sexta-feira, 21 de junho de 2013

Saturno

    Hoje Saturno reluz. Porque nada está perdido, nem mesmo os pequeninos sonhos para se remoer antes de dormir.
    Mastiga lento o desejo próximo de querer ser feliz. Mastiga a favola doce daquela lembrancinha amarga. Mastiga, pequena.
    Saturno brilha porque não quer mais chorar. É tanta coisa lá fora, é tantas pessoas que passam e nem sabem que você está ai, do lado de dentro de algum lugar. Não se esconda, pequena criança. Sorria, abra seu coração novamente, se livre das amarras que te prendem. Quem foi que disse que o tempo de ser feliz acabou?
    Ah, esses sonhos com gosto bom, ficam passando na cabeça da gente que nem cafuné de mãe antes de dormir. Cê pensa e pensa, da aquela vontade de viver de novo o que ainda nem aconteceu. Mas é bom não é? É bom ter esses sonhos.
    Por isso que Saturno nunca se apaga. 
    E reluz mais uma vez numa noite de breu, ao lado das estrelas minimas. 
    Enquanto você dorme sem saber onde irá estar Saturno da próxima vez.


Annabel Laurino

Fotos do mural

quarta-feira, 19 de junho de 2013

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“Ela é aquilo que ninguém vê. E tudo aquilo que ele gosta. No mesmo frasco, atrás do rótulo.”

Gabito Nunes

domingo, 16 de junho de 2013

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“Me diz alguma coisa, vai. Me fala tudo aquilo que eu ando louco pra ouvir da sua boca. Sussurra, então. Ou me ensina a receptar telepatia. Porque eu já estourei minha cota de intuição. Diz que me adora, que gosta de mim, que sente saudades minhas e uma vontade insana de me ver em plena quarta-feira. Sei que não muda nada, mas eu preciso ouvir.”



