quarta-feira, 9 de junho de 2010

Se a vida lhe da limões... Faça uma limonada!

Exatamente leitores. Devo dizer que é isto mesmo que vocês estão lendo. Não venho aqui falar em auto-ajuda e nem frases cotidianas e tudo mais. Apenas vim falar dessa pequena frase acima cuja qual escutamos quase sempre no nosso cotidiano. Muitas vezes por pessoas mais velhas, e ainda assim, nem prestamos á atenção ou se quer pensamos no seu significado...
Acontece que na maioria das vezes agente só aprende certas coisas quando quebramos a cara ou quando finalmente temos que usar a cabeça e dar um jeito nas coisas pra que enfim, se resolvam.
Como todo mundo sabe, a vida em ambas as classes econômicas, tanto de ricos ou pobres, não é fácil não. Todo mundo tem seus problemas seja eles pequenos ou grandes, seja aqueles problemas insignificantes ou aqueles mais problemáticos. Tanto faz. O que acontece é que todo mundo na vida tem horas que tem que se vira. Não dá pra fica na barra da saia da mãe a vida toda, não é mesmo? Não da pra ficar pedindo socorro pro vizinho do lado toda vez que a coisa aperta. Não que eu esteja falando de orgulho, pois saber pedir ajuda é o essencial da vida, devemos sempre admitir que não podemos resolver tudo sozinhos.
Mas eis que esta não é ainda a questão.
A questão é, se a vida lhe da “limões” faça então uma limonada!
Exatamente.
Muitas das diversas vezes nos deparamos com problemas cotidianos e probleminhas inquestionáveis, discussões de relacionamentos, na família , no trabalho, na escola... Então surgem aqueles problemões, as tais chamadas, bolas de neve.
É o conjunto de probleminhas que se juntam em um só.
Você deve ta pensando que papo mais de doido esse de limão e bola de neve.
Acontece que dessas diversas vezes em nos deparamos com esses problemões, nos desesperamos. Caímos em choro, em momentos de ansiedade extremas, ficamos horas sem dormir pensando pro que justo problema foi acontecer conosco, ficamos sem comer ou alguns, ao contrário, ficamos estressados e descontamos a raiva em qualquer um coitado que atravesse nosso caminho, ou até mesmo não falamos nada e ficamos nos corroendo por dentro com o tal maldito problema.
E isso é só uma questão de opinião, mas...
De tantas saídas que acima foi ditada, quais delas de verdade, resolvem o problema?
Devo dizer que nenhuma delas. Chorar, gritar e puxar os cabelos não vai fazer nenhum milagre e muito menos colocar as coisas em seus devidos lugares.
O que precisamos fazer é arregaçar as manguinhas e colocar a mão na massa!
Isso mesmo. Devemos pegar os inoportunos limões cujo os quais não esperávamos e fazer uma bela de uma limonada!
Não há uma receita pra isso e muito menos um modo preparatório apenas, faça!
Tudo há uma solução, tudo mesmo.
Não digo isso por que sou uma otimista de marca maior e nem nada disso.
Apenas digo isso por que é assim, eu aprendi com isso. Aprendi que infelizmente agente não acorda todo dia com o sol brilhando. Tem dias que se tem que sair com chuva, com temporal, com tempo nublado.
A vida não termina por um simples fato ruim acontecendo. Dias ruins nascem pra todos.
O problema não é os problemas em si, é como você os encara.
Deixar seu belo sorriso no rosto escapar por um simples importuno da vida não vai fazer com que tudo se resolva.
Ta certo que chorar e colocar as mágoas pra fora faz bem sim. Mas não dá pra ficar a vida inteira se queixando por coisas que não deram certo.
O negócio é, viver um dia de cada vez . E no final, se der em limões, oras, faça logo uma limonada!


