terça-feira, 19 de novembro de 2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
The Lady is a Tramp
"She likes the free, fresh wind in her hair
Life without care
She's broke, and it's 'ok'"
Frank Sinatra
Rocket Queen
Eu vejo você parada
Parada sozinha
É um lugar solitário para você
Para você estar
Se você precisar de um ombro
Ou se você precisar de um amigo
Eu estarei aqui esperando
Até a amargura passar
Ninguém precisa da tristeza
Ninguém precisa da dor
Eu odeio ver você
Andando aí fora
Aí fora na chuva
Então não me castigue
Ou pense que eu, eu te ofendi
Como aqueles que te levam
E te fazem sofrer
Muito longe
Parada sozinha
É um lugar solitário para você
Para você estar
Se você precisar de um ombro
Ou se você precisar de um amigo
Eu estarei aqui esperando
Até a amargura passar
Ninguém precisa da tristeza
Ninguém precisa da dor
Eu odeio ver você
Andando aí fora
Aí fora na chuva
Então não me castigue
Ou pense que eu, eu te ofendi
Como aqueles que te levam
E te fazem sofrer
Muito longe
Guns N Roses
sábado, 16 de novembro de 2013
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
;
So I kiss goodbye to every little ounce of pain
Light a cigarette and wish the world away
I got out, I got out, I'm alive and I'm here to stay
So I hold two fingers up to yesterday
Light a cigarette and smoke it all away
I got out, I got out, I'm alive and I'm here to stay
Jake Bugg
sábado, 9 de novembro de 2013
;
“No início você briga, chora, faz drama mexicano. Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas. Acostuma-se… Não que pare de doer, mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser. Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros. É isso.”
Caio Fernando Abreu
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Tennessee
Fagulhas presas se desprendem facilmente pelo ar
Tudo se desprende
O que vejo é fosco
Como um filme em preto e branco
Não há romance
O romance acabou nos ultimos cento e vinte minutos
Cento e vinte minutos mal focados em cenas confusas, difusas
Me deixaram ver através da janela
E depois eles a fecharam
Como algo ilimitado
Eles me venderam o produto falso
Por trás de uma propaganda recheada de sonhos bonitos, vestidos bem cortados
Trejeitos elegantes
Mas eu nem sei se quer o que a elegância convém
Comprei mesmo assim: onde assino?
Disseram que eu poderia ir para Tennessee no verão que vem
Eu nem sei onde fica, reservei as passagens mesmo assim
Me deram um aperto de mãos e fugiram com meu sobrenome rabiscado em preto no papel branco
Genial
Tennessee ficou para o próximo e próximo verão
Depois deste, que nem começou
Romances de revista
Romance por toda parte
Nas novelas e nos outdoors
O romance é bonito, eles te fazem pensar
E só gente bonita é que pode amar
Romance é a droga mais vendida
E eu nem se quer vi os campos verdes, o céu azul pastoso
Eu nem coloquei os pés
Em Tennessee
Annabel Laurino
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Ventania
Novembro está ai. Chegou batendo forte nas janelas com esse vento todo assoprando a seco e levando tudo. Trazendo tudo também. Veio socando as paredes de concreto das casas, arrebentando árvores, desfazendo varais de roupa, balançando fios elétricos e levantando poeira por todo lado. Forte, destemido. Os ventos vem e vão. E são esses mesmos ventos de novembro que assomam agora lá fora, que trazem coisas que eu tentei esquecer o ano todo. Que eu fingi esquecer, pelo menos.
Novembro é sempre assim. Teimoso. Indeciso. Com um pé no inverno e o outro no verão. Como dizia Martha Medeiros, apego ao passado e desesperado pelo novo. E de novo posso ver o ano que vem a frente assim que dezembro chegar e logo logo acabar. E dessa vez o que Novembro me traz é as lembranças antigas de coisas que aconteceram e marcaram. Sim, o gosto bom do que ficou, daquilo que já foi e não volta. Não tem como voltar.
Como lei a gente sabe lá no fundo que tudo sempre vai, sempre se vai. E dessa vez a esperança é que algo também se vá. Que Novembro leve consigo nessas ventanias a solta todas as mesmices e más lembranças, que já não me servem mais.
É noite fria lá fora e o vento arromba as portas sem pedir licença, sem medir espaço. É frio, vento frio daqueles que exige um casaco, um agasalho, que levanta os cabelinhos dos braços e faz a gente se encolher. Um café, eu digo, noites daquelas que se precisa de uma companhia quente de um café forte.
Envolta em lembranças, difundo minha mente numa busca desesperada para me ver livre do passado, ao mesmo tempo em que mergulho novamente nas minhas memórias secretas e escondias e chafurdo mais uma vez numa espécie de nostalgia, tal qual só eu mesma reconheço. Fico como se degustando uma bala na boca lentamente, retirando o gosto bom que a bala tem. Mas ela nunca acaba.
Além do que já se foi me pergunto o que virá. O que Novembro me reserva agora? O que vem por ai junto com os seus ventos tempestuosos de céu escuro e muita chuva?
Ainda não sei. Desperto a mim mesma nessa vontade, nessa curiosidade do que o futuro pode fazer por aqui, das suas travessuras e brincadeiras, das trapaças de vida que sempre pulam pra fora nos surpreendendo.
Ah Novembro... Seja bem vindo, pelo menos.
Novembro é sempre assim. Teimoso. Indeciso. Com um pé no inverno e o outro no verão. Como dizia Martha Medeiros, apego ao passado e desesperado pelo novo. E de novo posso ver o ano que vem a frente assim que dezembro chegar e logo logo acabar. E dessa vez o que Novembro me traz é as lembranças antigas de coisas que aconteceram e marcaram. Sim, o gosto bom do que ficou, daquilo que já foi e não volta. Não tem como voltar.
Como lei a gente sabe lá no fundo que tudo sempre vai, sempre se vai. E dessa vez a esperança é que algo também se vá. Que Novembro leve consigo nessas ventanias a solta todas as mesmices e más lembranças, que já não me servem mais.
É noite fria lá fora e o vento arromba as portas sem pedir licença, sem medir espaço. É frio, vento frio daqueles que exige um casaco, um agasalho, que levanta os cabelinhos dos braços e faz a gente se encolher. Um café, eu digo, noites daquelas que se precisa de uma companhia quente de um café forte.
Envolta em lembranças, difundo minha mente numa busca desesperada para me ver livre do passado, ao mesmo tempo em que mergulho novamente nas minhas memórias secretas e escondias e chafurdo mais uma vez numa espécie de nostalgia, tal qual só eu mesma reconheço. Fico como se degustando uma bala na boca lentamente, retirando o gosto bom que a bala tem. Mas ela nunca acaba.
Além do que já se foi me pergunto o que virá. O que Novembro me reserva agora? O que vem por ai junto com os seus ventos tempestuosos de céu escuro e muita chuva?
Ainda não sei. Desperto a mim mesma nessa vontade, nessa curiosidade do que o futuro pode fazer por aqui, das suas travessuras e brincadeiras, das trapaças de vida que sempre pulam pra fora nos surpreendendo.
Ah Novembro... Seja bem vindo, pelo menos.
Annabel Laurino
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
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