domingo, 6 de fevereiro de 2011

Volte.

Meu pedido é desta forma, suplicante. Um cântico de todo o meu coração. Enraizado dos mais profundos acordes de sentimentos.
Meu pedido é assim, volte.
Volte.
Por favor. Volte.
Não precisa ser agora. Você pode escolher a hora. Mas, prometa que volte.
Amor, por favor, volte.
Estou morrendo. Estou morrendo á cada segundo e não sei se posso durar mais tempo com isso.
Amor, por favor. Só volte. Volte.
Não me deixe aqui, com essa musica, com essa sua foto, a sua única foto que eu tenho, pensando em como seria contornar os meus braços na volta de seu corpo e encaixar meu rosto no seu ombro, sentindo seu cheiro, afagando sua pele, mexendo em seu cabelo, escutaria sua voz no meu ouvido, sentiria minha pele despertar, meus pelos se arrepiar. Sua voz macia, tocando em mim, bem no meu peito.
Ah amor... Volte.
Estou pedindo.
Enquanto á musica ainda toca.
Volte, volte, volte...


Annabel Laurino.

G.K.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A Idiota do Pijama de Bolinhas.

     E a noite finalmente caiu. Passei o dia inteiro de pijama. O dia inteiro. Lendo um livro jogada sobre o sofá, bebendo água gelada e roubando balas de chocolate do baleiro de cristal da sala. Passei o dia inteiro fora de nexo, aprofundada em uma história distante da minha realidade. Buscando nada em nada.
    O dia passou lentamente. E só agora que chega perto do fim eu paro e vejo o céu escuro e pastoso, tão negro, tão misterioso, tão nu, que me assombro o quanto na verdade mais um dia se foi. Mais um dia. Um dia a menos. Para que, nem mesmo eu própria sei dizer.
    A verdade, a verdade incorrigível que não sai da minha mente é que não consigo tirar você dela, da minha mente. Não consigo nem ao menos dormir em paz por que me pego sonhando com você, em sonhos loucos, em vontades ardentes de passar meus braços em seu corpo e sentir seu calor perto de mim. São as horas mais contentes e mais vividas do meu dia, quando eu estou dormindo, estou vendo seu rosto, e tudo parece incrivelmente real.
    Não é engraçado? Há um tempo atrás era muito real, tão real, você estava aqui de verdade e eu nem precisava se quer pedir para você estar, você estava, você esteve, até eu ver tudo sucumbir pelas minhas mãos como água sendo derramada pelos meus dedos, tudo, tudo por besteiras, por bobagens, por palavras não ditas, por olhos que não queriam se abrir, os meus olhos.
    E que visão turva e realmente idiota eu tenho agora. Desperdiçando meus dias, com um pijama ridículo de bolinhas, deitada em um sofá em uma tarde insuportavelmente quente, e tudo por que eu ainda tenho esperanças de que a próxima vez que alguém apertar a campainha, será você. Será você na soleira da porta sorrindo gentil para mim, será você me tomando em seus braços e me reconfortando perto do seu corpo quente. Será unicamente você. E é por isso que eu espero.
    E isso se torna uma tortura. Uma tortura que eu mesma me culpo por passar, por que sou ridiculamente idiota o suficiente para me deixar passar por isso. E o problema é que eu não consigo sair, é como me ver engolfada em uma imensidão de um oceano, ser cercada por ondas gigantescas mais fortes do que mil homens que com facilidade me jogam para o fundo do mar, e rapidamente sou emergida por esse amor, por essa vontade doida de crer todos os dias que você vai voltar.
    Abri os olhos nesta manhã, era ainda muito cedo, a luz no céu era cinzenta, seis e pouca da manhã, descobri que apertava o travesseiro loucamente perto do corpo, e que este suava. Descobri que era um sonho o que recém havia se passado na minha mente, descobri que você não estava no meu quarto e invés disso, todo ele era vasto, vazio. Descobri que sua risada recém escutada fora criada por mim, pela minha memória, era sua risada de fato, mas não recente, como eu gostaria de acreditar. Descobri que você não estava do meu lado e que a matéria pomposa que eu agarrava junto ao meu corpo, em um gesto desesperado, tão pouco e de longe era seu corpo. E então me senti afogar, me senti engatinhar no ar na busca incessante de tentar voltar ao sonho, ao mesmo sonho, onde eu poderia só mais um segundo que fosse, só mais um instante, só para mim passar só mais um instante pequenino do seu lado, mesmo em um sonho.
    E agora sentada em meu quarto, revendo os acontecimentos do dia, pensando no livro que acabei de ler, pensando no ocorrido do sonho, no sonho, em você, pensando que frustração grande senti ao descobrir que você não veio hoje, que você não esteve aqui.
    Estou pensando quando isso vai mudar, e quem pode mudar para mim.
    Resposta fácil.
    Somente eu mesma.
    E eu quero isso?
    Começando, talvez á trocar o pijama quem sabe. Um de bolinhas não seja assim tão... Charmoso. Mas trocar minhas esperanças, isso é diferente. Eu trocaria pelo que? Por quem?
    Me parece vago e sem sentido desistir agora. Me parece inútil dizer que não te amo mais, quando na verdade está escrito na minha cara, esta nas ultimas silabas de cada palavra que pronuncio. Até um cego pode ver.
    Que desperdício, que desperdício lamentável de um coração. Em pensar que já estive prestes a entregá-lo para qualquer um, qualquer um que quisesse, e hoje descobri que burrice.
    Que burrice a minha pensar nisso. Em doar meu coração para qualquer um.
    Qualquer um quem?
    Qualquer um não serve e um também. Preciso é de amor, e que não seja qualquer, e que também não de apenas um dia.
    Por isso, me agarro incontestável á esse amor, mesmo que me destrua e me desfaleça todos os dias. É divertido olhar para mim vestida nesse pijama, pensar nas possibilidades de que eu não precisava estar aqui, assim, vestida dessa forma. Que eu tenho amigos, que eu tenho para onde ir. Mas me faz sorrir, por que mesmo assim, mesmo com diversas possibilidades eu me agarro a só uma. Eu prefiro esperar por você. E isso, isso me faz rir, por que pelo menos eu sei, e gostaria que você soubesse também. Há um alguém no mundo, um alguém pequenino, como uma agulha minúscula em um palheiro do tamanho de um baú, com um bravo e forte coração, mesmo que idiota com seu pijama de bolinhas azuis, mesmo que ridículo com seu cabelo despenteado e seus óculos já um pouco grandes no rosto, mas á alguém que prefere acreditar em você. É esse alguém que também prefere acreditar em si, e sorri, pois sabe que mesmo que as possibilidades sejam enormes á ponto de desviar todas as suas esperanças, ela é forte o suficiente para admitir que é fraca para desistir e forte para continuar, pois o ama incondicionalmente.