Com carinho, Annabel Laurino.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Redescobrindo

Você já parou pra pensar em quanto tempo se gasta chorando por algo que depois de certo tempo você descobre que na verdade mesmo, não era nada? Nunca foi nada. Sim, absolutamente nada. No meu caso, claro, foram longos quatro meses. E claro, longos e insuportáveis, mas necessários. Necessários até para se ver algo que estava bem na ponta do meu nariz, gritando, exclamando atenção, e que simplesmente eu negava ver. Só que tudo que se é pra ser visto é a apenas fato até ser basicamente notado.
E bem notado.
Mas pouco importa.
Pouco importa o quanto eu chorei, o quanto de tempo eu perdi batendo com a cabeça tentando entender cada pedaço de erro deixado pra trás. Pouco importa o que ficou pra trás.
E que seja isso.
Eu não sei bem o que me fez acordar assim hoje. Talvez eu tenha percebido algo que não andava mais percebendo á muito tempo.
Eu mesma.
Mesmo com aquela claridade toda me segando os olhos, logo em um início de uma manhã. Aquela luz penetrante, cálida até mesmo pra um frio de outono.
Eu me aproximei daquela figura lisa e brilhante, tudo se refletia ali. A janela, o sol, as nuvens, á cama por dentro do quarto, a escrivaninha... E enfim quando me pus á frente desta, eu pude ver, era eu mesma.
Foi estranho me ver assim. Principalmente se seu pijama diz “Good Night Bad Girl”. Mas fora isso, foi estranho. Eu sabia o que eu era por dentro daquele corpo que refletia. Eu compreendo basicamente tudo que se passa por dentro, mas não por fora. É como se eu me visse estranha naquele corpo que refletia sobre a superfície. Era engraçado pensar que dentre tantas pessoas eu sou só mais uma. Mais uma garota adolescente em tudo aquilo por fora, me distinguiria uma pessoa completamente normal, e inofensiva.
Mas embora tantas características em que eu possa possuir, de todas as formas físicas que me façam humana e tudo o mais. Á algo dentro de mim em que eu precisava ver.
Confesso, eu havia esquecido já, todos os sonhos em que eu vim planejando todos esses tempos.
Os sonhos que eu mesma criei pra mim. As minhas vontades, meus desejos, minhas alegrias, minhas tristezas. Eu havia esquecido tudo isso, por um simples fato que acabou tornando-se insignificante, não que eu quisera, lutei para que não fosse.
Mas á horas na vida que por mais cruel que se possa ser, por mais duro que seja abandonar o passado e seguir em frente. Por mais medo que possa latejar em seu peito e gritar suplico em sua garganta para que seja libertado. Ás vezes é melhor seguir em frente. Abrir á porta e descobrir um novo.
Trocar as roupas velhas por vestes novas e limpas. Esquecer as mágoas do passado. Mas os erros jamais, pois até eles servem de aprendizado.
Eu acho que tudo isso foi bom. Esse tempo pedindo pra entender algo que eu já entendia.
Algo que eu já tinha em minhas mãos, mais não olhava, não admirava como merecido.
Eu mesma! Eu me esqueci. Esqueci meus valores, minhas formas. Esqueci o que mais amo, pra ir em busca de algo que no fundo não teve valor algum. Apenas como aprendizado... Apenas.
E foi assim.
Foi assim que eu acordei naquela manhã. Entendendo que eu não preciso beber todas pra ser feliz. Que eu não preciso da roupa mais linda do mundo pra ser linda. Não preciso do namorado mais gato do colégio pra ser á mais importante. Não preciso ir em festas toda noite pra ser á mais conhecida.Não preciso de nada que não me satisfaça.
E sabe. Eu encontrei valores que estavam aqui, por sobre a minha mão e que são muito mais valiosos do qualquer outra coisa que pudesse me distinguir.
Eu preciso da minha família pra ser feliz e amada. Acho que jamais encontraria aquele calor, aquele fervor de um amor cálido e reconfortante no peito sem eles. Sofreria a maior dor no mundo se os perdesse, me perderia de mim mesma então, e não haveria lágrimas e nem palavras que pudessem distinguir tal dor. Choro sem seus sorrisos, sinto falta de seus abraços, me vejo em cada pedaços deles. Aqueles rostos que em olhos dizem tudo. Sei que dariam o mundo pra mim se pudessem. Mal sabem eles que já me dão o mundo todo dia em que acordo e vejo seus rostos. E, preciso de meus amigos também, mas amigos de verdade, não aqueles de um “olá e até mais”. Aqueles que vêem e abraçam forte, aqueles que seguram da mão quando o medo toca o peito, aqueles que secam suas lágrimas, que não os define de feio ou bonito, mas apenas você mesmo. Aqueles que não se importam com o que você tem ou não, eles estão com você sempre. Eu preciso daquele caminho que trilho pra chegar á escola. Observar sempre as mesmas pessoas pode até parecer chato, mas torna-se interessante quando ás conhece melhor. Eu preciso ver filmes, entender como seria se tudo aquilo que mostra fosse real, imaginar. Eu preciso de meus livros pra imaginar como seria, ser tudo de uma vez só. Sendo que ser eu mesma já me basta.
Eu preciso de tudo que me cerca, tudo que eu amo, tudo que eu jamais veria como não viver.
Eu aprendi que viver um dia de cada vez é muito melhor do que viver todos e no final não viver nenhum.
Não me adianta nada encostar a cabeça nos travesseiros e imaginar como será o dia de amanhã, se o amanhã nem chegou. Se o amanhã nem amanheceu. Se o hoje ainda está aqui.
Mais uma lição, mais uma aprendizagem.
Embora possa parecer tolo aos olhos alheios, é preferível ser tolo aprendendo, ao que ser tolo julgando.
E assim tornam-se tudo.

