Martha Medeiros
segunda-feira, 19 de março de 2012
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"Sempre fui sentimental e nunca levei adiante relações em que não estivesse emocionalmente envolvida, e por mais que eu pareça ser durona, é apenas fachada. Só eu sei o quanto já sonhei em ser uma princesa resgatada da torre de um castelo."
domingo, 18 de março de 2012
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"Gostei da luz,
dos olhos dele. Gostei que estava me encantando, gostei de não poder me
encantar e mesmo assim estar me encantando."
Tati Bernardi
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“Pela janela aberta, o silêncio do domingo impresso num céu sem
cor. Na rua deserta de rumores: domingo. Abre um livro.”
Caio Fernando Abreu
Senhora vida, muitíssimo obrigada
De repente meu amor você se encontra tal como Alice, entrando em uma toca inesperada, de um coelho maluco, adentrando em um país maravilhoso, cheio de mágicas e coisas surpreendentes que você não esperava, que estava longe de poder imaginar.
Fica sentadinha agora, ruminando alegrias, mastigando sorrisos nos cantos dos lábios e suspirando alegre. Não tem nada melhor, eu juro. De repente a senhora vida parece que te deu um prêmio, Deus olhou para você menina, é isso. "Lembraram de mim", você pensa alegre, quase saltitando pelo quarto, como uma criança, o cabelo preso com um palito chinês em um coque formoso, os lábios rosados, as bochechas coradas.
Oh agora preciso ir, que o coelho diz estar atrasado e a vida é assim, ruge.
Segue-a, segue-a, vamos lá!
Fica sentadinha agora, ruminando alegrias, mastigando sorrisos nos cantos dos lábios e suspirando alegre. Não tem nada melhor, eu juro. De repente a senhora vida parece que te deu um prêmio, Deus olhou para você menina, é isso. "Lembraram de mim", você pensa alegre, quase saltitando pelo quarto, como uma criança, o cabelo preso com um palito chinês em um coque formoso, os lábios rosados, as bochechas coradas.
Oh agora preciso ir, que o coelho diz estar atrasado e a vida é assim, ruge.
Segue-a, segue-a, vamos lá!
Annabel Laurino.
sábado, 17 de março de 2012
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Talvez a coisa mais terrível de se escutar de alguém, ou não escutar, já que essas palavras podem muito bem serem pronunciadas no silêncio de um ato, ou da falta de um, simplesmente porque funcionam bem quando supostamente usa-as no esquecimento, no silêncio, na falta da procura. Terríveis e tenebrosas, eu mesma sugiro que seja-se forte para ouvir, pois é cruel, talvez as palavras mais cruéis que alguém pode dizer para outra pessoa. Quando pronunciadas, ou não pronunciadas, arrastam-se no silêncio de uma lacuna que fica no ar, pesadas e duras, não escorregam pelos ouvidos facilmente, são frias e amargas, tão difícil de engolir. Dita-as assim: Desisto de você.
Annabel Laurino.
quarta-feira, 14 de março de 2012
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"Temos tão pouco tempo para dizer as coisas que queremos. Temos tão pouco tempo para qualquer coisa."
Inquietos
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"Enquanto
escrevo esta carta a brisa do mar refresca a minha pele, esse mesmo mar logo será
meu tumulo. Me dizem que morrerei como um herói, que a segurança e a honra do
meu pais serão a recompensa pelo meu sacrifício, espero que estejam
certos!
Meu único arrependimento na
vida é nunca ter falado como me sinto. Eu queria estar em casa, eu queria estar
segurando a sua mão. Queria estar dizendo que te amei, só você, desde menino…
Mas não, agora vejo que a morte é fácil! É o amor que é difícil.
Quando meu avião mergulhar eu não verei a
face dos meus inimigos, eu verei os teus olhos, como pedras negras congeladas
na água da chuva.
Dizem
para gritar Banzai quando mergulharmos no nosso alvo, só que eu vou sussurrar o
seu nome. E na morte, assim como na vida, serei sempre seu."
(Inquietos)
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"Existe um pássaro que acha que morre sempre que o sol se põe. De manhã ao acordar ele fica chocado de ainda estar vivo.. Então, canta uma canção linda.
- Eu canto todas as manhãs desde que te conheci"
- Eu canto todas as manhãs desde que te conheci"
(Inquietos)
terça-feira, 13 de março de 2012
Primitividade a flor da pele
Não é que você precise de alguém. Não é que você queria que se importem com você, que te liguem, que te procurem, que queiram saber pelo menos se você está viva. Não é bem isso. Não é de atenção em si que se precisa. Por que no fundo você entende que, na verdade, não tem importancia mesmo que alguém esteja te ligando e te procurando porque, por experiência própria, você sabe que isso tudo não conta depois, quando te abandonam, quando as pessoas decidem por elas mesmas se mostrar quem são e colocar as cartas na mesa. E você já desacreditou das pessoas, a muito tempo.
Mas embora isso, embora isso tudo, você bem que se sente um tanto sozinha, perdida entre aquela linha fina e solitária, esperando que o telefone toque ou que alguém bata na sua porta de surpresa trazendo uma caixa de bombom embaixo do braço e pedindo, com carinho, para ser sua companhia da tarde. Bem que você queria sentir o calorzinho de outro corpo embaixo do edredom em uma tarde chuvosa, ou ter uma mão para segurar no dia em que tudo vai mal que o choro simplesmente se desprende da garganta e você parece uma criança prestes a tomar uma injeção. É natural, todos precisamos de alguém. É primitivo, você pensa.
Mas logo tanto faz. O telefone não toca, a campainha esta intacta, intocável. A caixa de e-mails somente cheia de anuncios e promoções de livros, uma unica caneca de café ainda pousa em cima da mesa, mais um capitulo escrito e mais uma vez, desiludida, cheia de si, você se fecha em sua cabaninha de idealizações e pensa: Não preciso mesmo de nada disso.
Mas embora isso, embora isso tudo, você bem que se sente um tanto sozinha, perdida entre aquela linha fina e solitária, esperando que o telefone toque ou que alguém bata na sua porta de surpresa trazendo uma caixa de bombom embaixo do braço e pedindo, com carinho, para ser sua companhia da tarde. Bem que você queria sentir o calorzinho de outro corpo embaixo do edredom em uma tarde chuvosa, ou ter uma mão para segurar no dia em que tudo vai mal que o choro simplesmente se desprende da garganta e você parece uma criança prestes a tomar uma injeção. É natural, todos precisamos de alguém. É primitivo, você pensa.
Mas logo tanto faz. O telefone não toca, a campainha esta intacta, intocável. A caixa de e-mails somente cheia de anuncios e promoções de livros, uma unica caneca de café ainda pousa em cima da mesa, mais um capitulo escrito e mais uma vez, desiludida, cheia de si, você se fecha em sua cabaninha de idealizações e pensa: Não preciso mesmo de nada disso.
Annabel Laurino.
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