Annabel Laurino.








Texto escrito no dia 04/02/11


Que tentador...

 Que tentador você passar língua sobre os lábios assim.
Que coisa mais reprovadora de se fazer diante de uma moça, chegando perto de mim assim, roçando seu corpo perto do meu desta forma.
Que coisa mais quente de usar as mãos sobre meu corpo, me agitando por dentro como se fosse cauda caustica fervilhando dentro de mim.
Que coisa!
Que coisa mais tentadora e incrivelmente sexy de me fazer pensar, quando acidentalmente a única coisa que você fez foi colocar a mecha de meu cabelo para trás da orelha e me beijar. Apenas isso.



Annabel Laurino.

Pretensão... Que nada!

As pessoas por ai são incrivelmente pretensiosas, não acham? Por que você liga tão dizendo que você morre de saudades, tão balbuciando pelos cantos, tão tentando sorrir com indiferença quando você se aproxima. Tão achando que você se atira no chão para elas passarem.
Ah que pretensão.
E que burrice também, não posso deixar de acrescentar.
Mal sabem elas que no fundo tudo que eu faço é rir por dentro. Se pelo menos elas imaginassem que tudo que eu tenho, é carinho por elas serem incrivelmente toscas ao pensar uma coisa dessas de mim.
Carinho, como que se tem por uma blusa muito bonita que você acabou de comprar.
Carinho. Não é a mesma coisa que amor.
Burrice, sim, é a mesma coisa que pretensão.
E pretensão de mais estraga o mundo, consome todo mundo.





Annabel Laurino.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

1 Ano!!

Ae! Um ano de Pontos & Vírgulas! 
   Viva ai á todo esse tempo, a todas as postagens! É muito bom olhar para trás e ver a quantidade de textos, de sentimentos que eu depositei nesse simples blog que hoje é muito mais do que simples ao meu ver! É onde eu coloco tudo de mim, e o engraçado é que eu coloco para um monte gente ler!
  Um obrigado imenço á todos, aos meus amigos que sempre me apoiaram, sempre leram os meus textos e que hoje leem as partes do meu livro, meus textos e estão sempre do meu lado me apoiando!
Valeu á todos! A todos que lêem, que gostam e que acompanham!


Beijos!

Com um carinho imenso,
                                     Annabel Laurino.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

.

Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da concha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto - preciso de alguém para dividir comigo esta sede. Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: que longa e áspera sede, meu amor. Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio - tão cansado, tão causado - qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um caminho.



Caio Fernando Abreu

sábado, 29 de janeiro de 2011

Vazio.


