Annabel Laurino.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
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E se ninguém quiser nos salvar, não há problema. Colocamos uma musica, dançamos feito loucos, tomamos boas doses de drinks de coca-cola e gelo, inventamos um clube secreto, ficamos nus, pintamos o corpo, corremos pela casa, estragamos a cozinha na tentativa de cozinhar, cataremos arco iris e faremos origamis de papel. Ta tranquilo, ta tranquilo. Loucura, besteira, amor de mais, nessa vida não falta. A gente da um jeito. Não há problema.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
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"Se ninguém nos perdoar, a gente se manda. Se você não suportar minha companhia, a gente se ajeita. Se isso nos matar do coração, a gente se assopra. Se for passageiro, a gente se poupa. Será que a gente consegue voltar a ser só amigos? Vamos encarar, nas entrelinhas tortas a gente nunca foi só isso. E se não for tudo que a gente espera? Sei lá, é muito tarde pra saber. [...] Só quero dizer que você é minha coisa mais favorita do mundo. Só quero voltar àquela praia e continuar o que a gente começou."
Gabito Nunes
quarta-feira, 18 de julho de 2012
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Queria que você gostasse de mim por mim. Caótica, distraída, perigosamente despreocupada. Meio despenteada, tão preocupada com coisas vagas. Queria que você também se encantasse com minhas imperfeições.
— Caio Fernando Abreu
Adaptado.
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É lindo demais. É atrevido de mais. É novo, sadio. Deu uma luz na minha cabeça, sabe quando a coisa te ilumina?
Caio Fernando Abreu
terça-feira, 17 de julho de 2012
Brisa Leve
Que mesmo por baixo dessa loucura toda a vida rege bons
fluidos. Que o teu amor e o meu amor não se percam nem mesmo no encontro das
luas acima, quando pontilhadas em um céu estrelado. Sei que ta difícil agora,
que a maré parece sempre tão contrária, mas vezes ou outra a gente ajeita o
barco, apruma as velas e aponta para um novo horizonte. Por que é preciso mudar
a trajetória às vezes, para não se perder do rumo certo, mudar a direção faz a
gente se encontrar. É estranho não? Desde jovens a vida faz a gente acreditar
que a fórmula perfeita de nos descobrirmos é olhar sempre para a mesma direção,
um foco, uma meta. Mas lembra daquela musica do U2? Quanto mais você vê, menos
você enxerga.
Não ando pedindo
nada. Mas desejo muita coisa. Um coração bom, paz de espírito, gargalhadas
involuntárias e aquelas dores na barrida de tanto rir. Geralmente, ultimamente,
ando encontrando muito isso com você. E tem me feito tão bem esses nossos
encontros. É assim que prefiro chamar toda vez que a gente se vê. Encontros. Te
encontro sempre e você me encontra e então no meio de um sorriso eu me encontro
sempre tão feliz. Consegue entender?
Não sou perfeita.
Física, emocionalmente. Minhas imperfeições são agudas, como um grito lento no
meio do escuro. Sou irreparável. Mas compreensível.
Olhando o céu negro de um inverno qualquer
a Ursa Maior parece tão distante. Penso em tudo e quase todos, mas desejo só um
alguém e pouca coisa. Uma caneca de café, um bom livro, você ao lado, aquela
coisa leve, paz sabe, aquela felicidade pequena, mas que se espalha e deixa a
gente quentinho por dentro.
Não sou de
fantasiar, de criar historinhas, não mais. Depois que te acordam, que a vida te
acorda e você desperto, de olhos esbugalhados, apavorado pela realidade que a
vida, as pessoas e tudo mais te esfregam na cara você não consegue mais dormir.
Não é ruim. Você aprende que simplesmente nada deve levar muita força. Não
obrigue o ponto fraco dos objetos embora cada um deles tenha um. Sendo lei da
física ou não, não se deve aplicar as pessoas. E você entende isso, cedo ou
tarde.
Me deixo ser, de
braços abertos reconstituo as esperanças e reúno forças. Ta tudo bem na verdade
embora um caos total, embora a bagunça seja grande e a história esteja hard, eu
ando contando estrelas, escutado mais musica, pensado mais no tempo, o tempo
para não se perder, para não se desperdiçar.
