Num sussurro baixo, tímido. Em uma voz calma, tranqüila, e mesmo assim, soante . Eu lhe convido a sentar no espaço vazio ao meu lado.
Vem.
Caminhe até a mim.
Sente-se comigo, inspire o ar. Não há pressa. Não há dor.
Você pode pegar minha mão se quiser, deixar eu ver seu sorriso terno esboçar para mim. Você pode dizer o quanto o dia é lindo, o quanto o sol é bonito e o quanto o silêncio é valioso.
Sem dor.
Sem medo.
Eu vou contar uma história pra você, pequena e rápida. De uma certa vez. De algo que eu vi, que eu senti. Quatro letras, duas vogais, três consoantes. Vou lhe explicar, lhe conduzir pelo caminho dos sentimentos. Cada um que eu conheci. Meus pensamentos. Os mais difíceis de traduzir.
Você não pode ter pressa pra ir embora amor.
Calma, lembra?
Então eu vou deixar você me olhar. Não ver. Olhar. Como eu realmente sou. Sem aquele sorriso educado que coloco no rosto todo dia. Sem aquela face infantil de quem pensa muito e pouco fala. Como eu sou. Realmente.
Vou deixar você temperar o dia. Com um toque de beijo, de malicia.
E novamente, calma.
É como pegar uma peça rara, muito rara. De cristal fino, com um toque a mais e no mínimo de cuidado se quebrará.
Então eu vou ouvir. Atentamente tudo que você tem pra dizer.
Onde você esteve, o que você procura aqui. Conte-me amor. Conte-me tudo, todos seus sonhos, desejos e ambições. Seus medos, suas dores.
Certa vez á muito tempo, recordo-me de ter dito para alguém
– que agora eu não lembro bem pra quem – que dias chuvosos estragam nossos
planos. Além de serem feios, céu cinza, nuvens carregadas e tudo, completamente
tudo encharcado e tomado por poças compridas e lamacentas. Talvez, só talvez,
eu estivesse enganada.
Hoje quando abri as
janelas, eu vi a chuva. O céu cinza, as nuvens, a paisagem encharcada. E eu
suspirei. Não era bem o tempo em que havia planejado, não em um dia planejado.
Eu queria sol. Muito sol. Calor e um céu lindo. Mas choveu o dia todo.
E sabem, eu poderia
bem ter feito cara feia, ter falado mal do tempo, do dia, da chuva, do céu e do
frio que estavam fazendo. Mas tudo que eu consegui pensar foi: “que a chuva
lave.”
É isso que dizem os antigos. Que a chuva lava, que ela é um
bom presságio. A chuva tem o bom consentimento de purificar, levar as más
noticias, o passado, banhar e inundar de boas novas o que se tem por vir.
Parece bobagem,
talvez só mais uma história mística que os avós costumavam contar para agente.
Mas sendo assim ou não, tudo que eu resolvi acreditar hoje, foi que a chuva
realmente levou e lavou tudo. Completamente tudo que ainda se prendia em mim. Os maus sentimentos,
as velhas interrogações.
E justo hoje, em um
dia tão chuvoso, eu me permiti sorrir. Não que não sorrisse antes. Mas eu sorri
pra chuva, pro dia. O dia inteiro.
São coisas loucas e
minúsculas que as vezes chamam nossa atenção como o amarelo bifurcado no meio
do branco em luz. São
coisas assim, capazes de lhe chamar a atenção em meio a tantas outras coisas.
O que podia ser um dia tão comum, tão chuvoso, tão sem cor.
Tingiu-se muito bem em cores, em beijos, em sorrisos.
Nessa certa vez,
depois de tempo, - quanto já não me recordo mais – alguém sorriu pra mim, não
como qualquer outro sorriso. Como quando se sorri normal. Eu prefiro guardar
como um sorriso doce, cor de lilás, mas gostoso e macio como o chocolate, quando
você mastiga lentamente e em uma sensação tão boa lhe faz fechar os olhos. Foi um sorriso, de certo alguém, em certa vez, que eu me recordo muito bem.
Escrever, escrever e escrever. Nada sai como eu quero, nada tinge o papel como esperado. As palavras entalam na garganta como bolas de letras irreconhecíveis incapazes de que eu possa traduzir. Eu quero gritar. Jorrar os montes de palavras fora. Quero soprar os pesos. As angustias. Eu grito. Grito. Ninguém ouve. E quem mesmo gostaria de ouvir?
