Annabel Laurino
terça-feira, 12 de março de 2013
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"Tomamos decisões na vida. Loucas, insanas, bobas, sem sentido e algumas, sim, algumas até mesmo infantis. A gente toma caminhos, decide e escolhe o que é melhor para a gente. Tem uns que preferem o amor e outros a si mesmos. O que não da é querer abraçar o mundo e escolher tudo ao mesmo tempo, caminhar por todos os trajetos e abrir todas as portas. Corre-se o risco de se perder, perder alguém, perder simplesmente - afinal, sempre depois de um passo algo fica para trás - e até mesmo perder a razão. Enlouquece-se. O que se espera é que é que se siga em frente, mesmo embaixo dos chutes da vida, mesmo quando o caminho escolhido não era bem aquele que se esperava tomar e simplesmente foi necessária a escolha. Mas tomar um rumo, porque é preciso. Um rumo para a frente, para o adiante e agora. A vida se renova. A vida se refaz."
sexta-feira, 8 de março de 2013
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" -... Era uma promessa! Como você pode não cumprir uma promessa desse jeito?
- As vezes as pessoas não tem noção das promessas que estão fazendo no momento que as fazem."
- As vezes as pessoas não tem noção das promessas que estão fazendo no momento que as fazem."
A Culpa é das Estrelas
quinta-feira, 7 de março de 2013
Ah, aquela nostalgia, de repente
Eu estava sentindo falta de algo e não sabia bem do que era. Até agora a pouco, sentada aqui no mesmo lugar de sempre, no meio do quarto, eu fiquei mordendo o lábio e jurei que tinha esquecido de alguma coisa, um compromisso talvez, sei lá, anotação na agenda, aula do inglês, horário com nutricionista ou colocar a roupa para lavar. Fiquei divagando em suposições. Um sentimento de que eu havia sim esquecido de fazer algo. E eu lembrei quando aquele aperto se incitou no peito e eu soube que era uma espécie de pensamento que estava a horas me torturando, o dia inteiro. Que ele não iria embora enquanto eu não o colocasse para fora.
Me veio na mente que somos infinitos. Tudo bem, essa ideia já me apareceu anteriormente, uma certa vez, enquanto lia um livro. Somos infinitos. Isso ficou batucando e ressonando lá no fundo do meu cérebro até agora, como uma torneira mal fechada, como um mantra sussurrado.
Eu percebi isso enquanto caminhava de volta para casa depois do inglês.
Você sabe, o outono está chegando. Daqui a alguns dias, eu já posso senti-lo. Havia aquela luminosidade no ar que só o outono trás, um ar meio apático e inaparente, os carros em suas travessias, o engarrafamento, as pessoas nas ruas, as árvores, o céu meio fustigado de cinza, aqueles jovens e suas camisas de banda, as mocinhas e seus cabelos extremamente compridos, os cachorros de rua e tudo e quase nada. Parecia até um cenário de filme. Estava escurecendo e os postes da cidade se acendiam. Estava escurecendo e de repente o clarão dos faróis dos carros se tornaram vaga-lumes pelo meio fio. Eu senti tudo ao mesmo tempo, uma nostalgia das grandes. Mas não me fez mal, eu me senti feliz por poder sentir tudo aquilo.
É engraçado como sobrevivemos. Sobrevivemos todos os dias. Ao vício, ao comício, a fome, ao escárnio, ao oportuno da vida e ao desespero do azar, à freada do destino, ao apático cinza da vida, ao amor esparramado no chão, as partidas e as saudades, aos choros, as lamúrias e aos dramas. Sobrevivemos irmão. E isso estava lá, muito claro. Tanta gente sobrevivendo e nem sabiam.
A terra começa a ficar meio úmida perto do outono. Tão cheirosa. E as folhas secas caem, e fica tudo tão lindo. Eu passei em frente aquela igreja toda impotente, parecendo um castelo, aquela que uma vez eu te pedi para desenhar para mim e você disse que sim, que iria, mas eu sabia que não iria, tudo bem, eu só queria te mostrar meu lugar favorito no mundo, era quase bem ali, sentada em frente aquela igreja.
Passou um ônibus por mim enquanto eu esperava atravessar a rua. O sinal vermelho para mim, verde para os carros. E eu fiquei esperando, olhei no relógio, troquei o peso do corpo para a outra perna e o ônibus passou. Eu olhei dentro e vi todos aqueles rostos cansados, alguns alienados, outros olhando para mim. E sabe o que mais? Eu me perguntei se você estaria naquele ônibus. Eu me perguntei e se você estivesse. Eu poderia levantar a mão, sorrir falsamente e enquanto você ia embora me olhando, dentro do ônibus partindo, eu ficaria ali parada, com a mão para cima em um aceno que nem chegaria a acenar e um sorriso murcho nos lábios que nem chegariam a se levantar.
