Não é fácil, prosseguir apagando da memória
Tudo aquilo que fez a nossa história
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
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Mas, não é nessa coisa de evitar que se acaba escapulindo a verdade? Quer dizer, quando se diz assim, em evitar, se diz então que exite algo. Algo, vivo, firme, perigoso. Aquele tipo de coisa que muitas vezes pode tanto nos fazer bem como nos destruir, entende? O tipo de coisa que vai crescendo como uma massa de bolo ao forno até que foge do controle e então explode, colocando muitas coisas em risco.
O que eu quero dizer, é só para ver se entendo. É, sabe, essa mais nova loucura de ter que reprimir sentimentos, evitar situações e... Mudar. O meu jeito, o jeito da gente ser. Fica aquilo tão retido. Não acha? E sempre quando eu penso nisso, penso em quão bobo pode ser, dizer: "vamos evitar", quando explicitamente, ao mesmo tempo se diz, "vamos fingir que nada acontece dentro da gente. Vamos deixar morrer.".
O que eu quero dizer, é só para ver se entendo. É, sabe, essa mais nova loucura de ter que reprimir sentimentos, evitar situações e... Mudar. O meu jeito, o jeito da gente ser. Fica aquilo tão retido. Não acha? E sempre quando eu penso nisso, penso em quão bobo pode ser, dizer: "vamos evitar", quando explicitamente, ao mesmo tempo se diz, "vamos fingir que nada acontece dentro da gente. Vamos deixar morrer.".
Annabel Laurino.
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Eu não tenho medo. Não tenho medo de nada. Quanto mais eu sofro, mais eu amo. O perigo só fará crescer o meu amor. Ele o afiará, perdoará o preconceito. Serei o único anjo de que precisa. Você deixará a vida ainda mais bonita de quando entrou. O céu a levará de volta, olhará para você e dirá: "Somente uma coisa pode nos completar. E esta coisa é o amor."
(O Leitor)
(O Leitor)
sábado, 7 de janeiro de 2012
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Já pensou que louco. Eu aqui pensando em você, e de repente
o telefone toca. E como se descobrisse o meu silêncio transpassado no teu nome.
Me ligando.
bblaurino.
Com pessoas, essa
forma de criação mais imperfeita que Deus colocou sobre a Terra, tenho deixado
pra lá. Minha energia é para o texto, as plantas, os passarinhos que alimento
com sementes de girassol. A minha autocura no braço, na raça, na solidão que
ninguém compreende, e por isso mesmo não dói. Me dóem as feridas físicas, as
queimaduras de nitrogênio líquido pelo corpo. Tenho visto anjos, sab’s?
E as fadas também
existem, baby.
(Caio Fernando Abreu.
Carta a Jacqueline Cantore)
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Assim olhando, de repente você se percebe tão quieto que tem vontade de fazer alguma coisa. Qualquer coisa dessas cotidianas, anônimas, acender um cigarro, ligar o rádio, quem sabe abrir a vidraça atrás da qual você está parado. Mas não faz nada. Você prefere não fazer nada. Permanece assim: parado, calado, quieto, sozinho. Na janela, olhando para fora.
(Caio Fernando Abreu)
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"Nos últimos tempos, me baixou uma humildade, criatura, dei
para cozinhar, fazer faxina. Saio quase nada, vejo quase ninguém. Uma vida pra
dentro, numa cidade indiferente."
(Caio Fernando Abreu)
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