domingo, 30 de maio de 2010

Alice, Alice, Alice...

De: Annabel Laurino (annabellaurinol@hotmail.com)  Enviada: domingo, 30 de maio de 2010 21:09:07
Para: Rita Almeida (rita.almeida@hotmail.com)
Assunto: Alice no País das Maravilhas


Oiii Amiga! Nossa to com saudade de você!
Te liguei sete vezes pro teu celular e nada, ninguém atende, deixei uma mensagem na caixa postal, e nada também, ninguém me responde dês da uma hora da tarde!
Tais dormindo até agora? Meu Deus Rita, já te disse pra dormir menos. Não esquece amanhã tem aula.
To te mandando outro email, com a esperança de que tu entre na internet e responda. Bem improvável.
Bom como tu não atendeu, o que alias foi uma pena. Eu queria te chamar pra ir ao cinema, eu tu e a Amanda. Ai como tu não atendeu, fomos eu e ela.
Que filme fomos ver? A Alice no País das Maravilhas.  Não é pra rir, é bem legal e o Johnny Depp ta um gato de marca maior, e, mesmo com aqueles cabelos muiiiito locos, ele ainda é o Johnny Depp. Huuuum.
Ta então a Amanda chego aqui né e nós fomos, cara maior chuva. Quer dizer, não tava chovendo até eu sair de casa, mas é claro que tinha que começar a chover quando os pus meus lindos pezinhos na porta. Droga. Meu cabelo tava perfeito e fico horrível.
Mas tudo bem, tudo pelo Johnny Depp.
Então chegamos lá e tipo, uma creche total. Rita sem noção, muuuuuuita criança.
Cara, Alice no País das Maravilhas não é só pra crianças. O sol nasceu pra todos, então que é que tem? Fui bem linda e comprei meu ingresso, pipocas, refri e coisas e tal. A Amanda tava com cara de "me tira daqui antes que algum pirralho toque em mim". Mas que nada todos muito fofos e só falavam de vídeo game e dos vestidos da Alice. Que acho mesmo deve ter sido meio que uma decepção pras coitadas das meninas. Os vestidos que ela usou era tipo, "to nem ai, moda existe mesmo? o que é moda?" Mas ta valendo. Então entramos nos sentamos na frente claaaro, por que o fundo tava lotado de pirralhos com uma cara de "vo joga pipoca em todo mundo" e eu jurei que se saísse dali com uma pipoquinha no cabelo eu ia estrangula qualquer um que tivesse atrás de mim.
Então começo o filme. Cara aquelas crianças não calavam a boca! Que raiva! Então eu comecei a fala alto e faze pisiu. O que parece que adianto. As crianças que estavam do meu lado ficaram bem quietinhas, acho que se assustaram por causa do meu cabelo. Vai saber.
Então eu vi que do nosso outro lado, meu e da Amanda, tava uns caras sozinhos, isso sozinhos. Sem namoradas, nem nada. Sentadinhos vendo Alice no País das Maravilhas. Tipo eu fiquei me perguntando, ou eles são gays, ou eles são pedófilos! Ai meu Deus. Mas nada contra gays, claro que não, longe disso. Só que cara, Alice no País das maravilhas, dois caras sozinhos, na volta de muuuito pirralho, sem namorada nem nada. É estranho vai. Mas ai eu pensei, vai ver eles são fãs do Johnny Depp! Ele é maior gato e ainda faz aqueles filmes muiito locos. Então vai saber.
É vimos o filme, tava beeem legal. Comi muita pipoca e bibis, e ria muito das crianças me olhando com cara de apavoradas quando eu mandava elas calarem a boca. Nada contra as crianças. Mas ei, eu tava pagando pelo filme, eu queria escuta o Johnny Depp, ok?
É isso amiga, foi bem normal o meu domingo, acordei meio dia, almoço em família, essas coisas de sempre.
Queria que você tivesse ido com á agente.
Á ontem eu falei com o Marcos, parece que ele agora é parente de Adolf Hitler e acha mega sexy aquela escovinha embaixo do nariz que o cara tinha. Esses garotos de hoje em dia... :/
Não esquece, aula amanhã! Te mato se tu falta. Pêra ai, eu mando corta a sua cabeça! hahaha, Tipo no filme a rainha vermelha, falava toda hora isso. "cortem as cabeçaaaaass!!!!" Sabe como é, pego agora.
Te amo muito viu sua amiga que não me ama mais. Mas tudo bem, eu supero.