Foi essa a história que eu criei na minha mente. Claro, você não estava no ônibus. Mas eu imaginei como se estivesse e tudo pareceu tão cinza quanto a cor do céu naquela hora do dia. Nos tornamos tão brutalmente cinzentos e apáticos um para o outro, o outono está chegando e eu me pergunto, qual serão as cores de nossos dias depois que o inverno engolir as flores?
Eu senti saudade. Do seu riso dardejado de entonações altas e gostosas e que invariavelmente acariciava os meus ouvidos. Era bom e gostoso e era divertido te ver rir, uma daquelas risadas que parece que ficam brincando com a boca da gente nos convidando a rir junto, seja lá o motivo que for. Eu senti vontade de rir naquele exato instante, contigo. Mas depois passou. Eu estava bem, o dia estava ótimo e a saudade afundou num looping rápido para o fundo da lagoa próxima.
Eu estava seguindo em frente sem perceber. Comecei a enfrentar a dor da partida. E pensei que foi melhor assim. Melhor quando alguém pega logo as coisas e simplesmente vai embora. Não há drama, só um vazio daquilo que descolaram da gente sem permissão. Eu fiquei com esse vazio, mas ta tudo bem. Eu não sinto raiva, dor, ou qualquer sentimento ruim. Só acho que poderia ter sido diferente. Assim poderíamos ter sido infinitos de uma melhor forma que não essa, dolorida e só. E sobreviveríamos de alguma forma humana que não essa tão infinita e ao mesmo tempo tão finitamente.
Me veio na mente que somos infinitos. Tudo bem, essa ideia já me apareceu anteriormente, uma certa vez, enquanto lia um livro. Somos infinitos. Isso ficou batucando e ressonando lá no fundo do meu cérebro até agora, como uma torneira mal fechada, como um mantra sussurrado.
Eu percebi isso enquanto caminhava de volta para casa depois do inglês.
Você sabe, o outono está chegando. Daqui a alguns dias, eu já posso senti-lo. Havia aquela luminosidade no ar que só o outono trás, um ar meio apático e inaparente, os carros em suas travessias, o engarrafamento, as pessoas nas ruas, as árvores, o céu meio fustigado de cinza, aqueles jovens e suas camisas de banda, as mocinhas e seus cabelos extremamente compridos, os cachorros de rua e tudo e quase nada. Parecia até um cenário de filme. Estava escurecendo e os postes da cidade se acendiam. Estava escurecendo e de repente o clarão dos faróis dos carros se tornaram vaga-lumes pelo meio fio. Eu senti tudo ao mesmo tempo, uma nostalgia das grandes. Mas não me fez mal, eu me senti feliz por poder sentir tudo aquilo.
É engraçado como sobrevivemos. Sobrevivemos todos os dias. Ao vício, ao comício, a fome, ao escárnio, ao oportuno da vida e ao desespero do azar, à freada do destino, ao apático cinza da vida, ao amor esparramado no chão, as partidas e as saudades, aos choros, as lamúrias e aos dramas. Sobrevivemos irmão. E isso estava lá, muito claro. Tanta gente sobrevivendo e nem sabiam.
A terra começa a ficar meio úmida perto do outono. Tão cheirosa. E as folhas secas caem, e fica tudo tão lindo. Eu passei em frente aquela igreja toda impotente, parecendo um castelo, aquela que uma vez eu te pedi para desenhar para mim e você disse que sim, que iria, mas eu sabia que não iria, tudo bem, eu só queria te mostrar meu lugar favorito no mundo, era quase bem ali, sentada em frente aquela igreja.
Passou um ônibus por mim enquanto eu esperava atravessar a rua. O sinal vermelho para mim, verde para os carros. E eu fiquei esperando, olhei no relógio, troquei o peso do corpo para a outra perna e o ônibus passou. Eu olhei dentro e vi todos aqueles rostos cansados, alguns alienados, outros olhando para mim. E sabe o que mais? Eu me perguntei se você estaria naquele ônibus. Eu me perguntei e se você estivesse. Eu poderia levantar a mão, sorrir falsamente e enquanto você ia embora me olhando, dentro do ônibus partindo, eu ficaria ali parada, com a mão para cima em um aceno que nem chegaria a acenar e um sorriso murcho nos lábios que nem chegariam a se levantar.
Foi essa a história que eu criei na minha mente. Claro, você não estava no ônibus. Mas eu imaginei como se estivesse e tudo pareceu tão cinza quanto a cor do céu naquela hora do dia. Nos tornamos tão brutalmente cinzentos e apáticos um para o outro, o outono está chegando e eu me pergunto, qual serão as cores de nossos dias depois que o inverno engolir as flores?