Agora mesmo eu
faço isso. Peço tudo de bom, para mim, para você, para nós. Que enquanto eu
estiver nos teus braços seja sempre eterno, que teus olhos me guiem como tem
feito ultimamente, e que os dias, os dias sejam bonitos como passarinhos livres
batendo asas sobre o céu.
Annabel Laurino.
Na tua
"[...] Me diz alguma coisa, vai. Me fala tudo aquilo que eu ando
louca pra ouvir da sua boca. Sussurra, então. Ou me ensina a receptar
telepatia, essa língua que só os inteligentes e evoluídos e incógnitos e
brancas-nuvens conseguem decifrar. Porque eu já estourei minha cota de
intuição. Diz que me adora, que gosta de mim, que sente saudades minhas e uma
vontade insana de me ver em plena quarta-feira. Sei que não muda nada, mas eu
preciso ouvir. Ou isso, ou eu pego minha bicicleta e dou o fora daqui. Agora.
Sabe, não está dando muito certo, às vezes eu me sinto meio o Dick Vigarista
gritando para o Mutley fazer alguma coisa. E você só olha meu desespero
patético e fica rindo. E então? Como vai ser? Desisto. Eu acho,
às vezes, que seria mais produtivo perseguir pombos em praça pública. Bem, eu
só queria dizer que, apesar desse seu jeito todo iceberg de ser, eu te acho um
rapaz incrível. Você é o melhor ser humano entre os piores que já conheci. Ou o
pior entre os melhores. Não sei. Sei que eu inexplicavelmente estou na tua e
você sabe disso. Não dá bola, assim que meu ataque trevoso de angústia cessar,
eu sei, não vou me importar nem um pouco se você ficar na tua, se você não
ligar de me aturar falando pelos cotovelos, deitada do teu lado."
Gabito Nunes
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Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.
Caio Fernando Abreu
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Gerânios
Como um jardim de gerânios.
E não sei bem por que aqui falo e inicio logo, com pressa, antes que me perca
na linha fina de pensamentos e com tamanha sede anoto preciso o nome, gerânios,
como algo conhecido, como amigas flores que me recordasse muito bem.
Seguindo então,
repito, como um jardim de gerânios desfolhastes minhas ultimas pétalas coloridas.
Talvez meio
amargo, mas profundo, se anotares bem. Desfolhastes. Sim, despedaçastes minhas
ultimas alegrias virulentas e qualquer carinho que eu poderia ter por esses
teus sorrisos amigáveis que me gesticulavas na ponta dos lábios e que vezes ou
outras colavas nos meus.
Tudo bem eu acho.
Ta tudo bem na verdade.
Essas coisas meio
brutas acontecem, e quando acontecem mesmo que deixem a gente de uma tamanha
vontade de gritar, ora nos deixam calmos, sabendo então que foi melhor entender que não estavas aqui para me pegar no colo em uma noite fria, com meu coração
machucado, para me salvar de um incêndio, para curar minhas dores, repartir
minhas alegrias. Foi bom saber que simplesmente estavas, mas quando distraído por
qualquer outra coisa mais bonita, faiscante, peixe nadando em nuvens, balas
coloridas, desenhos animados nas matines, coisas assim, sumistes.
Parece tão blasé
falar pontilhado, como um segredo que eu registro mas com medo de alguém
entender detalhes.
Os detalhes que
escondo são simples, não me envergonho: Abri a porta, de deixei ir embora e
fostes, pisando firme sobre o jardim de gerânios, pisoteando todas as pétalas,
os ramos, esbugalhando os miolos, pisastes. Morrendo os gerânios, te vi ir
embora com a vida feita, arrumada, os gerânios mortos, debulhados, frágeis. Fiquei
olhando aquela cena por um tempo, foi tão rápido.
Agora nem sei por
que registro, faz um tempo. Aconteceu sem aviso, nem eu percebi, tomo nota
agora enquanto penso sobre.
A cena dos gerânios
morrendo, você os pisoteado, você com seu topete pra cima, a vida firme, as
coisas prontas, as roupas limpas, ficou na retina. E me doem a morte dos gerânios,
ainda. Você sabe, claro, gerânios são uma espécie muito linda de uma flor
vivente, precisam de cuidado, como qualquer coisa viva, e assim que você não
cuida, quando se leva a mão em gesto brusco, morrem.
Morreram.
Annabel Laurino.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
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