sexta-feira, 30 de setembro de 2011

irmão.

Sentirei sua falta. De seus cabelos bagunçados e desengrenhados, das suas mãos me dando socos, me puxando o cabelo, de seu sorriso, da sua rabugice constante, da sua velhice precoce. Você é um doido, não tem vida social, pelo menos não o que as pessoas julgam ser vida social, por exemplo, você odeia msn, orkut ou twitter, e ama todas as bandas que eu amo, você acredita em mim, e nas milhares de vezes que me viu chorar não fugiu, e nem disse para que eu parasse de chorar, você só ficou ali, permanecendo no silêncio interrompido pelo meu choro. 
    Você foi mais que amigo, tipo, o irmão que eu nunca tive. Vezes ficamos sem se falar, por eventualidade da distância ou do tempo, ou da falta do que conversar, mas você sempre esteve aqui. E sempre quando vinha, vinha com um sorriso no rosto, uma carta na mão e um coração incrivelmente quente para me receber e me chamar de irmã.


Para: Felipe Lafrorky. Sentirei sua falta, mas nada que a amizade não possa superar.




Annabel Laurino.



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Todo mundo tem um ponto fraco
Você é o meu, por que não?

Cazuza


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

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E teu silêncio, tua falta de respostas, para mim, é a melhor forma de saber o que me dizes.

Annabel Laurino

Mensagem.

A mensagem chegou, e chegou assim: "Bellez moi." 
Foi o que ele escreveu. 
Não havia coisa alguma que a pudesse fazer rir. 
E pela primeira vez no dia, riu e riu com vontade. 
Como não ria a muito tempo.

annabel laurino.

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O negócio é só sentir, meu irmão, só sentir. Pensar já era. Pensar acabou, não se usa mais.

                                          Caio Fernando Abreu


feliz


   Sinto-me relativamente feliz, eu diria que em estado de borbulhamento constante. Como se uma massa densa estivesse em fervor dentro de mim, inchando e crescendo. Sinto-me mais feliz do que o normal.
   Tudo parece ter sido encoberto por um véu claro e bonito, e agora vejo que tudo me parece fácil.
    Feliz. Sinto-me feliz. E agarro-me a esse sentimento tão insanamente que sou capaz de ferir qualquer um que me pareça uma ameaça a esse sentimento incrivelmente inebriante e reconfortante.
    Por isso, danço, canto, e rio, e jogo os cabelos para o alto, as mãos ao lado do corpo procurando movimento e de repente sinto. Sinto-me feliz. Tão feliz...


Annabel Laurino.

domingo, 25 de setembro de 2011

É você.


É você
Que chega e que me possui, que adentra os poros dessa pele solitária e fria. Que aquece as bocas de vitrais, as bordas ressequidas do meu mundo esquecido e solitário.
Pendido no fio da tarde languida.
É você que chega, que me encontra, que toma conta de mim.
Se joga por dentro de um copo e transborda pelas bordas.
É você.
Com esse seu corpo quente, macio.
Seus pelos.
Seus braços.
Suas mãos de ossos fortes, seus dentes, sua boca recheada de um sabor lembrado, guardado.
É você ao todo que me vem e que me dispara, me lança á um futuro incerto.
Fugindo não consigo nada, estendo a mão no ar e tudo que pego é fios de seus cabelos negros.
Suas mãos suadas estampadas nas paredes de meu quarto.
Teus risos refletem no meu espelho.
Sinto teu corpo quente ainda sobre a minha cama.
Teu cheiro transpassou por mim, e agora grudou.
Como uma tatuagem sua, ele permanece, na minha pele.
É você, todo você.
Ouço sua voz, em vozes que não são do seu corpo.
Vejo teu riso em risos que não são seus.
E por lajes de casas, carros mal feitos, tempestades chuvosas, rios d’água, poças de frio e gelo, copas de árvores.
Minhas próprias feições também.
Tudo tem um pouco de você.
Minha própria letra no papel tem um traço da sua, meio que quando enrosca-se no ‘a’ ou no ‘j’.
Tudo.
Cheiros de outros cheiros, na concordância, no final do aroma, na hora de sentir, de qualquer forma.
Lembra-me teu cheiro.
E assim, vens.
E me recheias, me tomas e me aglutinas.
Como em uma inebriante tomada que liga dois fios.
Você me passa toda essa sua essência exorbitante e calórica
E me perco.
Me tomas, e me vens.

Annabel Laurino.

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Se você der o primeiro passo, não me importo de dar os milhares restantes.


Annabel Laurino.