— Caio Fernando Abreu.
domingo, 23 de setembro de 2012
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"Acontecem coisas estranhas quando estou num espaço muito amplo. Uma vontade de voar, parece que bastaria abrir os braços para fundir-me com o céu. Ao mesmo tempo, dá vontade também de ficar na terra, e viver, viver muito, com todas as miudezas do cotidiano. Impressão de ser maior que tudo, sensação de força, certeza de vitória, vitória tão certa e fácil como a coisas da natureza que se mostram ali."
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"Veja, os meus cabelos estão molhados, caminhei horas pela chuva querendo e não querendo procurar você.”
Caio Fernando Abreu
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
All My Love
Então eu deveria ter medo de caso você deixasse de me amar?
Bem, desculpa vai, mas eu não tenho. E talvez eu nunca tenha. Não sei como ser
assim, obsessiva com algo que simplesmente não exige de força para que exista.
Seria a mesma coisa
que obrigar um peixe a respirar fora do aquário por um tubo de oxigênio, seria manobrável,
útil, utilizável, etilizado e bruto. Obrigar a lei das coisas que simplesmente
fluem por que assim são.
Não vou dizer pra
você que você sabe onde é a porta e que pode ir embora a hora que quiser,
porque já é um fato que você sabe onde é a porta e o outro fato é que eu não
quero que você vá embora. Mas entre o meu querer e a simples força do universo,
eu não obrigarei você a ficar aqui do lado, dividindo a astral de um dia ruim
ou bom, quero você aqui por inteiro, você querendo, você ficando porque quer
ficar mais do que um futebol com os amigos ou uma partida de videogame, uma
festa qualquer, uma loucura de final de semana.
Eu não vou te ligar
de cinco em cinco minutos para saber onde você está e com quem você está e só
pra saber se você ainda me ama como me amava a cinco minutos atrás, desde que
nos vimos. E nem vou dizer pra você que seu sábado é só meu, que você tem a
obrigação de me ver.
Sei que parece que
não me importo, desse jeito. E nem é isso. Eu me importo sim, eu reparo sim. Eu
analiso todas as tuas formas, tuas faces, felizes e tristes, e sei quando tua
mente ta bagunçada, quando ta levinha e arrumada, já gravei na memória tua
risada alta e sei como meu cérebro corresponde muito feliz quando registra teu
sorriso na minha retina. E não quer dizer que eu não me importo só porque eu não
controlo o quanto de amor você tem por mim e até onde ele pode durar.
Acho que as coisas
leves, meu amigo, funcionam melhor, elas duram no tempo sem registro ou obrigação
de espaço, elas crescem, inflam, flutuam, rodopiam, deixam marcas e lembranças
e quando a gente percebe elas nos acompanharam a vida inteira, porque
simplesmente cresceram com um cuidado e amor diário, sem cobranças futuras e exigências
extremas, elas respiraram como deveriam, sem mais, sem menos, e fluíram.
Se você parar para
ver, a maioria do nosso caminho até aqui, surgiu assim.
Annabel laurino.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
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“Falando sério, tenho andado bastante sozinho, sobretudo ultimamente. É um tempo de agitações, de ímpetos de impaciência, ansiedade e mau humor. Contando com a resolução das coisas, que chegue logo um futuro que sei que virá, sabendo que nada mais depende de alguma ação minha. Só da minha habilidade em esperar. E isso me lembra que não há mais com quem contar, além do tempo. Que ando meio sozinho e assim eu quis, de certa forma.”
Gabito Nunes
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"E eu sou crua, penso mais em mim. Chamam de egoísmo o que eu denomino defesa própria, ninguém pode ter em suas mãos o direito de me fazer chorar, por motivos tão minúsculos e eu ainda consentir. Não, sou fechada a sentimentos desde que sejam provados, deixei de acreditar na farsa que é o eu te amo, dito tão firmemente que quase me fez acreditar que era verdade. Sou a favor das atitudes e da felicidade, vivida e não falada. Trago um peito cheio de amor, confesso, mas todo ele está preso."