Eu senti saudade. Do seu riso dardejado de entonações altas e gostosas e que invariavelmente acariciava os meus ouvidos. Era bom e gostoso e era divertido te ver rir, uma daquelas risadas que parece que ficam brincando com a boca da gente nos convidando a rir junto, seja lá o motivo que for. Eu senti vontade de rir naquele exato instante, contigo. Mas depois passou. Eu estava bem, o dia estava ótimo e a saudade afundou num looping rápido para o fundo da lagoa próxima.
Eu estava seguindo em frente sem perceber. Comecei a enfrentar a dor da partida. E pensei que foi melhor assim. Melhor quando alguém pega logo as coisas e simplesmente vai embora. Não há drama, só um vazio daquilo que descolaram da gente sem permissão. Eu fiquei com esse vazio, mas ta tudo bem. Eu não sinto raiva, dor, ou qualquer sentimento ruim. Só acho que poderia ter sido diferente. Assim poderíamos ter sido infinitos de uma melhor forma que não essa, dolorida e só. E sobreviveríamos de alguma forma humana que não essa tão infinita e ao mesmo tempo tão finitamente.
Annabel Laurino
sábado, 2 de março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
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“E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário: por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”
Caio Fernando abreu
Alguém ai
Olá? Será que tem alguém ai? Alguém me ouve? Alguém está
lendo o que estou escrevendo? Oi, você. Como vai? Como foi o seu dia? Já te perguntaram isso hoje?
Desculpa perguntar
assim, desculpa a forma abrupta de iniciar essa conversa meio jocosa de quem
não quer nada. É só que eu precisava saber se tem alguém. Sei lá, para saber.
Antigamente costumava ter. Antigamente até algum tempo eu geralmente tinha.
Você sabe, alguém, uma pessoa, um ser.
Alguém que realmente se preocupava. Alguém
que realmente lia as linhas escritas e as entrelinhas mais escondidas. Alguém
que tinha o mesmo ideal de vida. Amor de verdade. Ir até o fim de tudo sem
nunca desistir.
Ah, perdoe-me
novamente se te conto essas coisas, para você que talvez eu nem conheça. É que
antigamente eu também tinha para quem contar essas coisas. Eu tinha com quem
conversar das dores e medos do meu coração sem ser julgada sobre isso. Alguém
que realmente entendia isso e não ia embora com passos largos batendo pesados
nas calçadas com uma promessa de ‘talvez’.
Sabe quando a
gente simplesmente fica triste e não tem nada que dê jeito nisso? É mais ou menos
isso. Eu tomei uma tristeza tão grande por tudo agora. Parece sempre que todas
as coisas estão sempre distantes de mim e eu nunca vou alcança-las. Eu tinha
alguém para explicar isso. Eu realmente tinha com quem olhar no olho e lamentar
algumas coisas. Mas é uma tristeza esperançosa essa, eu te afirmo. É com ela
que eu vou correr aos ventos.
Sentada no chão do quarto com as meias
raspando no carpete e aquela musica tocando que te faz sentir meio slow, sabe?
É assim que eu estou agora.
Fico procurando
mãos fortes para me apoiar e me fazer nunca, jamais, never, desistir. Mas eu não
vejo ninguém. Eu não vejo mais aquele alguém. Próximo e incrivelmente próximo e
que faz qualquer coisa por você. Porque sabe que igual a você, meu caro, só
correndo aos quatro cantos desse mundo procurando de céu a inferno e mesmo
assim, só talvez uns vinte por cento parecida. Aquele cara que te liga mesmo
quando você desliga na cara dele porque está furiosa pela falta de atenção,
aquela pessoa que viajaria o mundo para encontrar a coisa mais boba que iria te
fazer feliz.
Aquela pessoa que
eu não tenho mais.
Fico redigindo um
texto confuso na minha cabeça. Penso então que não tem jeito. E teria como ter?
Quando as coisas deixam de ser elas realmente deixam e não há quem dê jeito
nisso a não ser nós mesmos. As coisas deixaram de ser meu amigo. Me ausentei do
barco por horas e olha a inundação!
Continuo ouvindo a
musica e resposta nenhuma me vem, continuo prestando a atenção no mundo a minha
volta e nenhuma coisa me diz respeito mais. Só me resta viver. E eu vou viver
meu caro leitor. Eu vou seguir. Eu vou com dor, com medo, com tristeza, eu vou
com uma carga absurda de um peso morto que não existe mais e agora é só
lembranças. Mas eu vou. Eu vou e estou indo agora. Estou partindo para o além
mar e quem quiser que me acompanhe. Eu vou e não pretendo nunca mais voltar.
