que eu imaginava.
Distante? Sempre estou, por que nunca vivo aqui, mas sempre em mundo novo, um lugar só meu, um lugar cheio de tudo que me agrada, um lugar onde loucura e desejo são palavras inexplicáveis e de pouca indefinição, um mundo aonde vou quando quero e saio quando preciso, um mundo meu, um mundo onde minha imaginação é o princípio.
Admito, sou fraca, e cheguei a desistir de escrever, a não postar mais e deixar de lado todas minhas idéias malucas de textos mirabolantes e etc.
Sinto muito, mas realmente pensei nisso, em desistir.
Talvez por que eu não andava muito bem, ou até mesmo por ser humana e ter um leve ímpeto de fraqueza aqui dentro. Talvez eu nem seja fraca apenas me deixei levar.
Mas seja como for cá estou eu, perdida em meus pensamentos, em meu modesto quarto, e digitando em meu computador.
Cá estou eu, novamente, tentando mais uma vez ser quem eu sou.
Digo mais que nunca que isso é umas das tarefas mais difíceis que se possa existir, pegar todas as “admiráveis” criticas alheias e jogá-las ao vento como pequenos papéis de bala e deixar que simplesmente a brisa as leve, esquecê-las e continuar a caminhar, sem mais criticas pelo menos até que alguma pessoa sã se atreva a dizer que você não presta pra nada.
Mas enquanto isso eu pego meus papéis de bala altamente recebidos e os jogo pela janela, ou melhor, os coloco no lixo.
Não me importarei mais com o que pensam de mim, na verdade podem pensar o que quiserem. Achar e falar tudo que tiverem vontade. Por mim tudo bem.
Tomem meu total apoio e juntem-se comigo e vamos bebericar xícaras de chá e falar do quanto sou péssima e desprezível, só marcar.
Mas voltando ao distante. Sim bem distante, diria que nos últimos dias cheguei a duvidar de mim mesma, que eu mesma fosse capaz de passar por tanta coisa, duvidei de mim mais que nunca, e achei até que seria melhor desistir de tudo que um dia sonhei ou acreditei.
Então eu precisei de umas poucas e boas horas, bastante eu diria, e refleti que na verdade eu estaria desistindo de mim, desistido daquilo que sou, daquilo que eu mesma acredito, pois meus sonhos nada mais são tudo aquilo que em mim se traduz. Não posso desistir de tudo que um dia eu planejei, simplesmente eu descobri que sou muito mais forte do que imaginava ser.
Ficar em casa trancada escutando uma musica melosa, me entupindo de chocolate e quebrando o regime, vendo o dia trocar-se pela noite, nada, simplesmente nada, iria mudar as coisas a minha volta. Decidi então enfrentá-las, decidi que isso não ia ficar assim que tudo iria se resolver querendo ou não, mas embora não desse certo eu iria dizer que tentei. Então enfrentei o mais breve possível tudo aquilo que eu precisava enfrentar, decidi fazer as coisas darem certo elas se mostrando possíveis ou não.
Então por mais que meu peito doesse, por mais que no meu intimo a vontade fosse chorar como uma criança mimada e me jogar no chão implorando pra que alguém me acordasse desse pesadelo, eu fui e agi de forma mais forte que me mostrei ser.
Retomei aos meus sonhos, retomei em tudo aquilo que acreditei ser um dia, talvez agora de uma forma melhor, de um jeito melhor, talvez agora não haja mais três pontos na continuação da minha história, talvez haja mais de um milhão, mostrando sempre que eu posso continuar que eu posso prosseguir. Que eu posso sim ser mais do que eu mesma acredito, e assim me mostrei ser, muito mais forte do que eu imaginava.
Distante? Sempre estou, por que nunca vivo aqui, mas sempre em mundo novo, um lugar só meu, um lugar cheio de tudo que me agrada, um lugar onde loucura e desejo são palavras inexplicáveis e de pouca indefinição, um mundo aonde vou quando quero e saio quando preciso, um mundo meu, um mundo onde minha imaginação é o princípio.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Frio
Sinto tanto frio, que minhas mãos de tão gélidas fazem com o que meu sangue quente pulse lentamente por minhas veias, deixando-me ardente.
Como me sinto fria, fria e só.
Essa sensação deixa com que lágrimas caiam de meus olhos, por um uma fração de segundos escorrem sem cessar.
Além das lagrimas que quentes percorrem as linhas de meu rosto e acabam-se em meus lábios, meu peito dói, dói como se pequenas rachaduras estivessem sendo abertas nele.