Com carinho Bells.


PS: sem ps hoje :*

Qual é o maldito problema?

De: Annabel laurino (annabellaurino@hotmail.com)
Enviada: domingo, 30 de maio de 2010 0:57:14
Para: Rita Almeida (rita.almeida@hotmail.com)
Assunto: Eu


Vem cá, qual é o problema do sistema? Do universo? Me diz? Pelo amor de Deus Rita! Qual é o problema!
Eu nunca matei ninguém, nunca! Nem uma mosca se quer. Apenas baratas, mas elas vivem de novo, não é mesmo? Tomara.
Eu nunca fiz mal a ninguém. Sou totalmente contra á preconceitos, raciais, sexuais... Odeio maus tratos com os animais, até por causa disso virei vegetariana. Participo de campanhas para o meio ambiente, economizo luz elétrica, mesmo ficando 45 minutos no banho! Mas Rita eu sou da paz. Acredito no amor, em Deus. Sou totalmente mente aberta, amo todos, e mesmo nem todos me amando, eu amo! Eu sou uma ótima amiga não é mesmo? Bom eu sou sua amiga á 10 anos. Nunca te espanquei, te chinguei, te abandonei. Nada disso. Sempre fui uma boa amiga. Uma boa filha, boa aluna. Amo ler e escrever.
Ok e embora não goste muito de como as pessoas levam suas vidas às vezes eu não julgo e nem aponto o meu dedo na vida delas.
Ta mas, tudo bem, eu não sou linda cara, 1,56 e uns quilinhos não aceitáveis por mim, pelo menos ainda. Não sou uma modelo da Vogue e nem nada disso. Longe disso. Mas Rita eu sou legal! Eu me cuido, me amo, me valorizo. Rita eu gosto de mim. Aquela história que pra amar temos que aprender a amar nós mesmo, então eu me amo poxa!
Rita me diz, me diz, por favor, o que eu fiz? Rita o que eu fiz pro universo me odiar tanto assim? Na minha vida passada eu devo ter sido uma Vadia de marca maior mesmo, só pode!
JÁ SEI! Ta ai, eu neguei o amor! Ta ai, é isso! Rita, é isso! Quando aquele idiota disse que me amava, e eu tava toda machucada pelo relacionamento anterior do babaca que eu namorei, bom eu não sabia se amava o idiota ou não. Rita eu tava machucada! Eu tava traumatizada cara! Como que eu ia ter certeza de algo naquela hora? Principalmente se o que eu sentia era mesmo amor! Amor, Rita!
Então ele disse que me amava e eu disse que não! Rita! Eu disse que não! Que não!!!! Meu deus que burra. Mas eu não tinha certeza do que sentia, eu sabia que gostava dele, mas não sabia se amava, pois eu tinha medo de amar. Rita, eu sabia que sem ele tudo isso ia fica uma merda! E fico mesmo. AAAA se fico.
Então eu neguei o amor, e agora, essa merda bate na minha porta todo o santo dia com um sorriso deslavado na cara me lembrando do que eu fiz á 4 meses atrás, e me fazendo sentir pior que uma barata! Muito pior. Acredite.
Aquele dia que eu chorei na escola, não foi nada, eu cheguei em casa e chorei muito mais. Tentei escrever no blog, mas foi pior. Tentei então sair, mas não deu em nada.
Por que ele simplesmente não me liga dizendo que é um completo de um idiota e que sente a minha falta? Por que tudo isso tem de ser tão difícil Rita?
Ele não teve a chance dele? Não me pergunto se eu não aceitava um namoro com ele? E eu não aceitei? Mesmo sabendo que tudo isso ia acaba assim, eu aceitei, por que gostava dele, demais até. E Rita eu avisei que ia machuca ele. E por que ninguém me avisa que nessa merda toda quem ia sair mais machucada sou eu? Por que ao que parece ninguém liga muito pro que eu to sentindo agora, ninguém! E olha to cansada. To cansada de mim mesma. Eu quero ele de volta, só isso. Tanta gente pedindo pra fica milionário, ganha na mega, ganha carro, sei lá o que mais. Eu só to pedindo pra ter ele de volta e tudo se acertar e nem isso, nem isso. O que eu fiz? Me diz? Essa história de ser paciente e tal, Rita eu sou paciente, mas ta doendo! Eu sofro com isso, tu não sabe como! Rita pelo amor de deus eu sou paciente, juro. Mas por que demora tanto pra que eu posso pelo menos ver uma luzinha no fim do túnel? Por quê?
Por que ele não entende que o que eu sinto é muito mais verdade do que ele disse sentir? Se ele me amava, então cadê ele? Cadê? Não ta aqui. Pêra ai! vo olha embaixo da cama!


