segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

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 Você ficava ali sentada, esperando, como se alguma coisa, ou alguém, pudesse te salvar.
   E a resposta, nítida de mais para pronunciar acima do grito de necessidade.
   Nada de mais. Tudo muito frágil e febril.


bebellaurino.



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"Detesto tudo, perdi o contato com as pessoas, fico vivendo uma vida toda pra dentro, lendo, escrevendo, ouvindo música o tempo todo."

CaioF.

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Sentia-se pequenina, só, perdida dentro do cobertor, aquele tremor que não era frio nem medo: uma tristeza fininha como as agulhas cravadas na perna dormente, vontade de encostar a cabeça no ombro de alguém que contasse baixinho uma história qualquer.

Caio Fernando Abreu






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  Algum outro corpo, algum outro lugar. Alguma outra história, algum outro caminho...
   Mas não da. Não é permitido. E escrevo. E invento histórias.

bebellaurino. 



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"Foi um dia memorável, pois operou grandes mudanças em mim. Mas isso se dá com qualquer vida. Imagine um dia especial na sua vida e pense como teria sido seu percusso sem ele. Faça uma pausa, você que esta lendo, e pense na grande corrente de ferro, de ouro, de espinhos ou flores que jamais o teria prendido não fosse o encadeamento do primeiro elo em um dia memorável."

Charles Dickens, Grandes Esperanças 

sábado, 17 de dezembro de 2011

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  Sabe, tudo que eu queria no momento era um xícara de café bem quente. Queria estar sentada em um cama aconchegante de várias almofadas brancas e genuínas, macias e fofas, meu corpo afundaria no menor toque de encosto á elas. Depois eu desejaria que uma bandeja de biscoitos macios e quentinhos estivessem servidos á minha frente. Haveria alguém do lado, e esse alguém descansaria o braço sobre o meu corpo, passaria gentilmente a mão sobre meus cabelos e diria mansamente que tudo iria ficar bem, que tudo isso era só uma madrugada tempestuosa e confusa, que o tempo logo logo irá se estabilizar, que eu vou conseguir sair dessa, que tudo vai ficar certo outra vez. Esse alguém contaria-me uma história, beijaria meu rosto, me faria crer nas suas longas promessas de que o amanhã seria melhor, e me colocaria para dormir  nos seus braços. E eu dormiria, acreditando que tudo ia ficar bem. E o medo iria se dissipar aos poucos, e a vontade de chorar também, e se mesmo a vontade de chorar insistisse eu saberia que mãos quentes logo as secariam do meu rosto. Tudo iria ficar bem.
   É, eu desejo ardentemente tudo isso.

Annabel Laurino.

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    As vezes, numa confusão de cores, sons, rostos diferentes, transloucados de momentos e transições de assuntos, as coisas simplesmente parecem zumbir numa sinfonia alucinada que não se encaixa em som algum, é simplesmente um zumbido enlouquecedor, que toca naqueles dias insanos que você sempre se arrepende de ter saído da cama.
    To tentando ser forte e ver a fundo tudo isso. Toda vez que olho pro fim do buraco em que me enfiei vejo que cheguei até aqui sozinha. Por que fui suficiente burra para ter chegado até aqui. Concluo sempre, em meio a fios de pensamentos como esses, que posso ser tão burra para permanecer.
   Ou tão mais forte e conseguir sair, já que pude chegar até aqui, deve ter alguma forma de sair.
   Me agarro enlouquecida nos últimos fios de esperanças, marcho como se saísse para a guerra e dou urros de bravura, visto á armadura pendurada no canto esquerdo da porta, peço a Deus para que me proteja, penso que não está certo, que não vai ficar assim, e me convenço de que esse talvez possa ser o grande desafio de todos, e ótimo, eu adoro desafios. Vamos lá!

Bebellaurino.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

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"Realmente, não adiantava tentar esquecer. Na verdade, tentar esquecer é quase o mesmo que lembrar. Mas tentei mesmo assim, e também tentei ignorar o fato de que me lembrava de você o tempo todo."


     (Amanhã Você Vai entender - Rebecca Stead)

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I'd still miss you, baby


(aerosmith)

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Alguns momentos você para e se pergunta: Céus, eu posso confiar em quem?
   E a resposta quase sempre tão contraditória.


bebellaurino.