Se eu for contar quantas vezes vi a chuva passar bem ao meu lado eu me perderia. Mas, tudo bem. Valeu a pena pensar que eu fiquei bem perto de ir embora. Valeu a pena, eu poderia ter esquecido que você existia em um piscar de olhos. Mas veja eu sou uma garota bonita e sabe eu gosto de você! Por que? Eu sei lá! Talvez seja aquele seu jeito de... Bem você sabe. Mas pensando bem, não é tão bem assim se comparado ao seu jeito de... Bem você sabe. E eu fico pensando que se um dia o céu estiver escuro, bem escuro e lá, bem de lá do fundo uma luz brilhar, não será de seus olhos. Será do clarão iminente de que enfim chegou a hora de eu te esquecer. Não será no céu azul. Nem no sol celestial. Querido falta pouco, lembre-se eu sou uma garota muito bonita, entende. Não da pra ficar só no seu jeito de... Bem você sabe.
Encha meu copo até a borda e transborde. Encha amor, encha do seu amor. Faça transbordar a cor escarlate que sua alma me doa, me enche. Sim, escarlate. Encha até a borda e transborde. Deixe escorrer por todos os cantos do quarto, deixe o cheiro doce se espalhar. Logo molhe meus lábios, umedeça-os do seu amor. É, seu amor. Faça com que fervilhe, e aqueça. Deixe todo frio escapar como vapor quente de uma chaleira. Vamos! Sim, vamos transbordar de amor. Chupe meus dedos que deixaram-se passar no amor, o amor transbordante ao chão. "Ah que pena", disseram os anjos. Fizemos muito mais do que desejado. Nem se quer justificamos aos céus, apenas cantamos e dançamos na grande poça escarlate e terna de amor que emanava em nós. Em nós dois amor.
Talvez eu só precise dormir, sentir o doce cheiro de
amaciante das minhas cobertas, misturado o cheiro gostoso de pitangas de sais
de banho que se entranham nas roupas de cama assim que me deito após o banho,
acompanhado do perfume cheiroso de “Jadore- Dior”. Talvez eu só precise esticar
o corpo por sobre o colchão macio, sentir os músculos do corpo flexionarem-se e
repuxarem, sentir de leve a cabeça flutuar sobre o travesseiro, e não
programado, mas sutilmente o leve escuro tomar conta das minhas pálpebras
cansadas e cheias de luz, para que docemente ele chegue, pouse sua mão sobre a
minha e me leve para um lugar onde, Química não existe, nem academias, nem
temporais, nem você.
5,843 dias, são no total 16 anos de vida. Da minha vida. E
nesses anos inteiros eu vivi, constantemente, vivamente, profundamente no total
de 504,851,820 segundos, 8,414,197 minutos, 140,126 horas, 834 semanas e 191 meses.
Um pouco digamos
assim, doido de contar.
Mas relativamente, vivi como sempre poderia ter desejado
viver esses meus completos anos de vida.
É tão inebriante e maravilhosamente poder olhar para trás e
poder ver o quanto tudo, valeu a pena. E quando me refiro ao tudo, digo as
pessoas pelas quais depositei confianças, as amizades que fiz, os namoros em
que comecei, as amigas de infância que sempre estiveram ao meu lado, ás horas
gastando jogada em um sofá devorando livros, as tardes de pijama descabelada
escrevendo alucinantemente meus contos e livros, os momentos insanos de
rebeldia, as loucuras sensacionais das descobertas, os abraços chorosos com a
família, o carinho, o amor, aquela sensação de lar. O meu lar.
O mundo tornou-se aos poucos uma selva irreconhecível, mas
estranhamente familiar para mim, tornou-se o lugar onde por algum motivo eu
tive que aprender a ficar, a conviver, sobreviver.
Nesse tempo inteiro
errei diversas e inúmeras vezes, e me redimi aos meus erros. Busquei em alguns
- por que não todos, confesso - uma maneira de aprender. E aprendi. Ainda
aprendo. Aprendo não com o tempo, nem com os incontáveis anos, meses, semanas,
horas e segundos que se passam. Mas, com as pessoas que como uma linda benção
entram na minha vida, e sempre por algum motivo. Alguma forma de aprendizagem.
Dificilmente eu
deixei de aprender com alguém que se tornou meu amigo, conhecido ou até mesmo
aquela mulher da loja de sapatos em uma conversa rápida de cinco minutos, até
mesmo ela fora capaz de me cativar.
Em um segundo qualquer, disperso e rápido como o reflexo da
luz eu pude ver o sol todos os dias, as estrelas, as nuvens, a noite. O
inverno, outono, primavera e verão. Pude ser cortejada pelo ar, pelo mar, pela
brisa macia, pelo sol, pela terra. Pelos céus. Por Deus. Cujo nesse tempo me
guiou por inúmeros sentimentos, momentos e diversas coisas pelas quais aprendi
a lidar. Fora ele, o pai, o real e verdadeiro a quem sempre confiei, e que
sempre há de me amar. E me ama, pois vivo, e vivo em seu nome. Seu amor.
