quarta-feira, 3 de abril de 2013
O Último Romântico
"Homens precisam passar segurança. Não precisam ser fortes ou algo assim. Podem ser baixinhos, gordinhos e com pouco talento para as artes marciais. Mas precisam passar segurança ao entrelaçar os dedos na gente, meio que como nos gritassem que tudo vai dar certo. Homens precisam ter um colo paterno, mas saber que não são nossos pais. Homem é um misto de irmão mais velho cuidadoso, irmão mais novo implicante e primo safado do interior.
Para me agradar, não me dê flores, chocolates ou ursinhos de pelúcia. Me dê cartões. Escreva coisas estúpidas e bobas que me farão rir como uma criança. Depois disso você pode comprar flores, chocolates e ursinhos. Você pode até me dar um helicóptero todo rosa pink, com minhas iniciais na porta. Mas se não tiver um cartãozinho surpresa com teus garranchos, não será a mesma coisa, entende?
Para me agradar, não me dê flores, chocolates ou ursinhos de pelúcia. Me dê cartões. Escreva coisas estúpidas e bobas que me farão rir como uma criança. Depois disso você pode comprar flores, chocolates e ursinhos. Você pode até me dar um helicóptero todo rosa pink, com minhas iniciais na porta. Mas se não tiver um cartãozinho surpresa com teus garranchos, não será a mesma coisa, entende?
[...]Surpresas também sempre são bem-vindas, caros homens. Seja um SMS bonitinho enquanto estou numa aula chata ou me levar aquela trufa de marula que você sabe que eu adoro. Entendam que presentes não são o preço que custaram. Como próprio nome já diz, presentes são para fazer presença. Então, quanto mais eu fizer presença em tua vida, saberei que faço parte dos teus dias também, assim como você faz dos meus."
Hugo Rodrigues
terça-feira, 2 de abril de 2013
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"Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim, que seja doce."
Caio Fernando abreu
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Só mais uma daquelas verdades incontestáveis
Eu não quero que você viva a minha vida a partir de agora e em diante. E que você curta os meus livros e minhas musicas e as minhas bandas favoritas só para me agradar. Não quero que você seja o cara que vai me parar na rua em frente a todas aquelas pessoas e jurar amor eterno em alto e bom som. Eu não quero você me ligando as três da manhã para dizer que me ama, porque três da manhã eu estarei dormindo e é mentira que eu ficaria feliz em ser acordada, eu odeio que me acordem de madrugada. Nem quero que você passe a seguir os meus passos e interrompa os seus compromissos e seus afazeres para ficar comigo, que vista as roupas que eu quero ou que mude seus hábitos por minha causa.
Mas tai uma coisa que eu faço questão de querer de você. Seja você. Sim, seja só você mesmo e mais ninguém e mais nada, por favor. Não minta, não tem porque. E quando não quiser mais me ver, nem precisa de drama ou preocupação, só avisa. Simples e fácil. Só não interrompa o processo em que estarei te admirando para passar a não gostar mais de você por ter me enganado com baixa bajulação e jogo de marketing. Só faça o que quiser e não ouse ser nada além do que você mesmo.
Dessa vez eu não quero recriar um conto de fadas, eu quero o real e saudável das coisas palpáveis.
Mas é fato que eu estou dizendo isso porque eu quero o mais verdadeiro e inatingível das coisas. Eu quero o que é e não o que se mostra ser. Eu quero que você cuide de mim, é verdade, e abrace o meu corpo bem apertado no meio daquele filme legal e me beije a cabeça, e me faça um café e fique comigo. Fique comigo nos dias de chuva, nos dias cinzentos e nas tardes tediosas de sol. Que você pague a conta daquele jantar só para mostrar que é 'o homem' e que eu sou uma dama e que vivemos num filme antigo que ninguém mais vive, pelo menos uma vez. Que você abra as portas para que eu passe. Me dê um apelido qualquer como o que quase todos me chamam mas que ele ao sair da sua boca seja diferente de todas as pessoas me chamando. Seja o cara diferente, ou só faça a diferença. Seja o cara que eu vou querer ver de novo e de novo e que não vou fingir ruídos em meio a um telefonema só para não dar uma desculpa qualquer que não quero sair. Seja você mesmo e mesmo assim me prenda.
Eu quero deitar na sua cama de bruços coberta de lençóis e desejar passar madrugadas assim e esquecer passados, esquecer dramas e choros e coisas feias. Quero ouvir musica boa e comer sanduíches e tomar um chá com você. Quero gostar dos seus cacoetes, das suas manias, da sua bagunça e de todas as coisas. Mas para isso você tem que se fazer gostar também. A vida não acabou. A vida segue. E eu só quero alguém real e humano. Quero estender minha mão acima da tábua fria da mesa e poder tocar e sentir quente aquela pele viva e entender que eu não estou só.
Espero a paz de compartilhar um sorriso roubado e ter a certeza que corações partidos não necessariamente se curam sozinhos. Eu quero um romance bom, uma verdade que não é conto de fadas, apenas aquele velho balanço de companheirismo e amizade e coisas bobinhas, trejeitos e olhares trocados, coisas que não se acabam com o virar de uma página de livros. Quero uma surpresa qualquer e um jeito novo de ver as coisas além das lentes embaçadas dos meus óculos depois de tanto te beijar.
