“Confesso que ando muito cansado, sabe? Mas um cansaço diferente. Um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem.”
Abri meus braços esperando que ele viesse
Ele porém, não veio
E o sol cingiu no céu um brilho luzidio de ouro puro
E o mar rugiu de ondas cristalinas
Que bordaram nos seus cílios negros
Na ponta de seus lábios havia a espera
E meus braços quentes, bonitos como os de Capitu
Esperaram
Sem ele chegar
Eu quero, certo? [...]
Não sei se devo, também não sei se posso, se é permitido. Sei lá, acho que
também não sei o que édever oupoder, mas agora estou sabendo de um jeito muito claro
o que é precisar. Certo?E quando a gente precisa, não importa que seja
proibido. Querer?Sim, eu quero.
Caio Fernando Abreu (adaptado in Morangos Mofados)
“Se fosse solidão, não teria ninguém por perto. Não é solidão, é só a falta de alguém que me tire desse estado de indiferença, de invisibilidade e de tédio eterno.”
- O que é que você quer? Ele sorriu. Estendeu as mãos, tocou-a também.
Vontade de pedir silêncio. Porque não seria necessária mais nenhuma palavra um
segundo antes ou depois de dizerem ao mesmo tempo: - Quero ficar com você.