sábado, 26 de janeiro de 2013
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“Aprendi com os meus próprios erros que sofrer não torna mais poético, chorar não deixa mais aliviado e implorar não traz ninguém de volta. Aprendi também que por mais que você queria muito alguém, ninguém vale tanto a pena a ponto de você deixar de se querer. Eu que gritei para tantas pessoas ficarem, hoje só quero mesmo é que elas sumam de uma vez por todas. E em silêncio, que é pra ninguém ter porque se lamentar.”
Tati Bernardi
Aquela coisa
Não quero desestabilizar passos
Não pretendo algemar mãos
Não quero amarrar ninguém a força
Chega de esperar pedaços
De aguardar fatos
Ansiar momentos que nunca virão
Eu não quero uma saudade repentina
Nem calor momentâneo
Eu não quero paz amiga
Nem abraço em uma manhã com sol
Eu só quero aquela coisa que cola
Que fica, na chuva, sobre a tempestade no final de semana
Não há dente quebrado ou cabelo despenteado que a impeça
Livre, ela vai embora se quiser
Hora e tempo, quando pretender
Mas ela fica, ela cola, ela simplesmente se faz por inteira
Sem partidas em vão.
Não pretendo algemar mãos
Não quero amarrar ninguém a força
Chega de esperar pedaços
De aguardar fatos
Ansiar momentos que nunca virão
Eu não quero uma saudade repentina
Nem calor momentâneo
Eu não quero paz amiga
Nem abraço em uma manhã com sol
Eu só quero aquela coisa que cola
Que fica, na chuva, sobre a tempestade no final de semana
Não há dente quebrado ou cabelo despenteado que a impeça
Livre, ela vai embora se quiser
Hora e tempo, quando pretender
Mas ela fica, ela cola, ela simplesmente se faz por inteira
Sem partidas em vão.
Annabel Laurino
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Acalanto
Será que eu sou a unica que não consigo ser indiferente à tristeza alheia? É, aquela tristeza que sempre mora ao lago, servindo de peso nos ombros de nossos companheiros. Será que sou a unica que não consigo fechar os olhos e me enganar com a mentira de que todas as pessoas são felizes com o que elas realmente tem, seja ruim ou horrivelmente bom.
Eu me proponho a carregar quase todo o peso dos amigos que eu conheço. E não me vanglorio por isso. Depois que eu faço, eu logo esqueço. Eu realmente fico ao lado ajudando a sustentar o fardo, e se caso eu não consiga levar uma pontinha da carga eu fico ali, dizendo palavras que deem força, e quando a madrugada surgir fria eu estarei lá com o meu abraço mais quente para reconfortar os ombros cansados e enxugar as lágrimas mais doloridas.
Não há necessidade de me pedir. Simplesmente estarei lá oferecendo conforto, nem que seja um lenço para guardarem no bolso quando tudo virar tormento. Mas eu estarei lá.
É algo meu, não sei. Não há forma de eu ser indiferente a essa natureza tão delicada que somos nós e não me compadecer, não querer me aproximar e tocar no rosto daquele que se sente frágil, cansado.
As vezes parece que eu me doou de mais e depois fico sem. Há dias que tudo não vai realmente bem. Você sabe, tem aqueles dias de cão. Sei lá, vai saber quantas coisas podem ser consideradas ruins para que você diga que seu dia foi ruim. Para o meu dia dar errado eu só preciso que o meu coração esteja esmagado feito um pão na chapa quente. Problemas familiares então me desestabilizam, me desestruturam. Não há para mim nada pior do que um âmago familiar em crise. E dai vem os meus dias de cão.
O engraçado é que todo mundo some quando você realmente precisa. Sei lá porque as pessoas somem, elas tem coisas mais necessárias do que se preocupar, faculdade, trabalho, sexo, namoros essas coisas todas e então elas realmente as vezes não pensam muito bem. Mas é quando eu realmente prendo o grito e ninguém aparece.
Tudo bem, eu sou mesmo um silêncio desenhado em pessoa. Eu sofro calada. Cubro o rosto com a coberta para chorar, mesmo que eu seja a unica pessoa trancada no quarto. Eu fecho os olhos para que nem eu mesma descubra o que eu estou sentindo. Sofrer de angustia é sempre muito ruim. E geralmente eu não anuncio que estou mal. Sou da velha moda de quem te conhece de verdade sabe no seu semblante que o pé esquerdo foi o primeiro a tocar o chão.
É por isso que me alivio em palavras escritas. Se eu pudesse dizer o quanto é desesperador não saber a quem dizer de verdade "estou mal, me ajuda. É claro que eu tenho a quem, na verdade. Mas machuca o que eu sinto, machuca também dizer, imagine só.
Eu aqui toda esperançosa ainda querendo que todo mundo pense um pouquinho como eu penso. Achando que vou receber um afago na cabeça nos dias de diluvio, achando que alguém vai passar a mão por cima de mim e dizer que vai passar, claro que vai passar.