Porque tem aquelas horas que chega de sofrer, chega de chorar, chega de pedir
que entendam, que escutem, que sejam amigos e sejam verdadeiros. Chega de
exigir o mínimo.
Eu vou viver.
E eu espero que
você, que está ai lendo tudo isso e ainda não desistiu, que vá fazer o mesmo. A
vida é uma só!
Annabel Laurino
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
dolorido-só
Passei o dedo pela lista telefônica do celular, de nome a nome, de letra a letra, de número a número. Tudo o que eu precisava era de um contato que me atendesse as três da manhã enquanto chorava do outro lado da linha e ainda assim não desligasse o telefone na minha cara. Simples.
Eu remediei as horas para não ir para a cama, mesmo cansada e com o corpo dolorido e a cabeça explodindo, mesmo querendo um lugar quente para me deitar tranquila, eu prolonguei o máximo que pude. Porque sabia que assim que deitasse a cabeça nos travesseiros eu ia chorar. Eu me conheço. O dia teria enfim acabado. A cabeça vai se esvaziando com as informações recebidas e vai passando uma espécie de filme. Dai eu pararia na cena que tudo acaba. Eu ia chorar. Chorei.
Prometi para mim mesma que desde aquela ultima vez terrível eu jamais choraria assim por alguém, que eu jamais sofreria tanto assim e que eu jamais me decepcionaria ou me machucaria assim. E cá estou eu, machucada novamente, com todas as preses de 'vai passar' jogadas no lixo em segundos.
É como se tudo, absolutamente tudo, estivesse se repetindo. O orgulho exagerado, a arrogância pronunciada em cada palavra direta comigo, a maneira distante, como se eu fosse uma vilã, uma megera, um mal encarnado. Quando tudo que eu queria era que você simplesmente provasse o amor que dizia tanto que existia. Que jurava as estrelas inteiras do céu para dizer que existia.
Dói tanto agora. E me sinto uma idiota por isso. Eu só queria dormir. Eu só queria apagar tranquila com a mente vazia no meu travesseiro fofo e longe daquela almofada em formato de coração que você me deu e que fica me convidando para abraça-la enquanto durmo.
Eu só queria ser compreendida apenas uma vez.
Claro que a essa hora eu não teria coragem de ligar para nenhum dos meus contatos da agenda. Claro que eu não seria louca. Mas bem que seria bom. Bem que seria bom apenas uma vez me abrir e despejar tudo para fora.
Eu estou vendo um filme repetido em projeção 3D com direito a créditos finais e acréscimos de especiais ao fim. É doloroso, completamente compreensível e irremediavelmente insuportável.
Eu remediei as horas para não ir para a cama, mesmo cansada e com o corpo dolorido e a cabeça explodindo, mesmo querendo um lugar quente para me deitar tranquila, eu prolonguei o máximo que pude. Porque sabia que assim que deitasse a cabeça nos travesseiros eu ia chorar. Eu me conheço. O dia teria enfim acabado. A cabeça vai se esvaziando com as informações recebidas e vai passando uma espécie de filme. Dai eu pararia na cena que tudo acaba. Eu ia chorar. Chorei.
Prometi para mim mesma que desde aquela ultima vez terrível eu jamais choraria assim por alguém, que eu jamais sofreria tanto assim e que eu jamais me decepcionaria ou me machucaria assim. E cá estou eu, machucada novamente, com todas as preses de 'vai passar' jogadas no lixo em segundos.
É como se tudo, absolutamente tudo, estivesse se repetindo. O orgulho exagerado, a arrogância pronunciada em cada palavra direta comigo, a maneira distante, como se eu fosse uma vilã, uma megera, um mal encarnado. Quando tudo que eu queria era que você simplesmente provasse o amor que dizia tanto que existia. Que jurava as estrelas inteiras do céu para dizer que existia.
Dói tanto agora. E me sinto uma idiota por isso. Eu só queria dormir. Eu só queria apagar tranquila com a mente vazia no meu travesseiro fofo e longe daquela almofada em formato de coração que você me deu e que fica me convidando para abraça-la enquanto durmo.
Eu só queria ser compreendida apenas uma vez.
Claro que a essa hora eu não teria coragem de ligar para nenhum dos meus contatos da agenda. Claro que eu não seria louca. Mas bem que seria bom. Bem que seria bom apenas uma vez me abrir e despejar tudo para fora.
Eu estou vendo um filme repetido em projeção 3D com direito a créditos finais e acréscimos de especiais ao fim. É doloroso, completamente compreensível e irremediavelmente insuportável.
Annabel Laurino
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