Não quero deitar para dormir amor. Não me deixe. Por favor.
Não quero repousar meu corpo sobre aquela cama quente e vazia. Não quero sentir o pavor ao descobrir que seu corpo não esta ao lado do meu, como deveria estar.
Não quero tentar dormir, e pensar, pensar e pensar. 
Que você não está mais aqui.
Não me deixe ir. Grite e exija, mas não me deixe ir.
Diga, “Não vá” e prometo não ir.
Não quero sentir tua ausência se alojar em mim, não quero sentir o vazio ao meu lado em qualquer lugar que eu vá, o vazio de que você não está mais aqui.
Você está compassando passos do outro lado da rua de onde me encontro, está desfrutando de outros sons e sabores dos meus, está tão bem, tão feliz. 
Egoísmo meu pensar em te pedir para voltar para o meu lado de cá.
Egoísmo meu cogitar a idéia de se quer pedir para você atender a minha ligação.
Mas amor, por favor, não me peça para deixar de te chamar de amor. Não me peça algo que nunca vou conseguir fazer. Não peça para deixar de esquecer a sua voz, o seu corpo, o seu cheiro, seu gosto.
Não me peça para não pedir para você me exigir ficar.
Não quero sentir, mais uma vez, depois tantas outras, o escuro encobrindo meus olhos, o vazio onde você deveria estar e que nenhum outro poderia ocupar.
Não quero pensar não ter você aqui. Mais uma vez.
Não quero deitar para dormir, naquela cama macia e quente, que você não está. Que você insiste em não estar.


Annabel Laurino.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Floreios & Borrões!

Siiiiiiiim! Um blog novinho em folha, criado por mim, é claro. Falando sobre livros, música e filme. Recém saido do forno, esta em estado de adaptação, mas estamos ai, em cena, e já tem dicas novinhas por lá!
 Entra logo e confere gente!

                             * http://prateleira-de-livros.blogspot.com/



Beijos,
                     Annabel Laurino.

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“Eu podia ser a ternura sem desejo, beijo, nem sexo. Ser somente a história mais pura, mas eu tô falando de amor”
 Leoni - Falando de amor.

Love You 'Till The End

    Ouça amor, as notas nos preenchendo de seus cálidos reconfortos sonoros que recheiam o quarto. Olhe amor, quanto brilho paira sobre o lugar, que acompanha os instrumentos sendo levemente tocados como se plumas passassem pelas paredes, acariciando o chão, para logo subir no ar, tocar nossos rostos e brincarem docemente em nossas mãos.
    Oh! Veja amor, veja como nossos corpos se mechem com a música, não é mágico? Veja, veja como seu corpo brilha lindo no sol, e veja também como dançamos bem, nem parece verdade!
    Sinta amor, como nossos olhos vão levemente se fechando como se algo puxasse as nossas janelas de visão. Veja, não é estranho? Depois de um dia longo, onde as horas custam tanto a passar, estamos sempre separados, e na minha mente, sempre juntos. Como agora.
    Olhe, estou quase dormindo, caindo no sono, e ele me chama como sussurros deliciosos que se elevam com sua canção tentadora. Bem como calda de chocolate se espalhando pelo lugar, até seu cheiro me agrada, tão irreal, que me surte um efeito de pura nostalgia e adoração.
    Depois do longo dia, caminhando pelo parque e sonhando em cada esquina esbarrar em você, depois de longas e infinitas horas pensando no seu rosto, em como seus olhos margeavam sobre meu corpo.
    Agora as horas ainda passam, mas pelo menos tenho um motivo para que acabem, ou melhor, para que pausem para mim.
    Irei dormir amor. E vejo, você não esta aqui, mas vamos fingir que você está, vamos sonhar.
    Eu vou, somente e delicadamente, pousar meus lábios gentilmente sobre seu rosto, terno e quente, meu corpo vai gritar para te abraçar, então me desculpe, terei de lhe abraçar. Logo vou permanecer em seus braços, que envoltos do meu corpo vão estar. Irei cantar uma música amor, uma das músicas doidas que você me escutava cantar. Mas aquela que você gostava em especial que você ria e dizia para mim continuar a cantar enquanto ela soava pelo aparelho de som.
“Eu só quero ver você
Quando você estiver sozinho
Eu só quero te pegar, se eu puder
Eu só quero estar lá
Quando a luz da manhã explode
No seu rosto e se irradia
Eu não posso escapar
Eu te amo até o fim
Eu só quero te dizer nada que
Você não quer ouvir
Tudo que eu quero perguntar é
Por que você não me leva
Aonde eu nunca estive antes?
Eu sei que você quer me ouvir
Recuperar o meu fôlego
Eu te amo até o fim
Eu só quero estar lá
Quando estivermos presos na chuva
Eu só quero ver você rir, não chorar
Eu só quero sentir você”
    (música em inglês - tradução. – The Pogles - Love You 'Till The End)
    E depois de cantar, baixinho quase sem som, eu vou simplesmente repousar em seus braços, sentir seu cheiro, seu afago. Vou mergulhar na imensidão de sonhos sem fim, vou ouvir o cântico do seu riso, vou me perguntar se é real, e vou lembrar de cantar novamente: Eu amo você até o fim.
    Assim será a maior verdade do meu dia, a frase mais sincera, até mais do que os sorrisos que andei dando ultimamente, será mais sincero do que água, mais translúcida do que um brilho de sol sobre a manhã. Será a maior verdade de minha vida, e saberei disso mesmo que eu cante sonhando. Será mais real do que procurar você por ai, mais real do que a minha própria vida. 
   Pena que eu tenha que guardar esse segredo somente comigo. Pena que apenas eu mesma suporte essa verdade, pena que somente eu mesma consiga vê-la.


 Annabel Laurino.