quarta-feira, 5 de outubro de 2011

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Me veja indo embora com cada parte sua. 


Rolling in the deep - Adele

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Pode até não ter dado certo. Foi melhor, talvez. Mas eu tentei.




                                   "Acho que fiz tudo do jeito melhor, meio torto, talvez, mas tenho tentado da maneira mais bonita que sei."
Caio Fernando de Abreu



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mas que seja leve, seja livre e seja ao todo. Ao todo você!

annabellaurino

terça-feira, 4 de outubro de 2011

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Ele dizia que a amava. Mas era só uma coisa a se dizer, como se dissesse vagamente : "Eu gosto do seu cabelo" ou "como você é legal". Por isso ela nunca acreditava. Afinal, não era da forma como ela esperava que fosse. Não, nada de rosas e nem musicas e nem nada meloso do tipo. Era só uma certa... Ardência profunda no tom de voz, uma sinceridade candente. Do tipo olhar dentro nos olhos e dizer "Como eu amo você".


Annabel Laurino.

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 Aliás eu recebi muitos e-mails essa semana, e repondendo a pergunta do Sr. Fr3234 - Sim, eu sou de escorpião e não eu não sou louca e nem metida e muito menos fútil. Obrigada.


E pra quem quiser me mandar e-mails com sugestões ou sei lá, me dizer o quanto sou mimada e fútil, fique a vontade: annabellaurinol@hotmail.com


xx :)

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Ausência física, ausência da voz e do cheiro, das risadas e do piscar de olhos, saudade da amizade que ficará na lembrança e em algumas fotos.

Martha Medeiros

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Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda


Pitty.



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ela mesma.


    E todo dia quando acordava ela se lembrava daquele gosto bom de café, apalpava o corpo com as mãos de unhas tingidas de preto e depois bagunçava o cabelo adornado de mechas loiras e brancas. Era uma incógnita ambulante. Uma parafernália gritante e profundamente confusa que poucos sabiam manejar. Ela se estendia, se espreguiçava, colava e partia, sem dar a menor explicação para ninguém. Nem ela mesma se entendia. Nunca soube ser bonita, charmosa, se achar gostosa ou dar uma de esperta, nunca soube ser nerd, esquisita, ou metida. Mimada, até podia ser. Sabia que era. Mas preferia dizer que não era mimada, simplesmente era persistente, corria atrás do que queria por que sabia o que queria. Quando sabia. Geralmente nunca sabia, mas nas poucas vezes, era uma total guerreira. Retirava as adagas, levantava bandeiras, inventava urros de guerra e saia para a peleja. Ela era estranha, louca ou anormal. Algo do tipo. As pessoas nunca a entendiam, ela amava errado, gostava das coisas mais esquisitas. Como dias de chuvas, sair na chuva, molhar o cabelo, folhas secas, frio, ventos fortes, carros antigos, meias, livros, e tirar fotos sem nexo. Escrever poesias, falar com cachorros, brincar com crianças, fazer listas de afazeres, cheirar livros, segundas-feiras, escutar música, jogar jogos, amar, beijar... Era uma total... Total ela mesma. E até então, todos os dias que acordava, mesmo sabendo que ninguém a compreendia, e nem compreenderia, a única coisa que lhe servia e que desejava ardentemente era uma boa e deliciosa xícara de café, daquelas com o café forte, cheiroso e fervente. Ela se servia muito bem de só isso. Por que lhe bastava começar o dia assim, sendo ela mesma.


Annabel Laurino.

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Daí você vem, e vem com tudo. Com seu afeto, seu carinho, seu perdão, seu amor, sua saudade. Como todas as coisas que me faltavam por aqui. Sem malicia. Você me liga e escuta tudo, silenciosamente, do outro lado da linha sinto-o presente, e de repente você fala, tudo que eu precisava ouvir. E você vem. Com toda disposição. Me diz que me ama, que sente minha falta, que cuida de mim, me pede uma chance, me diz pra esquecer aquele alguém, pra tentar de novo, pra ser de novo o que éramos antes. Você vem e me alcança, sem medidas, sem choros, sem partidas, você vem e me acerta com um jorro de duvidas e afirma um futuro certo, me dispõe do que eu quiser, por que você me quer. Me quer agora, me quer de qualquer jeito. E não liga se eu sofro todas as noites por outra pessoa que não é você. Você me quer e quer assim, da forma como eu sou, perdida, incerta e profundamente confusa. E tudo por que você acredita em mim.




Annabel Laurino.