Visão Antiga
Gerações de pessoas passam suas vidas inteiras se
perguntando para onde ir. Gerações de pessoas passam suas vidas inteiras
procurando o amor. E mais gerações de pessoas passam suas vidas inteiras
questionando respostas sem responder suas próprias perguntas.
As vezes, mas só
as vezes, eu vou te confessar que gostaria de ir para um desses lugares onde
você fica em total silêncio, tipo um templo budista, cheio de monges, meditações,
plantações de flores e frutos, admirar a natureza e o crescimento desprovido da
vida que simplesmente, acontece.
Não vou dizer a você
que a vida flui por uma obra do acaso. Mas a vida rege, se você parar pra
pensar, sem pedir permissão. De qualquer maneira, a vida continua, e uma porção
de coisas acontecem todos os dias, as vezes as mais insignificantes, sem nem
serem percebidas. E pessoas não são percebidas, as flores que brotam, as aves
que voam, o céu que descolore e pinga, ou as avenidas vazias vezes tão cheias.
Passar uma vida
inteira obrigando os fatos a ocorrem. Obrigando o amor a acontecer, se
questionando “quem sou eu? Quem é você? Quem somos nós?”. Eu acho que a esse
tipo de pergunta eu nem quero saber. Se eu soubesse ia acabar acreditando nesse
rótulo de o que e quem eu sou, e seria bem provável de me assustar dia ou outro
por me descobrir errada.
Certo dia eu disse
para um amigo que eu queria muito voltar a ser criança. Desacreditando ele
disse que não, ele não queria, que tudo antes era ruim, quando criança, e que
hoje ele tem uma liberdade infinita de fazer qualquer coisa e de ir para onde
quiser. Eu não quis dizer para ele que ele estava certo, mas na verdade ele não
entendeu meu ponto. Porque eu adoraria não era bem voltar a ser criança, era
sim uma fase ótima, as brincadeiras, os pincéis e colocar uma roupa doida sem
que te taxassem de estranha, o que eu quis dizer de verdade é como a gente vê o
mundo quando é tão pequeno.
Parece que quando
a gente cresce ficamos mais duros, mais cheios de descrenças e começamos a
rotular tudo como se andássemos por ai com uma daquelas maquininhas que colocam
preços nos produtos do supermercado. E escolhemos o que vamos ou não gostar e o
que odiamos e o que amamos e a quem amamos, sem nem mesmo lembrar que devemos
amar todos. Quando eu era pequena, achava que tudo era possível, que o mundo
era gigante, que as coisas eram feitas sempre por obras mágicas e lindas e
surreais.
Me pergunto então
qual o motivo de amadurecermos e virarmos essa massa dura que ninguém consegue
tocar dentro e moldar algo bom e bonito. Qual é a graça de ver o mundo sobre
uma superfície de rótulos, de perguntas praxes com respostas prontas e nem se
quer tentar ousar?
Decidi que seria ótimo
ir para um templo budista sim, mas enquanto eu não vou começarei a praticar
minhas próprias filosofias em casa mesmo, algumas horas de silêncio por dia não
irão me matar, começar a amar aquele alguém me fez muito mal também não. E
começarei a acreditar em paz, de espírito, paz mundial, a acreditar em fadas,
sereias, reinos distantes, planetas tingidos de uma borda lírica e fantástica a
bilhões de distância de nossa galáxia. Começarei a crer no amor, eu prometo. E
me darei o direito de ser feliz. Sendo eu o que sou ou a eterna criança que tem
dentro de mim.
Annabel Laurino
terça-feira, 18 de setembro de 2012
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"Hoje ele veio me falar das flores. Das flores, do jardim, das estações, do rio que corria em sua vida, do medo. Hoje ele veio me falar de expectativas. Dessas que a gente sufoca o outro sem ver, miudinhas, rotineiras, demasiadamente fantasiosas."
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
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“Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor!”
Marilyn Monroe
domingo, 16 de setembro de 2012
Todo Amor que Houver Nessa Vida
Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria
Cazuza
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