Com carinho, Bells.


PS: amanhã vamos ao cinema? preciso sair, preciso sair disso tudo, pelo menos sair do meio desses cartões e fotos idiotas dele.
PPS: esqueci que tais sem internet, deixa eu te ligo amanhã, mesmo assim, responde a essa droga. E há, o ET coloco uma coisa bem engraçada na frase dele hoje, até tirei um print. Haha.
PPPS: terminei de ler o livro, é vida inútil, sabe como é.
PPPPS: não ta embaixo da cama, droga.

Voltando, novamente.

Olá! Quanto tempo! Umas duas semanas? Sei lá.
Bom to viva até agora, viva e sóbria. Mas nada muito bem. Normal, né? Haha.
Olha blogueiros sinto muito pela minha ausência, to ai de volta, e não estranhem as postagens, afinal de contas, não é nada que não fale de mim mesma. É isso.


Beijo

domingo, 16 de maio de 2010

Uma parte de mim

Não escrevo pra ter fama, por que vamos e viemos se fosse assim o mundo estaria cheio de escritores. Mas, também não me considero uma escritora. Escrevo por que amo escrever, amo poder usar as palavras usufruindo a mente e o coração. Mas, reconheço que são poucos que sabem usar as palavras, pois de tantos quanto às usam, falam com a alma. Escrevo por que sinto um prazer imenso de poder gritar através de pontos e vírgulas. Minha alma grita, chora e ri, ao longo do que escrevo. Cada letra, cada refrão cada espaço entre uma palavra e outra é uma parte de mim. É uma parte do que sou. Eu sou assim, eu sou o que sinto, e o que amo. E definitivamente eu amo tudo que sinto e tudo mais que escrevo.



Annabel Laurino

Perfeição?