Se por tanto tempo
caminhei, por tanto tempo conheci e desconheci de histórias, amizades, brigas e
inimizades. Conheci algo do mais próximo da magia, daquilo que é o mais próximo
e ao mesmo tempo distante de nós. Algo especial. Surreal. Inebriante. O amor.
Amei em todos os
segundos de vida pelos quais respirei. Amo meus pais como nunca seria capaz de
amar qualquer outra pessoa no mundo. São eles minha rocha. Meu sustento, a base
de meu pedestal. Os meus dois pilares de força, amor, carinho e confiança. E
com eles trilhei passagens que me ensinaram em como levar a vida. Meus pais,
pessoas tão diferentes cuja quais aprendi um pouco de cada um, e trago comigo.
E estes ensinaram-me
certa vez, sem palavras, sem sussurros, apenas no simples gesto, que o amor
supera tudo, o amor não tem limites, não possui tempo, não possui causa, nem
motivos, é tão fácil como respirar, mas tão forte que dói o fundo de nossa
alma, nos alegra como uma canção cantada dos céus como também nos mata com um
arrebate de nós mesmos, não mata no sangue, mas destrói gradativamente os
pedaços da essência. É como um lindo fruto proibido, nem tão proibido assim,
basta a primeira mordida e tudo acontece de então. Não há saída, esquecimentos
ou vazios de lembrança. É como ser marcado, como encontrar a outra parte de si.
Ninguém nos conta, não se há duvidas, nem controvérsias; simplesmente, por
algum motivo mágico, você sabe que está amando. E eu amo. E pude como um
maravilhoso presente dos céus entender o amor.
Por experiência
talvez, ou pelos meus próprios pais. Mas o melhor de tudo vem além do ato de
amar. É quando você descobre que mesmo que você morra, mesmo que tudo
desfaleça, desmereça, e que tudo acabe então, o amor, aquele que é toda a parte
de si, este nunca acaba, pois ele é a razão pela qual lhe faz olhar para si
mesmo e se sentir viva, mesmo em dor.
Gosto bem, de poder
fazer um pequeno - mas, carinhoso e de coração- agradecimento aqueles que em
dezesseis anos de minha vida, estiveram comigo. Pai, mãe, eu amo vocês. Muito
mais do que vocês possam imaginar. Muito mais do que eu própria possa imaginar.
Vocês são meus pilares, minha terra, e meu ar. A vocês, eu devo o que sou. Nunca
se esqueçam mesmo que o céu esteja azul escuro, sem estrelas, não quer dizer
que elas não estejam lá, apenas não podemos ver por que nossos olhos humanos não
alcançam, mas o coração, este vê muito mais do que aquilo que imaginamos.
E claro, é um bando
de amigos sem fim. Amigas, claro, e essas nem sei dizer como eu amo. A primeira
lembro bem á onze anos atrás quando lhe conheci, tão fofa, tão meiga, e hoje
mesmo que não tão fluente, ainda faz parte de mim. Obrigada por me ensinar que
nem tudo é perfeito e que amigas de verdade existem sim! Rita eu também amo você!
E claro a segunda, a
baixinha que faz meu coração parar, a mulata de cabelos longos que adooora me
fascina... HAHA. Onze anos também, e ainda me lembro daquelas trancinhas! Minha
Amanda, fostes tu que me fizestes ver o grande tamanho de meus erros, sem nem
mesmo pronunciar palavras. E és tu um exemplo, de filha, amiga e irmã. Pra sempre
eu te amo!
GENTE! Não da pra
dizer obrigado a todos! Mas, mesmo assim valeu por que em geral ninguém é menos
ou mais especial. São todos os poderosos conquistadores da minha vida e que eu
levo comigo pra sempre. E, claro, eu amo muiiito vocês!
Beijos da Bel e los vivos dieciséis años y mucho más por venir!
Oh não, não falo de fantasmas aprisionados de histórias de
terror conhecidas corriqueiramente por ai.
Os fantasmas de que falo, são muito mais aterrorizantes e
muito mais perseguidores; Os fantasmas do passado.
Tenho uma porção deles.
Mas em especial, aquele que guardo em uma caixa forrada
restritamente guardada no fundo do meu próprio sub consciente, é tudo aquilo
que um dia eu não tive a metade de coragem de fazer. Não, não falar. Fazer.
Falar é muito fácil, como soprar e assoprar.
Falei muito, expliquei muito. Expliquei a mim mesma para mim
própria, e refiz assim para todos a minha volta. Uma perca de tempo total, por
si só.
Perdi o tempo a cada
letra que derramava meus lábios, a cada arfada pulsante que se soltava em uma
só palavra era um pequenino segundo em que poderia estar cometendo o ato
daquilo que eu mesma proclamava.