Como me sinto só. Poderia acabar-me aqui chorando e lamentando-me que ninguém escutaria, poderia gritar com todas as minhas forças que ninguém me procuraria.
Sei disso por que tenho tentado falar, tenho tentado que me escutassem, mas todos parecem surdos, e pior ainda mudos.
Vejo-me em uma vasta multidão, apertada e cheia de pessoas de todos os tipos, das mais diversas origens, passam por mim, me empurrando, me apertando, e quanto mais eu imploro para que saiam da minha frente para que dêem licença mais elas me apertam como se eu no meio de tantas fosse apenas uma, uma invisível.
O pior disso tudo é que ninguém se importa com isso, engraçado não é? Mas se tudo isso fosse com elas e não comigo? Será que eu seria a idiota surda e elas as que se lamentam da surdez alheia? Ou só sou eu em que me queixo demais e não faço nada pela inversão de fatos?
E se você estivesse prestes a perder mais alguém que ama, se tivesse que aturar mais uma vez a mesma cena se repetindo, nessa terceira vez, terceira!
Você a vê deitada imobilizada, sem forças, e por mais que ela tente mostrar que ta tudo bem, e por mais que todos tentem mostrar que ta tudo bem, você sabe que não está, oras todos sabem, são só burros em querer enganar alguém. Ou até mesmo a si próprios.
Pelo amor de deus, por que isso agora?
Eu não posso fazer nada, se ainda tivesse alguma forma de te tirar daí, eu tomaria sua dor juro que tomaria.
Se eu pudesse eu pegaria a estrela mais linda do céu e a faria brilhar só pra ti.
Oh mais não posso.
Assim como ela está tão longe, assim minha esperança também se mostra ser.
Lagrimas, enxugam-se e parem de cair, não posso nem ao menos chorar, pois dirão que sou louca até mesmo por só me sentir mal e incapaz de fazer alguém que amo curar-se.
Pela ultima vez espero eu que tenha que lembrar que oras eu sou humana!
Da licença, por favor, não sou nenhuma adolescente em crise, mas meus pesadelos me perturbam, tenho medo, me sinto só, e estou com dor.
Obrigada pela atenção. Então, até logo.
Como me sinto fria, fria e só.
Essa sensação deixa com que lágrimas caiam de meus olhos, por um uma fração de segundos escorrem sem cessar.
Além das lagrimas que quentes percorrem as linhas de meu rosto e acabam-se em meus lábios, meu peito dói, dói como se pequenas rachaduras estivessem sendo abertas nele.
Como me sinto só. Poderia acabar-me aqui chorando e lamentando-me que ninguém escutaria, poderia gritar com todas as minhas forças que ninguém me procuraria.
Sei disso por que tenho tentado falar, tenho tentado que me escutassem, mas todos parecem surdos, e pior ainda mudos.
Vejo-me em uma vasta multidão, apertada e cheia de pessoas de todos os tipos, das mais diversas origens, passam por mim, me empurrando, me apertando, e quanto mais eu imploro para que saiam da minha frente para que dêem licença mais elas me apertam como se eu no meio de tantas fosse apenas uma, uma invisível.
O pior disso tudo é que ninguém se importa com isso, engraçado não é? Mas se tudo isso fosse com elas e não comigo? Será que eu seria a idiota surda e elas as que se lamentam da surdez alheia? Ou só sou eu em que me queixo demais e não faço nada pela inversão de fatos?
E se você estivesse prestes a perder mais alguém que ama, se tivesse que aturar mais uma vez a mesma cena se repetindo, nessa terceira vez, terceira!
Você a vê deitada imobilizada, sem forças, e por mais que ela tente mostrar que ta tudo bem, e por mais que todos tentem mostrar que ta tudo bem, você sabe que não está, oras todos sabem, são só burros em querer enganar alguém. Ou até mesmo a si próprios.
Pelo amor de deus, por que isso agora?
Eu não posso fazer nada, se ainda tivesse alguma forma de te tirar daí, eu tomaria sua dor juro que tomaria.
Se eu pudesse eu pegaria a estrela mais linda do céu e a faria brilhar só pra ti.
Oh mais não posso.
Assim como ela está tão longe, assim minha esperança também se mostra ser.
Lagrimas, enxugam-se e parem de cair, não posso nem ao menos chorar, pois dirão que sou louca até mesmo por só me sentir mal e incapaz de fazer alguém que amo curar-se.
Pela ultima vez espero eu que tenha que lembrar que oras eu sou humana!
Da licença, por favor, não sou nenhuma adolescente em crise, mas meus pesadelos me perturbam, tenho medo, me sinto só, e estou com dor.
Obrigada pela atenção. Então, até logo.
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