Gabito Nunes

sábado, 15 de junho de 2013

Batida de Sexta

    É verdade que depois que ela foi embora lhe arrancou algumas particularidades excelentes de observar e viver a vida. É sim, verdade, que depois que ela foi embora lhe fez esquecer a maneira gentil de mastigar as suculentas provas da vida, instigando o sabor doce de alguns momentos inesquecíveis, porque ela estava em todos eles, e agora, não estava mais.
    Por isso recitou Legião enquanto olhava o teto iluminado acima da sua cabeça que latejava, latejava, cada vez mais incessante. 
    Os bons morrem jovens. Ele disse, a boca seca abrindo-se como a porta de um porão a muito tempo fechado. Abriu os lábios e deixou a voz sair. Os bons sempre morrem jovens. 
    As estrelas do teto estavam distantes, os postes nas rua já se acendiam com aquela luz amarela e que agora lhe provocava uma forte vontade de se levantar e ir até lá apaga-las. As copas das arvores da praça lhe chegavam na visão e tudo que ele via era a luz amarela e as estrelas, enquanto ouvia a musica ao fundo de seus ouvidos aglutinados por uma batida forte.
    Por que os bons morrem jovens?
    Iria morrer. Então era assim? Morreria vendo os postes de rua, morreria depois de não ter feito nada e ter tentado tudo, morreria simplesmente, como uma poeira cósmica é jogada no espaço interestelar acima de sua cabeça. Morreria e seria um fim. 
    Tentou imaginar o que as pessoas diriam no dia seguinte, se sentiriam sua falta, se lhe mandariam flores no dia de finados. Que triste fim, pensou, eu nem fiz a barba hoje, que pelo menos eles se dêem ao trabalho de me fazerem a barba quando me colocarem no caixão. 
    A vida sempre tão trágica, e obtusa com seus emaranhados de desprendimentos sentimentais...
    - Não se mexa, eu vou chamar a ambulância.
    Quem agora ousava lhe interromper nesse momento de fim? Será que já não haviam detido todas as suas chances de felicidade suficiente? Será que não podiam pelo menos lhe deixar morrer em paz?
    - Fale comigo e não durma, certo? Meu nome é Fernanda, mas pode chamar de Nanda, ah ok, isso não importa agora. Enfim, você vai ficar bem. Ta tudo bem.
    Ficar bem? Ficar bem? Oras, era só o que lhe faltava para uma sexta feira como essa. Era só o que lhe restava mesmo. Cabelos castanhos e uma pele clara lhe assaltavam a visão periférica enquanto seus olhos tentavam se acostumar com a luz.
    Na verdade, percebeu, não fechou os olhos nem por um segundo, acreditava que não estava piscando com tanta frequência quanto o normal e por isso sentiu seus olhos lacrimejarem. Piscou. As luzes novamente entraram em foco junto com as copas das arvores e nada mais era só um borrão de puro brilho. Tentou erguer a cabeça mas seus ombros foram impelidos para baixo e pequenas lágrimas escorreram dos olhos enquanto ardiam.
    - Não se levante. Não se mexa. Ai você está chorando. Não chora, vai ficar tudo bem.
    Sentiu uma mão tateando seus bolsos das calças e depois da jaqueta, se desesperou, arregalou os olhos e de repente a mão saiu. 
    - Estou pegando seus documentos... Hã... Rodrigo. Certo, então Rodrigo, um carro bateu em você. Você não está ferido e a batida não foi muito forte, mas acho que você bateu a cabeça quando caiu...
    Fernanda que pediu para ser chamada de Nanda continuou a falar. Explicou do tal acidente e de como motoristas eram irresponsáveis. Sim, eles eram, ela afirmou. E continuou a tagarelar uma porção de coisas e falar que Rodrigo não deveria dormir, deu explicações as pessoas que se aproximavam para saber do que houvera e xingou algumas vezes o motorista, que nervoso, tentava dizer que não havia visto o tal rapaz, que tudo foi muito rápido.
    Era um Bad-Day para Rodrigo, sexta feiras geralmente não eram mais dias muito bons. Poderiam ser, se fossem alguns meses atrás quando tudo era paz e tinha um aroma de amor, mas agora sextas feiras eram cinzas e com a certeza de mais dois dias solitários enfurnado num apartamento em frente a uma praia de mar gelado e vento frio de inverno. Nada mais era como o verão havia sido.
    É por isso que queria descobrir o que iria acontecer caso ficasse um tempo a mais no meio da rua do que o necessário para atravessá-lo. 
    Ligou para ela na manhã do mesmo dia e avisou que chegariam flores no seu trabalho lá pelas dez. Disse que havia reservado uma mesa naquele restaurante chique que passavam em frente depois do cinema nas voltas para a casa. E disse também que não se importava que ela havia experimentado o amor de outro cara, que ele não era assim tão legal, que ele sim, Ele, o cara que a amava de verdade, é que poderia lhe dar o mundo se ela quisesse. 
    A resposta obtida não foi a esperada.
    Nada de emoção. Jantares românticos. Promessa de amores renovados e um futuro em frente.
    "Não é por nada, mas eu não sei o que sinto por você. Que dizer, eu amo você, eu sei disso, mas não fomos feitos para ficarmos juntos. É isso. Me desculpa. Adorei as flores."
    A voz tremia estática na ligação, a voz linda dela e que Rodrigo sentia profunda saudade. 
    É por isso que saiu caminhando sem rumo depois que fechou o apartamento e pôs o lixo na rua, fumou alguns cigarros, bebeu alguns copos a mais e sozinho continuou a caminhar pela cidade. Até que viu o carro, os faróis acessos, a promessa de que tudo iria se acalmar, principalmente aquela tortura na sua cabeça . O que aconteceria?
    Nada aconteceu. Pelo visto ele ainda estava vivo. E não era bom o suficiente para morrer. Ou isso ou Deus o queria muito naquela vida ainda para provar de uma sexta amarga e de um pouco mais de solidão.
    Aproveitou que a tal Fernanda parecia estar ocupada xingando um motorista morbidamente culpado e levantou-se as pressas, sentindo-se meio tonto, a visão turva de luzes e cores e pessoas. Havia uma significativa quantidade delas espalhadas em volta de si e do carro e do próprio motorista. Todas lhe olhando assustadas e observando com irritação o suposto cara que lhe atropelara. Foi por isso que todos emitiram 'ós' assustados quando se levantou e outras até mesmo disseram que tinham mais o que fazer e o cara estava vivo, nada demais havia acontecido. 
    - O que você está fazendo? Você está louco? Sente-se agora. 
    Era a Fernanda. Só podia ser ela. Cabelos castanhos, marrons da cor de chocolate, olhos grandes e clarinhos como o mel e uma mecha prata na franja em frente aos olhos. Era pequenina, baixinha mesmo, e tinha um ar mandão e ao mesmo gentil, preocupada. 
    Linda ela.
    - Não, eu tô bem, mesmo. Eu me desliguei um pouco e na verdade o carro só me empurrou, não foi uma batida de verdade como daquelas dos filmes e veja só, estou bem. - sorriu com desdém e estendeu a mão para o motorista que atônito lhe olhava aturdido.
    - Você é louco. - disse a Nanda baixinha que tinha delineador azul nos olhos grandes e de cílios enormes.
    - Eu sei moça pequenina, eu, você e todos nós. Mas agora que tal um café para essa sexta feira amarga e deixar essa confusão toda que a vida é de lado por alguns instantes?
     Ela sorriu. Essa foi sua surpresa. E ele sorriu de volta.
     Ah, as tragédias diárias.