Sempre achei que cresceria de uma forma estranha, ou melhor, explicando, quando eu era pequena e admirava minhas bonecas, altamente desenhadas, por linhas da perfeição, com aqueles sorrisos robóticos, cinturas pequenas, cabelos brilhantes. Sempre sonhei e suspirei naquelas perfeições. Mas como se diz “o tempo passa” e passou mesmo, passou bem mais rápido do que eu imaginava.
Não sei bem descrever em características, mas minha mãe sempre disse que eu vim de uma espécie única chamada de “no mundo da lua”, pois é eu vivo lá, sei lá que problema afinal eu tenho.
Mas quando caminho a rua é totalmente irresistível não olhar, não perceber, pessoas de todos os tipos passam por mim, de alturas medianas a extremas, olhos grandes e pequenos, furtivos e descansados, rostos dos mais diferenciados. Há aqueles mais envelhecidos com o tempo, cujas marcas de rudez tomam conta da pele flácida com a qual o tempo fez questão de marcar. Também há aqueles, mas risonhos, mais despojados, que se divertem ao passeio. Aqueles mais robustos, mais apressados, com impaciência e impossíveis de se falar qualquer “bom dia”. Há aqueles mais amáveis que observam tudo, mesmo não te conhecendo não hesitam em um bom cumprimento. Mas, há tantos que até me perco em observar, passam tão rápido por mim que fico perdida em um só olhar.
É muito simples perceber, que todos são dos mais engraçados aos mais temerosos, mas todos são bonitos, de sua forma, de seu jeito.
Não entendo bem por que de tanto me atraem, talvez por que nem eu mesma me distingue e ache necessidade em distinguir a existência das aparências alheias.
É engraçado não é? Mas certo dia enquanto caminhava, me perguntei o que é perfeição?
Bom é meio que um papo de doido que eu criei na cabeça, mas vejamos só.
Nas revistas, aquelas modelos altamente articuladas de caracteristicas mais diferenciadas, maquiagens coloridas, e lindas por se bem dizer. É tão incrível pensar que para aqueles que formam a tal revista a perfeição que os enchem os olhos são tais: magras, altas, com postura, cabelos sedosos, quadris não muito largos e pernas longas.
Então na rua, sim no nosso dia a dia, a perfeição que nos enche os olhos é meio complicada de se achar, perfeição comparada ao que a revista em si impõe ser perfeito.
Então pensei, o que é a minha perfeição?O que é a sua perfeição?
Será que não somos todos perfeitos?
Oras, temos braços, pés, defeitos e qualidades, não somos iguais a nenhum outro, tal por isso nossos polegares não se igualam ao seguinte, então somos perfeitos não somos?
Tanto aos mais gordinhos aos mais magrinhos, dos altos aos baixinhos, e das diversas variações de características, somos todos com posse de uma só perfeição.
Bom posso dizer que valeu a pena crescer, talvez hoje eu posso ser a minha própria bonequinha de luxo, sem articulações perfeitas e o sorriso perfeito, mas me igualo a perfeição pelo simples fato de ser diferente e encher aos meus próprios olhos.

Impasse

  É sempre assim, quando o manto escuro cai por sobre o céu lá fora e se ilustra á cima as mais belas estrelas de iluminar, e logo, a lua vem ao seu lugar. Tudo parece em seu devido espaço, o céu, as estrelas, a noite, as horas, tudo. Menos em mim.
 É difícil não resistir a tentação de mexer em meio a meus guardados e ouvir aquela musica que dividíamos juntos. É difícil não deixar uma lagrima derramar-se de meus olhos por tantas lembranças. Talvez nada disso precisasse ser pensado agora, talvez nós ainda pudéssemos estar juntos, rindo de toda aquela confusão, rindo do quanto fomos bobos por ter deixado nossa felicidade ser jogada fora. Mas, esta é mais uma daquelas situações em que não se há saída, não posso deixar de não pensar em você, em lembrar de você. Em pensar que poderia estar aqui com você, sentada, vislumbrando a cor de seus olhos marrons avermelhados brilhantes e compenetrados nos meus, lhe beijar e lhe abraçar, o mantendo em meus braços, firme, como se fosse a ultima vez. E em pensar que foi.
Em pensar que eu poderia ter guardado aquela noite, como a noite mais maravilhosa de todas, e, no entanto, á guardo em minha memória como uma lembrança triste.
Não por que tenha sido ruim, não por que foi ruim estar ao seu lado e lhe ter em meus braços. Pelo contrário.
Eu lhe afagava o rosto e lhe beijava a face, lhe abraçava o mais forte que podia até ter certeza que enfim era real, era real que os meus braços gélidos pelo frio que jazia aquela noite lhe contornavam o seu corpo sempre cálido e rígido. Senti seu peito, sua respiração, senti seu coração bater, seus lábios quentes no meu, seus braços envolventes na minha cintura, sua mão por sobre meu rosto, seus beijos no meu pescoço. Era real que finalmente eu estava com você, depois de dois longos meses refletindo do quão desperdiçados foram. Dizia-lhe em sussurros o quanto lhe queria, lhe dizia o quanto sentia saudades, e você o mesmo fazia. Em vários momentos senti sua vós fraquejar, senti que no fundo, mesmo que aquilo tudo fosse real, fosse bom, nós dois em nosso intimo sofríamos.
Mas enquanto eu lhe beijava, enquanto só pensava em te ter e te querer, eu não queria saber se choraria, se sofreria mais tarde, se morreria de saudade. Não queria pensar no que sentiria quando te visse ir embora, quando tivesse de ver você, caminhando por aquela rua escura, que fosse enfim a ultima vez.
Então, foi a ultima vez, a ultima vez que lhe tive, que lhe tive como sempre quis ter, lhe ter com sinceridade e sabendo que era assim que eu queria.
Eu lhe tive pela ultima vez e foi real, não foi como nos meus sonhos que me perturbam depois que te vi partir, onde acordo e vejo que tudo não passou de ilusão, pois, foi real. Mas foi como um sonho, pois até mesmo ilusório tem seu próprio fim.
E agora nada mais permanece aqui, não tenho você comigo, não lhe tenho aqui sentado ao meu lado rindo e nem pegando a minha mão, não lhe tenho nas noites frias me cobrindo em seus braços, não lhe tenho mais em meus olhos, pois até eles sofrem por não poder te ver, e choram. Minha pele, e cada célula de meu corpo anseiam em poder sentir seu toque, nem que seja só mais uma vez, nem que seja só mais a ultima vez, e mesmo que eu sofra e mesmo que eu chore, eu preciso, minha alma precisa, meu corpo precisa de você.
Posso sair de casa, posso sair pelo mundo afora, descobrir lugares, conhecer novos horizontes, posso ver rostos novos, mas nada do que vejo tem você, ninguém é você, ninguém tem o que você tem ou se parece com você. Não que eu tente lhe igualar á alguém, mas, basta olhar, basta ver, que nada se parece com você.
É acho que esta noite será mais uma noite da qual eu sonharei com você, uma noite fria, e só, restando-me apenas lembranças, apenas saudade, apenas “um dia existiu” e não, não existe mais.
Você foi embora, é foi, não pude dar o adeus que eu queria, não pude dizer tudo exatamente o que sentia, não pude dizer o que precisava dizer.
Ainda guardo sua foto, seus cartões, a pétala de um dos buques de rosas que você me deu, separando as páginas de meus livros. E ainda guardo seu beijo, suas lembranças. Está tudo aqui. Embora tudo tenha se modificado, e nada mais permaneça como antes, embora eu e você não estejamos juntos, as lembranças a saudade, a vontade de te ter de volta, te ter em meus braços permanece. Permanece ainda a vontade de dizer que um dia, sim, eu amei você.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Amor Incondicional

