Tati Bernardi
segunda-feira, 7 de maio de 2012
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"Eu quero tudo fora, tudo fora. Eu quero eu fora. Eu quero ir pra fora de onde está tão devastado e de onde eu tinha pintado tudo de azul pra te ver sentado bem no centro."
domingo, 6 de maio de 2012
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Você não pode se perder menina, você tem que excitar de toda sua força, de toda essa sua coisa mágica que você chama de determinação e que até mesmo muita gente sente uma pontinha de inveja. Você não pode se deixar tocar, você é quem tem que tocar, agarrar, morder, segurar com unhas e dentes. O mundo. O seu mundo. Os seus sonhos. Não deixar eles escaparem de suas mãos.
Está vendo aquela porta ali? Então, vá até ela. Abra a porta e entre. Entre, vamos, sem medo. Vá logo, o tempo é como um filhote de leão faminto rugindo com seu estomago devorador. Não há o que esperar. Corra, ande, viva. Não se perca. Não se perca.
Está vendo aquela porta ali? Então, vá até ela. Abra a porta e entre. Entre, vamos, sem medo. Vá logo, o tempo é como um filhote de leão faminto rugindo com seu estomago devorador. Não há o que esperar. Corra, ande, viva. Não se perca. Não se perca.
Annabel Laurino.
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ALGUMA
COISA EXPLODIU, PARTIDA EM CACOS. A PARTIR DE ENTÃO, TUDO FICOU AINDA MAIS
COMPLICADO. E MAIS REAL.
(Caio Fernando Abreu - Transformações. In: Morangos Mofados)
sexta-feira, 4 de maio de 2012
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“É você quem sorri,
morde o lábio, fala grosso, conta histórias, me tira do sério, faz ares de
palhaço, pinta segredos e iluminou minha vida nos últimos dias.”
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Passarinho Aprisionado
As vezes eu paro e olho para você. Te vejo vindo naquele passo tão reconhecido no fundo do meu cérebro e mesmo de tão longe, lá do outro lado da outra rua, muito distante, eu te reconheço caminhar. Como não reconheceria? Depois de tanto tempo... Sinto uma saudade lancinante. Não é nostalgia, do tipo de saudade que se sente de coisas que foram e não voltam mais. É uma saudade de te ter por perto, de saber como anda a sua vida, arrumadinha como sempre? O que você tem feito? Você ainda lembra de mim? Quando chove, ou quando tem café meu rosto lhe paira na mente?
Vontade de estar nos seus braços e sentir aquele cheiro tão familiar e gostoso, aquela sensação de paz tão boa creditada as boas risadas antigas que agora foram substituídas por olhares hostis que me entregas mansamente. Não há o que eu possa fazer de verdade. Mas sinto uma terrível falta da sua amizade, do seu rosto presente ao meu lado todos os dias. Sinto saudade de você e é estranho, sinto que essa saudade não pode ser suprida.
Fico quietinha no meu canto, o vento sobre as arvores fustiga as folhas e logo golpeia meu rosto, vento frio de outono. Você atravessa a rua e me olha, fingindo não ver. Faço o mesmo. O coração como um passarinho preso na gaiola debatendo-se triste... Cheio de saudade, louco para se libertar.
Annabel Laurino
Vontade de estar nos seus braços e sentir aquele cheiro tão familiar e gostoso, aquela sensação de paz tão boa creditada as boas risadas antigas que agora foram substituídas por olhares hostis que me entregas mansamente. Não há o que eu possa fazer de verdade. Mas sinto uma terrível falta da sua amizade, do seu rosto presente ao meu lado todos os dias. Sinto saudade de você e é estranho, sinto que essa saudade não pode ser suprida.
Fico quietinha no meu canto, o vento sobre as arvores fustiga as folhas e logo golpeia meu rosto, vento frio de outono. Você atravessa a rua e me olha, fingindo não ver. Faço o mesmo. O coração como um passarinho preso na gaiola debatendo-se triste... Cheio de saudade, louco para se libertar.
Annabel Laurino
quarta-feira, 2 de maio de 2012
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Na certeza súbita no meio da fala, agucei os ouvidos.
Na certeza súbita que vinha devagarzinho como um mártir rastejante, com sua enorme cauda branca esvoaçando pelas escadas, como uma serpente branca.
Subitamente sabendo, franca, quase nua, tão pura na verdade intangível.
Nada seria recuperável jamais.
Nada tão substituível assim a ponto de esquecer.
Substituir tão difícil quanto querer esquecer e mesmo assim lembrar.
Substituir.
Nem nada, nem ninguém, nem coisa alguma.
Never. Não da.
Annabel Laurino.
Na certeza súbita que vinha devagarzinho como um mártir rastejante, com sua enorme cauda branca esvoaçando pelas escadas, como uma serpente branca.
Subitamente sabendo, franca, quase nua, tão pura na verdade intangível.
Nada seria recuperável jamais.
Nada tão substituível assim a ponto de esquecer.
Substituir tão difícil quanto querer esquecer e mesmo assim lembrar.
Substituir.
Nem nada, nem ninguém, nem coisa alguma.
Never. Não da.
Annabel Laurino.
sábado, 28 de abril de 2012
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Frágil
– você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o
protejam, para que sintam sua falta. [...] Você se comove com o que não acontece,
você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos
poucos começa a passar.
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
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“Seja como
for, continuo gostando muito de você - da mesma forma -, você está quase sempre
perto de mim, quase sempre presente em memórias, lembranças, histórias que
conto às vezes. Saudade…”
(Caio Fernando Abreu)
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