Eu sei que vai passar. Claro que vai. Um dia, quem sabe. Só me pergunto quando. Só me angustio me perguntando quando e quando e simplesmente quando.
Eu me proponho a carregar quase todo o peso dos amigos que eu conheço. E não me vanglorio por isso. Depois que eu faço, eu logo esqueço. Eu realmente fico ao lado ajudando a sustentar o fardo, e se caso eu não consiga levar uma pontinha da carga eu fico ali, dizendo palavras que deem força, e quando a madrugada surgir fria eu estarei lá com o meu abraço mais quente para reconfortar os ombros cansados e enxugar as lágrimas mais doloridas.
Não há necessidade de me pedir. Simplesmente estarei lá oferecendo conforto, nem que seja um lenço para guardarem no bolso quando tudo virar tormento. Mas eu estarei lá.
É algo meu, não sei. Não há forma de eu ser indiferente a essa natureza tão delicada que somos nós e não me compadecer, não querer me aproximar e tocar no rosto daquele que se sente frágil, cansado.
As vezes parece que eu me doou de mais e depois fico sem. Há dias que tudo não vai realmente bem. Você sabe, tem aqueles dias de cão. Sei lá, vai saber quantas coisas podem ser consideradas ruins para que você diga que seu dia foi ruim. Para o meu dia dar errado eu só preciso que o meu coração esteja esmagado feito um pão na chapa quente. Problemas familiares então me desestabilizam, me desestruturam. Não há para mim nada pior do que um âmago familiar em crise. E dai vem os meus dias de cão.
O engraçado é que todo mundo some quando você realmente precisa. Sei lá porque as pessoas somem, elas tem coisas mais necessárias do que se preocupar, faculdade, trabalho, sexo, namoros essas coisas todas e então elas realmente as vezes não pensam muito bem. Mas é quando eu realmente prendo o grito e ninguém aparece.
Tudo bem, eu sou mesmo um silêncio desenhado em pessoa. Eu sofro calada. Cubro o rosto com a coberta para chorar, mesmo que eu seja a unica pessoa trancada no quarto. Eu fecho os olhos para que nem eu mesma descubra o que eu estou sentindo. Sofrer de angustia é sempre muito ruim. E geralmente eu não anuncio que estou mal. Sou da velha moda de quem te conhece de verdade sabe no seu semblante que o pé esquerdo foi o primeiro a tocar o chão.
É por isso que me alivio em palavras escritas. Se eu pudesse dizer o quanto é desesperador não saber a quem dizer de verdade "estou mal, me ajuda. É claro que eu tenho a quem, na verdade. Mas machuca o que eu sinto, machuca também dizer, imagine só.
Eu aqui toda esperançosa ainda querendo que todo mundo pense um pouquinho como eu penso. Achando que vou receber um afago na cabeça nos dias de diluvio, achando que alguém vai passar a mão por cima de mim e dizer que vai passar, claro que vai passar.
Eu sei que vai passar. Claro que vai. Um dia, quem sabe. Só me pergunto quando. Só me angustio me perguntando quando e quando e simplesmente quando.
Annabel Laurino
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
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“Intimidade é ler os olhos, os lábios e as mãos de quem está com você. Mais do que repartir um endereço, é repartir um projeto de vida. Não basta estar disponível, não basta apoiar decisões, não basta acompanhar no cinema: intimidade é não precisar ser acionado, pois já se está mentalmente a postos.”
Martha Medeiros
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Mas, me vem agora, que amor mesmo é, sobre todas as coisas imagináveis e pensáveis que qualquer ser humano já possa ter conseguido ter feito, sem sombra de duvidas, quando você gosta daquela pessoa acima de todos os defeitos dela, e continua a gostar. Sempre mais e continuamente. Acima de todos os defeitos que um ser humano possa possuir. Você sempre irá ama-la.
Annabel Laurino
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
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''EIII CARA, Já parou pra pensar na tua namorada? Já parou pra pensar em quantos moleques são loucos por ela? Em quantos ficam encantados com aquele sorriso que só ela tem? São tantos, mas ela encontrou você. Não que ela não tenha encontrado outros antes, mas ela escolheu você. É, logo você, que não é príncipe. Mas que ela insiste em te chamar assim de qualquer jeito. Você, que ela ama assim, exatamente do jeito que você é imperfeito. E ai eu te pergunto: Tem dado valor? Pode ter certeza que muitos invejam o lugar que você tem no coração dela, e no seu primeiro vacilo vão fazer de tudo para conquista-la. E ai meu amigo, vai esperar ver ela nos braços de outro? Vai esperar vê-la sorrindo pelas piadas de outro? Dormindo e fazendo cafuné em outro? Doeu só de pensar né? Agora imagina se acontece. Vai doer o triplo, Por isso que eu digo, da valor enquanto tem moleque.''
in Facebook
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
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“Às vezes é preciso diminuir a barulheira, parar de fazer perguntas, parar de imaginar respostas, aquietar um pouco a vida para simplesmente deixar o coração nos contar o que sabe. E ele conta. Com a calma e a clareza que tem.”
Caio F. Abreu
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