domingo, 9 de outubro de 2011

It's a question...


    Dizem que as conotações do dia influenciam no seu humor. Dizem que a chuva o deixa mais dormente, meio largado, jogado sobre o sofá sem saber o que fazer. É estranho, você se diz jovem e irado, diz que não teme a nada, que coisa alguma o impede de ser feliz. Mas o tédio esta sempre impedindo você. Se diz corajoso, dono de uma boa mente, mas deixa o medo não permitir você de lutar.
    O que está havendo?
    Quando o sol surge, você diz que ama o sol, mas se esconde nas sombras reclamando do calor que o faz suar. O café é sua bebida favorita, refrigerante nem pensar, carnes não entram na sua geladeira, mas você adora falar com os amigos sobre novas formas de assar e tostar uma carne naquele churrasco de final de semana que toda a galera vai.
    É estranho. O que esta havendo?
    A música rola a solta, todo mundo bebe, menos você. Mas que consternação, você começa a beber. Vai contra seus princípios, que droga. Mas você não esta nem ai.
    O que é afinal?
    Rebeldia exagerada, chamam assim. Sua mãe diz “nessa idade...”, você já nem ouve mais.
    Não é isso, você tem certeza. É algo mais.
    Você mastiga a ponta da língua afirmando a procura aguçada de respostas. Você chora por que teme ser um estranho desconexo do qual só você mesmo inventou.
    Cai na real, fingimento afinal, não é legal. Você teme, você pensa.
    As coisas são estranhas, você é você. Ou não é mais? Afinal quem é você?

Annabel Laurino.

Wonderful World, vai se chamar assim...


Não fala nada. Não tem mais o que dizer. Estou aqui, e você também. Qualquer segundo a mais é muita sede e qualquer sede é um engasgo nesse tempo que nunca passa. To te querendo muito. Não ta fácil. Te quero agora, sem depois. Sem os antes que já ultrapassados e amassados joguei pelos cantos do quarto. Quero agarrar-me ao teu corpo e permanecer, sair por ai com você, sorrindo. Quero pra agora, pra muito, pra mais, eu quero a gente, eu quero você. Quero te comprimir junto do meu corpo, resvalar emoções, provar sabores e descobrir um mundo completamente novo, repartir lembranças, acender memórias e recriar um quadro, quero inventar cores e tingir o mundo. Nosso mundo. Vou chamá-lo da forma mais clichê que consigo encontrar, mas vais ser doce, incrivelmente doce e vai ter cheiro de café... Wonderful World. Eu e você.

Annabel Laurino

sábado, 8 de outubro de 2011

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Poxa, e eu que pensei que essas coisas só aconteciam em filmes.

The O.C.

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Um café quente estendido pela mesa, uma carta recém escrita, uma caneta entupida de tinta preta, uma memória acesa e ela já não se sentia mais tão presa em si.

Annabellaurino.

Vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão. 



Caio Fernando Abreu.

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Não me lembro mais qual foi nosso começo. Sei que não começamos pelo começo. Já era amor antes de ser.

Clarice Lispector


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Nada. Nunca. Ira explicar por completo tudo que eu sinto por ti.



annabellaurino.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

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Nada que vale a pena é fácil. Lembre-se disso!

 Nicholas Sparks


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distraída e observadora 

sou as duas coisas...
não sei dizer quando, acontece.

(marcella silvério motta)





Eterno.


    As salas vazias e solitárias, recheadas de pó de giz, as classes empoeiradas, as luzes apagadas, a iluminação do fim do dia e por vezes do meio da manhã. Trancávamos lá dentro, regurgitando no silêncio auspicioso que encontrávamos para driblar um ao outro. Beijávamos em silêncio, agarrávamos um ao corpo do outro, como se assim, entre trocas de cheiros, olhares e sabores, pudéssemos encontrar a metade perdida do corpo do outro. Completávamos. Eu e você. Em momentos doces como estes.
    Deitados na cama do meu quarto, você abraçado ao meu corpo, você beijando-me o rosto, fazendo carinho, eu dizendo que te amo, nós dois rindo, nós dois juntos.
   As trocas de olhares, as mãos quentes e por vezes gélidas, os beijos, os sorrisos, as cartas, os abraços apertados, as noites de insônia, as brigas, as trocas de segredos, as trocas de pesadelos, a busca de encontrar num a resposta precisa que tanto sonhávamos. 
   Momentos doces. Momentos eternos.  
   Quando em pensar que  eternos mesmo era a gente. Era aquela coisa fascinante que ensoberbece, que embebe, que cola, que gira, que pula, que pinta, que brilha, que rodopia, que grita, que fazia da gente a gente. Dois em um só. 
    E acaba, como faísca solta no ar. Não importa o que aconteça, sempre chega ao fim, fácil, fácil. Porém não desgruda, permanece ali. E quando paro e penso, e quando lembro, as lágrimas rolam a solta, as fotos garimpadas na memória, o teu beijo, o teu cheiro, em todo lugar.
    Por que já virou eterno. Já se gravou em mim.

Annabel Laurino.