Eu poderia escrever sobre o amor em infinitas formas, os fazendo ver de todos os ângulos. O amor, o amor e seus efeitos causados em nós. Embora não virei a fazer. Este amor que aqui falo, não é um amor incomum, não um tipo de amor do qual ninguém jamais tenha vivido, pelo contrário, é um amor do qual todos nós provamos ao longo de nossas vidas, para alguns é de pouco significado, mas certamente para esses o preço de tal pensamento os custa caro. E para outros de tão mais significado que cuidam desse amor, muito mais que suas próprias vidas.
Na verdade mesmo não venho eu, falar sobre este amor. Venho falar de quem causa este amor.
O sente tanto que é capaz de morrer pelo amado, é capaz de subir ao monte mais alto quantas vezes necessárias forem, é capaz de trilhar um deserto á procura de água quantos dias precisos fossem. É capaz de morrer e de amar, um amor além, um amor que não se poderia medir, não poderia dizer que tamanho ao certo se sente.
É um amor indescritível, incondicional, resplandecente, um amor que poucos desfrutam, pois poucos o admiram, um amor que qualquer um daria a sua vida para sentir.
Em muitos ditos de passagens em que pego refletindo sobre tal, eu não consigo racionalmente entender este amor. Mas quando á olho, quando enxergo em seus olhos, quando vejo na íris dos teus olhos esse brilho que me aquieta que me mantém em profundo silêncio, um olhar que me diz mais que palavras. É difícil não entender, é difícil não querer entender.
Somos tão diferentes minha cara, mais diferentes do que água e vinho, mas no fundo somos iguais, do mesmo sangue, do mesmo amor. Sentimos juntas uma sintonia que nos envolve, é só preciso estar em seu abraço que meu mundo se ilumina, resplandece. É só preciso um beijo teu para que eu durma, para que nada me incomode.
Seria o fim de meu mundo, a maior dor que poderia eu sentir se te perdesse de minhas mãos, não haveria mais quem me fizesse feliz assim, não haveria mais alguém que me desse tanto amor, que fizesse de mim feliz.
Mãe, como os anos passaram não é mesmo? Olha, olha em volta, como tudo mudou, já não sou mais um bebezinho acomodado em seus braços cálidos e envolventes e tão pouco sou uma adulta. Lembro-me de você correndo para me juntar do chão, curar minhas feridas, abraçar-me nas noites de trovões, lembro-me de você vindo á me dar remédios, a socorrer-me quando tinha febre, e agora corre ao me encontro junta os pedaços do meu coração, beija-me, e promete que o novo dia vai surgir, que a tempestade vai passar, é só uma fase, e mesmo em juras, chora junto ao meu choro.
Divide comigo minhas duvidas, meus prantos, me assiste diante de erros, e estende a mão para que eu siga em frente. Devo dizer que jamais nesse mundo conseguiria ver a vida sem estar ao teu lado. Sou como uma escultura em suas mãos, tudo que eu aprendi foi contigo, me fizeste hoje o que eu sou, cuidaste de mim, me amasses mais do que qualquer um amaria. E como ama. Vejo em seus olhos esse amor brilhando, crepitando como fogo que arde em seus abraços.
Não poderia eu viver sem seu amor, seria como não poder mais respirar.
Amor incondicional, amor pra sempre, amor que não perece, amor que se doa, amor que cuida, que alimenta, que protege, amor que fala mal se preciso, amor que perdoa, amor que não abandona, amor que sente, amor que mima, que previne, amor que se sacrifica, que aconchega, amor na tristeza e na felicidade, amor que faz rir, amor que faz chorar, amor que não se limita.
É esse amor que me faz seguir quando eu quero desistir,é esse amor que enxuga minhas lágrimas quando o medo me atormenta, é esse amor que me repreende quando necessário, é esse amor que deseja o melhor pra mim, é esse amor que me ensina, que me da forças, que mostra que nem tudo é perfeito, é esse amor que me prepara, que me acolhe.
E mesmo diante dos meus erros, diante das minhas falhas, esse amor não se acaba pelo contrário ele mostra que mesmo eu não sendo perfeita, nem como humano e nem como filha ele me amará mais ainda, esse amor me mostra que nem tudo está perdido, e me envolve em um só abraço dizendo o quanto me ama.
Hoje eu reconheço que o amor que tenho, dinheiro nenhum no mundo compra, muito menos nada nesse mundo se compara á esse amor.
Amor que eu dês de pequena eu admirava, que cresci pedindo pra entender.
Mas hoje finalmente compreendo esse amor.
Amor de mãe, amor que dês do começo de minha existência planejava a minha vida e que dês de então traço comigo passo a passo a minha história fazendo de mim a pessoa mais feliz do mundo por ter a mulher mais linda, mais corajosa, mais guerreira, mais amorosa, mais companheira, mais simples e perfeita ao meu lado, me ensinando a verdadeira razão do amor, o amor verdadeiro.