Annabel Laurino

   

quinta-feira, 13 de junho de 2013

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“Com o tempo você aprende a cair com classe e a se levantar com orgulho.”

Cazuza

quarta-feira, 12 de junho de 2013

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     E quando você chamar meu nome
     Eu que nem sei aonde estou
     Pra mim que tudo era saudade 
     Agora seja lá o que for 


Ana Carolina 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

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    Mas eu venho calma como quem da passos de Bossa Nova pelas ruas de uma cidade em decadência noturna enquanto é engolida por postes de luz acessos e calçada úmida pelo sereno denso. Eu venho respirando fundo, cantando jazz nos estalidos dos dedos, lendo esses livros todo antigos que falam de quando alguma moda rica começou em Nova York e as mulheres eram belas e homens galantes tinham o poder. Percebendo tanta coisa, é na minha calma diária em que me descubro. É na descoberta que pequeninos desejos virulentos me assomam por inteiro.
    Eu venho querendo mais companhia de espirito do que companhia de carne, a gente percebe por um tempo que tem muita gente perto que ta longe, longinho. E é a alma que alimenta, não é mesmo? É a essência que se aproxima, a carne é só uma roupa, útil e depois inútil, varia, não aconchega, não ilumina como a alma faz. E eu tenho desejado é isso, ter gente bem por perto, que me arranquem risos, sorrisos, gracejos e despertem em mim meu lado mais bonito, aquele que eu escondo quase e se não o tempo todo.
    Você não vai querer saber mas te conto mesmo assim de que o mundo lá fora é gigante e eu quero alguém para compartilhar mundos. Alguém que deite do lado, pegue a minha mão e com a outra segure um livro, converse durante horas a fim e me conte coisas como o céu, a terra e fatos de que não faço ideia que existiam. Você não sabe, mas eu desejo alguém que venha com a paz no peito e me distribua um pouco disso enquanto me deixa mordiscar sua orelha e lhe sussurrar baixinho sobre um sonho que tive numa outra noite qualquer.
    Faz tanto tempo que o coração ta assim sobre terremotos repentinos que seria bom só para variar encontrar alguém por ai que quisesse ser um pouquinho de acalanto para esse farrapo desestabilizado que virou o coração.
    Tem tanta gente caminhando pelas ruas dessa cidade, e qualquer hora podia ser bom de repente alguém que dividisse um café e me contasse uma história boba, dessas que saem involuntariamente, mas são boas de saber. Você sabe, a gente sempre precisa de carinho, daquela coisa que todos gostam, de atenção. A gente sempre precisa de um pouco do que ainda não provou direito.
    Vem em mente, quase de repente, que amor não sei bem o que é. Mas se amor for isso, se amor for paz e compartilhar o que se chama de vida e sonhos e coisas boas e até aquelas mais feiinhas e nem tão lisonjeiras assim, tudo bem, eu topo. Eu to topando deixar o coração aberto só para ver o que é que deixa ele calminho. Para ver o que acontece se o acaso de tropeçar em algo lindo se torna em digamos assim, uma delicia de se apaixonar e ter alguém para contar isso sem medo nos olhos, sem receios contidos.
    É isso que todos queremos, não é mesmo? Só alguém que faça mais do que estar, e seja.



Annabel Laurino

Love reading | via Tumblr

sábado, 8 de junho de 2013

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"(...) Ela não desistiria da sua própria mente mais elegante e culta por todas as diversões das outras." 


Persuasão - Jane Austen 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Anna e o seu beijo Francês

