- Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
- E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.
(Silêncio)
(Caio Fernando Abreu - O dia que Júpiter encontrou Saturno. In: Morangos Mofados)
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
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O problema não é deixar as coisas vagas, cozinhando em cima da forma no fogo baixo só esperando cozer bem e chegar ao ponto certo. O problema é você deixar tempo de mais, deixar o ponto certo se perder e enroscar as coisas, misturar ingredientes e deixar tudo muito... No vácuo. Não faça isso, as vezes é necessário que se toque nas feridas, por mais que doa, por mais que lágrimas escorram e sentimentos abruptos adornem no peito. É melhor. Pra você, pra mim, para nós todos. Da aquela sensação de tentar resolver, de não guardar a sujeira embaixo do tapete e de se unir, entende? Arremessar as mangas e dar as mãos, começar a juntar tudo, limpar a bagunça, abrir as janelas, deixar o sol entrar.
Annabel Laurino.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Orifício brando, branco, não sei.
Silêncio de palavras, odeio me sentir assim. Fico puxando os retalhos das virgulas dentro dessa linga, dessa cabeça, desse corpo e não encontro nada. Parece que houve um forte vento por aqui e levou as minhas doces palavras, ou talvez a doce forma de junta-las em um aglomerado de sentimentos que extraem-se de dentro de mim e tingem o branco do papel, o orifício onde tudo começa a fazer um pouco mais de sentido.
É isso, não esta fazendo sentindo. Por que perdi as palavras, ou a forma de juntá-las, não sei.
É isso, não esta fazendo sentindo. Por que perdi as palavras, ou a forma de juntá-las, não sei.
Annabel Laurino
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
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Amor? Amor cara, é quando depois de todos os tropeços, brigas, desentendimentos, crises, choros, cara amarrada, coração partido, xingamentos insanos, acusações incabiveis e dr's de ciúmes no meio da madrugada... O amor fica lá, duro, forte, sem se abalar, e continua firme, e depois que as coisas ruins passam, ele se revigora, mais brilhante do que antes e é capaz sempre de perdoar, amar, perdoar, seguir em frente, perdoar, amar... Entende?
Annabel Laurino.
Dentro de mim, do tempo...
Hoje eu estou assim. Acordei com você dentro de mim. De uma
forma tão linda. Foi como acordar, abrir os olhos e vasculhar lá
dentro. E remexendo, mexendo, acendi as luzes e sobre a mesa estava as
lembranças da gente. E muito mais que lembranças estava todo você. Estava também
um sentimento tão lindo de te desejar, de te admirar tanto e tanto. Como: “meu
bem, com eu te amo.”. Longe, perto, não tem diferença, os sentimentos reluzentes
e limpos, incrivelmente limpos, estavam lá. E recheavam uma calorosa esperança,
como uma espécie de força interna, fé, força, e mais um pouco de certeza.
Descobri nesses dias
que sem você a vida fica sem graça. Que eu preciso desse toque de mel que se acrescenta
pintados no canto dos teus lábios repuxados em um sorriso tão guardado na minha
memória, que é necessário o som da sua voz para que eu durma melhor, e que
saber que tu me amas, faz tudo mais leve, da mais sentido, mais vontade de
abrir as janelas pela manhã e respirar melhor, como se encarando mais
bravamente essa guerra cotidiana.
Não sei, mas
acordei assim. Acho que são sentimentos que sempre estiveram dentro de mim, com
você presente. Sinto-o comigo mesmo estando longe e vezes quando vou dormir,
sussurro baixinho que te amo, para você dormir com os anjos, que te vejo no
outro dia. E fico brincando com historinhas, imaginando a gente, quem sabe,
daqui a algum tempo. Por que sei, a gente se encontra um dia. Quando não sei,
quem sabe em outro momento, não importa, mas a gente se encontra. E vai ser lindo,
tão lindo.
Annabel Laurino.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
...
Outra noite que você
Passa e finge que nem vê
Não esconde o teu rancor
Quer tentar me enlouquecer
Quanta coisa a gente faz
Depois quer voltar atrás
Passa e finge que nem vê
Não esconde o teu rancor
Quer tentar me enlouquecer
Quanta coisa a gente faz
Depois quer voltar atrás
Então, me diz alguma coisa
Bate aqui de madrugada
Pra lembrar daquele tempo
Pra sempre ou só por um momento
Me dá um beijo na boca
E depois me leva pra tua casa
Bate aqui de madrugada
Pra lembrar daquele tempo
Pra sempre ou só por um momento
Me dá um beijo na boca
E depois me leva pra tua casa
(Armandinho)
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