Mãe como eu amo você. Um dia lá no alto, nas estrelas mais brilhantes eu jurei que te amaria pra sempre, e enquanto todas do céu brilhar, meu amor por ti brilhara mais que tudo.

Sem Tempo

Meu deus eu já nem agüento mais, é muita prova, trabalho e coisas pra estuda. Isso ta literalmente tomando todo o meu tempo.
Tudo bem, quinta feira de manhã, uma pilha de exercícios de física e matemática no meu colo, uma xícara gigante de café puro na mão e meu único tempo para postar no blog é esse esses míseros 10 minutinhos, e ainda nessas condições. Help?
Mas ok eu vou conseguir não é mesmo? Hoje já é quinta, amanhã é sexta e ainda tenho aula no sábado de manhã, mas eu chego viva até lá e pronto, sábado e domingo todos meus, pra mim dormir, sair e postar á vontade. Ok acho que só da mesmo pra ser positiva assim com um balde de café na mão, mas a cafeína embora não esteja surtindo mais efeito me deixa bem, pois é.
Mas fora esse assunto entediante de aulas e provas, ta tudo bem comigo, quer dizer, tudo bem até lá e cá, mas tudo no seu lugar. Posso dizer que esta tudo tranqüilo.
Bom, mas, é isso amigos, fiquei de postar esses dias, mas realmente to mega sem tempo, tenho que responder á recados no meu Orkut e nem isso eu fiz.
Desculpem :/
Mas é isso, um beijo enorme á todos, e continuem ai. Até!