    Hoje eu falo aos leitores, aos sonhadores, aqueles que nunca se cansam de reler.
    Aliás você já releu seu livro favorito ultimamente? Ou pelo menos se lembra daquela sensação incrível após terminar um livro de que você simplesmente não conseguiu largar desde a primeira página até a ultima? 
    Ter uma relação linda com um livro acredito que é uma das sensações mais incríveis que possam existir, dentre todas elas, quero dizer. Invariavelmente eu gosto de reler alguns livros de que amei muito. Parece que sempre foi deixada alguma coisa importante para trás, e toda vez que o abro é como se eu regressasse para o primeiro momento em que o li, e então é fácil estar novamente num dia de chuva com o livro aberto no colo e um café quente ao lado, ou na escola e um montão de gente gritando ao fundo enquanto eu os ignoro e continuo a ler, na praia ou na fila do supermercado. Reler um livro é sempre um encontro com novas redescobertas que deixaram-se passar desapercebidas e regressar ao primeiro instante em que foi lido. 
    Ler Anna e Beijo Francês é assim para mim. As páginas que eu considero perfeitas, as letras, a capa, tudo nele é encantável e simplesmente sempre retorno a lê-lo dentro de um espaço de tempo, o fato é que nunca consigo deixar de sentir o mesmo gosto que sinto quando repito a leitura, como se estivesse sempre apaixonada.  
    E é isso mesmo, é como se eu quisesse viver dentro dele para todo o sempre. Cada detalhe, cada lugar da história, cada personagem ao qual fui apresentada ficam na minha mente depois que o livro inteiro termina e o gosto é sempre o mesmo, o de quero mais. 
    A minha familiaridade com o livro não está somente com a história em si, eu simplesmente adoro a Anna e me identifico muito com ela e sou louca por uma amiga como a Mer que é apaixonada por Beatles e que não saberia o que fazer diante de um cara legal como o St. Clair, toda a apatia de Anna pelos romances escritos pelo seu pai onde pelo que é descrito no livro me lembram bastante os de Nicholas Sparks, os quais sempre alguém morre, me fazem um tanto feliz, pois é a mesma minha apatia. Só que toda essa identificação está um pouco mais além. Eu simplesmente adoro a escritora. Eu consigo enxergar cada ponto da história detalhadamente trabalhado e quando leio seus agradecimentos no final e entendo como a história teve sua inspiração para nascer eu me emociono, então sempre é o grand finale onde termino o livro com os olhos cheios d´água. 
    Stephanie Perkis criou o livro porque um dia também foi apaixonada pelo seu melhor amigo. Então segundo mais vários fatores que acrescentaram na inspiração da história ela decidiu escrever sobre isso também. E voilá. Anna e St. Clair nasceram e Paris, e Josh, Rashimi e Mer e a Resident Lambert. E eu, apaixonada por cada página desse livro. 
    Escrevi uma resenha há muito tempo atrás a respeito dele no meu blog  Livros, Chás e Bolinhos, e isso definitivamente não é uma resenha. É mais uma forma de expressar o "ei olhe esse livro que maneiro, o mundo precisa saber disso!". Não são todas as pessoas que gostariam de Anna e o Beijo Francês, mas eu gosto muito de um paradigma que encontrei uma vez em que dizia que os livros ficam aos sonhadores. E se você, seja quem for, é um sonhador, você amaria Anna e o Beijo Francês. Por isso é tão simples para as pessoas que me conhecem de perto logo de cara me compararem ao livro, não porque sempre que encontro uma oportunidade falo sobre ele, mas porque é um livro que defino como "a minha cara". Eu me sinto em paz toda vez que o leio, é como um regresso a um mundo que eu criei enquanto o lia desde a primeira vez, e espero que isso dure por muito e longos anos afins. 
    Claro, não é o único livro que amo reler, há vários além dele. Mas esse em especial é o que está guardado em algum espacinho muito afundo de mim. Tenho certeza que quem preza seus livros e sabe o que é ter aquela vontade de reler aquele seu livro que há muito ficou abandonado na estante e sente bater aquela saudade daquela história, daqueles personagens, entende do que eu estou falando. 
    E sim, ficam os sonhos depois que termino de ler Anna e o Beijo Francês. Sonhos como Paris, a Pâtisseriie com seus montes de doces perfeitos e delicadamente saborosos como só Paris pode ter, os cafés e cafeterias, os macarons de várias cores, o Louvre, a Notre-Dame, O Jardim de Luxemburgo, Mona Lisa e os milhares de cinemas. Eu estou incansavelmente apaixonada por esse livro, é como uma história que mesmo que eu termine de ler ela nunca terá um final propriamente dito, nunca morrerá ou terminará. Porque é perfeita.

    "Finalmente, obrigada a Jarrod Parkins, que será sempre meu primeiro leitor, me tira da cama, me despeja café e chá goela abaixo e me empurra para o escritório. Que faz o jantar, leva até minha escrivaninha e leva de volta os pratos sujos. Que nunca teve dúvidas de que eu teria sucesso, que enxuga minhas lágrimas, ri das partes engraçadas e leva seriamente em consideração minha pergunta frequente "O garoto é gostoso o suficiente?". Eu estou profundamente apaixonada por você. Obrigada por ser você, porque você é o meu favorito" (Ultima parte dos Agradecimentos de Stephanie Perkins no livro, se referindo ao seu melhor amigo e atual marido) 

    E é nessa parte que as lágrimas rolam mais uma centena de vezes sem que eu me canse jamais de lê-lo novamente. 



Annabel Laurino

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“Era uma dessas meninas que acredita em todos e tudo, até em botão de semáforo para pedestres.”


Gabito Nunes