segunda-feira, 27 de maio de 2013

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“A gente escuta um Beatles enquanto você desenha corações deitado na cama e eu escrevo “oh, you don’t realize how much I need you.” E nesses dias em que eu me sinto só, é só pensar que em algum lugar você deve estar pensando em mim. E nesses dias em que a gente briga, fica tudo meio cinza. E nos dias em que a gente faz as pazes, eu deito do seu lado e canto no seu ouvido “oh, I could never really live without you.”


Caio Fernando Abreu


domingo, 26 de maio de 2013

Autumm and Spring

    Tudo no mundo pode ser alterado muito bem sem a minha ajuda. Tudo pode entrar e sair de um ciclo sem que haja influência minha. Tudo é contornável e as ações são reações de fatos já existentes na atmosfera terrestre. Tudo existe por alguma razão e tudo deixa de ser por algum motivo. Sem a minha ajuda.
    As coisas fluem. A vida é fluido das veias do tempo. Tudo acontece em questão de segundos. E é só preciso um segundo para que tudo deixe de existir.
    Eu vi o tempo brincar na gangorra com o amor. Eu vi muitas coisas. As pessoas indo e vindo e eu ficando sentada no mesmo banco da estação enquanto o trem nunca vinha. Eu vi o sol renascer inúmeras vezes e contei gotas de chuva escorrendo frias pela janela de um quarto.
    Conheci o que é saber deixar ir e deixar ser e let it be, let it be.
    Foi difícil, difícil como ensinar para uma criança que ela não pode sonhar com super heróis, papai noel, princesas e castelos com dragões imensos. Veio da minha essência acreditar em tudo, não querer me despedir daquilo que eu amo, não querer deixar passar.
    Mas uma hora dessas a gente vai aprendendo com os socos que a gente ganha e uma dessas a gente aprende a ficarmos quietos e distantes. Respira irmão, respira. Deixa estar.
    Não me entristeci mais por ver muita gente indo embora e deixando de gostar de mim pelo o que eu realmente sou. Não me entristeci porque aprendi que quem te ama de verdade segura tua mão até o fim e nunca vai deixar de te amar por qualquer coisa como uma avalanche deslanchando ou um temporalzinho de verão. Então eu só fiquei quieta e deixei que eles fossem, deixei que não gostassem mais de mim, deixei. 
    Alguns erros foram desnecessários, outros sobretudo em vão. Mas eu aprendi com eles, aprendi até mesmo a nunca mais comete-los. Foi o que restou para pensar nas noites sem o sono vir. 
    Sonhos eu tenho alguns, desejos eu tenho sempre. Mas não te contarei todos. Te direi apenas que me faz falta alguém por aqui, alguém firme e estável, espalhando flocos de luz e me deixando provar uma réstia de gosto bom do que é compartilhar a vida e dividir momentos, segredos, coisas assim. Ouvir e contar histórias. Ser e dar o bem. 
    Não, eu não chorei mais. De vez em quando somente, quando vejo algo bonito, eu choro. Algo que me emocione a alma. Um casal feliz, uma família bonita, um filme romântico, uma musica, um cheiro, uma lembrança e alguns momentos introspectivos. 
    É mentira quando eu disse que continuava a mesma. Não continuo. Na vida tudo flui, como disse Heráclito, tudo é ciclo. Eu sou um ciclo pensante e que me altero conforme as conotações da vida. Tive que mudar, foi preciso. Mas não vi e nem sei quando me ocorreu essa mudança, quando foi que me dei por mim mudada. Aconteceu como acontece de uma árvore perder suas folhas secas e depois em outra estação estar cheia delas, lindas e verdes. Não sei qual das árvores eu sou agora, a seca ou a exuberante árvore primaveral. 
    As vezes penso que sou a seca, com meus ramos desnudos sobre um sol de inverno, esperando o cantar dos pássaros, o calor da estação próxima, e então eu poderei me encher de ramos e folhas e me cobrir de luz, novamente. 
    Tudo flui, e fluirá uma hora de eu ser outra coisa além dessa e de novamente não estar mais como era antes. 
    Perdendo folhas secas ao vento, ganhando novas quando a próxima estação chegar.




Annabel Laurino

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Sou apaixonado por abraços. Não resisto a segurança de abraços fortes, sinceros que me envolvem.


Caio Fernando Abreu 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

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“Agora já passou. Não sinto raiva, não sinto nada. Sinto saudade, de vez em quando. Quando penso que podia ter sido diferente.”


Caio Fernando Abreu em Onde Andará Dulce Veiga?

quarta-feira, 22 de maio de 2013

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“Então, minha querida Amélie, você não tem ossos de vidro. Pode suportar os baques da vida. Se deixar passar essa chance, então, com o tempo, seu coração ficará tão seco e quebradiço quanto meu esqueleto. Então, vá em frente, pelo amor de Deus.”

O fabuloso destino de Amélie Poulain

domingo, 19 de maio de 2013

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    “A praia estava cheia de um vento bom, de uma liberdade. E eu estava só. E naqueles momentos não precisava de ninguém. Preciso aprender a não precisar de ninguém. É difícil, porque preciso repartir com alguém o que sinto. O mar estava calmo. Eu também. Mas à espreita, em suspeita. Como se essa calma não pudesse durar. Algo está sempre por acontecer. O imprevisto me fascina.” 



Clarice Lispector

sexta-feira, 17 de maio de 2013

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[...]
– Eu acho que você estava sem medo de me perder. E se você não tem medo de perder é porque não tem importância.
– Só sei que estou sentindo o medo agora.
– É tarde para isso. Acorda, cara. O sonho acabou
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Gabito Nunes 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

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(A Cor Púrpura)

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"Eu sei que ela me perdoa, assim como eu a perdoo. As últimas palavras de Thomas Edson foram: “O outro lado é muito bonito.” Eu não sei onde fica o outro lado, mas acredito que seja em algum lugar e espero que seja bonito."



(Quem é você, Alaska? - John Green)