Mas tai uma coisa que eu faço questão de querer de você. Seja você. Sim, seja só você mesmo e mais ninguém e mais nada, por favor. Não minta, não tem porque. E quando não quiser mais me ver, nem precisa de drama ou preocupação, só avisa. Simples e fácil. Só não interrompa o processo em que estarei te admirando para passar a não gostar mais de você por ter me enganado com baixa bajulação e jogo de marketing. Só faça o que quiser e não ouse ser nada além do que você mesmo.
Dessa vez eu não quero recriar um conto de fadas, eu quero o real e saudável das coisas palpáveis.
Mas é fato que eu estou dizendo isso porque eu quero o mais verdadeiro e inatingível das coisas. Eu quero o que é e não o que se mostra ser. Eu quero que você cuide de mim, é verdade, e abrace o meu corpo bem apertado no meio daquele filme legal e me beije a cabeça, e me faça um café e fique comigo. Fique comigo nos dias de chuva, nos dias cinzentos e nas tardes tediosas de sol. Que você pague a conta daquele jantar só para mostrar que é 'o homem' e que eu sou uma dama e que vivemos num filme antigo que ninguém mais vive, pelo menos uma vez. Que você abra as portas para que eu passe. Me dê um apelido qualquer como o que quase todos me chamam mas que ele ao sair da sua boca seja diferente de todas as pessoas me chamando. Seja o cara diferente, ou só faça a diferença. Seja o cara que eu vou querer ver de novo e de novo e que não vou fingir ruídos em meio a um telefonema só para não dar uma desculpa qualquer que não quero sair. Seja você mesmo e mesmo assim me prenda.
Eu quero deitar na sua cama de bruços coberta de lençóis e desejar passar madrugadas assim e esquecer passados, esquecer dramas e choros e coisas feias. Quero ouvir musica boa e comer sanduíches e tomar um chá com você. Quero gostar dos seus cacoetes, das suas manias, da sua bagunça e de todas as coisas. Mas para isso você tem que se fazer gostar também. A vida não acabou. A vida segue. E eu só quero alguém real e humano. Quero estender minha mão acima da tábua fria da mesa e poder tocar e sentir quente aquela pele viva e entender que eu não estou só.
Espero a paz de compartilhar um sorriso roubado e ter a certeza que corações partidos não necessariamente se curam sozinhos. Eu quero um romance bom, uma verdade que não é conto de fadas, apenas aquele velho balanço de companheirismo e amizade e coisas bobinhas, trejeitos e olhares trocados, coisas que não se acabam com o virar de uma página de livros. Quero uma surpresa qualquer e um jeito novo de ver as coisas além das lentes embaçadas dos meus óculos depois de tanto te beijar.
Annabel Laurino
domingo, 31 de março de 2013
sábado, 30 de março de 2013
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
- Acabei de ver um filme.
- Mesmo? Interessante. Filmes são inspiradores.
- É, penso o mesmo.
- E que filme você assistiu?
- Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. Já viu?
- Vi sim.
- Ah... Eu meio que chorei.
- O final é ótimo.
- Sim. E eu meio que lembrei de você enquanto assistia.
- Mesmo? E por que?
- Não sei. Eu lembrei apenas. A vida não é estranha? Sei lá.
Me parece as vezes.
- E por que você diz isso?
- Porque simplesmente é. Sabe, você passa uma vida inteira sozinho e depois conhece alguém que marca todos esses seus momentos solitários,
a pessoa gruda nos seus objetos ridículos de decoração, no seu lençol da cama,
na sua TV e nos seus filmes, e até nas suas musicas. Depois como é para
simplesmente esquecer quando tudo acaba? Para onde vão as histórias e lembranças?
- Me parece um tanto triste, de fato. Acho que não há uma
solução.
- Exatamente. Fica tudo ali tão impregnado. E de repente a
pessoa não ocupou só o físico e o material da sua vida, mas as suas relações, os seus amigos, sua família, ela adentrou os poros da sua vida e planos do seu
futuro. Tudo.
- E você lembrou de mim porque...
- Porque vendo o filme eu lembrei daquela coisa que você
disse uma vez. Aquela...
- Que tudo na vida é passageiro?
- É.
- E...?
- Mas não é. Não pode ser. Não quando é assim, quando as
coisas são assim.
- Você fala de amor.
- Sim!
- Acho que o amor é uma exceção.
- Exatamente.
- Sim, ele não se aplica a essa regra.
- Eu queria um amor desses. Um amor desses que impregnasse e
que marcasse de alguma forma. Eu queria um cara daqueles, sabe. Que gostasse da
cor do meu cabelo, fosse azul ou laranja, e enfeitasse os seus dias com a minha presença. Que adorasse
as trocas do meu humor tão invariáveis. Eu queria, eu realmente queria um amor
daqueles.
- E depois você iria querer esquecê-lo. Como no filme. Não é tão louco tudo que eles fazem para se esquecer?
- Sim! Mas ai é que está. Um amor desses você não esquece. Eu
poderia desejar esquecer. Mas não há como. Eles não conseguiram. E veja, eu não
iria querer coisa alguma. Eu estaria sabendo, eu sei o segredo, eu iria querer
ficar.
- E qual é o segredo senhorita?
- Persistência caro, persistência.
- E só isso?
- Não só isso não. Dentre outras coisas mais que te conto outra hora.
- Mas acima de tudo...
- Sim, persistência.
Annabel Laurino
sexta-feira, 29 de março de 2013
;
I said if destiny's kind, I've got the rest on my mind
But my heart, it don't beat, it don't beat the way it used to
And my eyes, they don't see you no more
And my lips, they don't kiss, they don't kiss the way they used to
And my eyes don't recognize you at all
For reasons unknown
For reasons unknown
The Killers
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