Mas, nem tão fácil se torna o ato de realizar. É muito mais
difícil, tanto quanto se calar.
Eu muito precisava correr, mas permaneci-me constante no
mesmo lugar.
Eu muito precisava desprender-me mas muito acorrentei-me
ainda mais.
E muito mais do que precisava era e sempre foi relativo a um
só ser. Aquilo que perdi facilmente como um pingo que despenca rápido e
disperso.
Se esse ser, ser este que ainda guardo tão bem em meu
coração, tivesse a idéia do quanto seria eu capaz de buscá-lo em qualquer parte
do mundo, o quanto faria para respirar o seu mesmo ar, ar este que se toma meu
e seu. Se ele soubesse...
Ser meu, que não é
mais meu a muito tempo. Mas, sempre será em minha memória.
É ele que meche com todas as cartas que eu coloco
inocentemente, é ele que gira facilmente meus planos de cabeça para baixo, que
sacode meu mundo e que facilmente o constrói e destrói em um piscar. Piscar
esse que me apaixonei. Sem saber que apaixonava-me.
E se esse ser
acreditasse. Se pelo menos tivesse em seu coração o terço da dor, da fisgada
funda que sinto quando meus olhos retém-se aos seus. Se pelo menos esse ser
cujo qual eu muito falei, expliquei, e talvez, só talvez, pouco agi; Tivesse
idéia do quanto o amo.
Talvez mesmo assim partisse.
E eu já estou tão acostumada em o ver partir, quanto em o
ver chegar. E a dor torna-se quase, apenas quase, amigável, uma conhecida eu
diria.
Este ser não é um
fantasma do meu passado. São apenas os meus sentimentos que me ligam a ele que
me fazem por instantes dispersos e abruptos relembrar o distante que nem foi
tão distante assim. O quanto expliquei, falei, e chorei. Pouco, muito pouco
mostrei.
Se eu pudesse, se
realmente uma pequena chance me fosse concedida, um pedido apenas eu faria.
Este que vos falo,
se por um pequeno acaso do acaso vir de ler o que vos escrevo, saberá tão por
imediato que minhas pequeninas frases de dor e amor lhe caem muito bem. Tão bem
que lhe vestem perfeitamente, e agradecida sou, por existir e por lhe amar,
mesmo que me doa, que me desfaleça, mesmo que não acredites, mesmo que ninguém
mais me ouça. O amor é assim mesmo, não precisa de razão para existir, ele simplesmente
existe. Com ou sem seus fantasmas, com ou sem passado, nunca deixa de brilhar.
Iluminar. Cortar. Ferir.
Eu vejo o sonho. O embaçado ofuscante do irreal. Eu sinto o
cheiro da terra, da terra macia e molhada, do orvalho, da grama verdejante
cobrindo o campo vasto. Eu sinto o escuro. A noite fria que se decorre por todo
o espaço aberto. Eu vejo a lua, brilhante grande e solitária. Sozinha, parada,
pequena e frágil, eu, eu mesma sozinha.
Mas ainda assim eu
posso sentir, o cheiro do amor próximo. Ah ele esta próximo. Um cheiro doce,
mas não tão doce, é mais como um doce misturado ao amargo. Um amargo bom, da essência
da vida. O natural de tudo.
Eu posso sentir, mas
não posso ver. Eu posso prever mas não posso saber. Não tenho certeza, mas
minha alma canta tão alto que é possível dedilhar a face da verdade que aos
poucos como pequenas e afastadas notas de uma musica ao fundo se aproximam de
meus ouvidos, quase como um sussurro baixo que se eleva lentamente á uma fala
normal, a uma canção normal. Celestial, eu diria. É como perceber que uma
estação esta próxima, mas não poder vê-la ainda, na verdade, você não pode ao
todo ver, você pode apenas sentir. Como no inverno. Sentir as folhas secas
caírem lentamente das copas das arvores, ver a grama macia e verde se tornar
aos poucos desbotada, sentir o cheiro da terra cada vez mais forte, ver as
arvores aos poucos se despir do verde forte para um verde musgo borrifado de um
amarelado desbotado. Sentir o ar mudar, como um vento frio que eriça os pelos,
gela a pele.
Mas o amor não é
assim, tão mudo de cores. É mais pintado. É como a primavera. Como as flores
brotando, como os pássaros cantando, o mar se abrindo e o sol sorrindo. É como
uma transformação. É como se anunciasse o verão, o começo de um recomeço
qualquer, que não é tão qualquer assim.
Eu posso sentir lá
dentro de mim um chamado pequenino cantando e dançando, titubeando forte
anunciando a chegada do breve e novo amor. Onde esta eu não sei, sei apenas que
vem, lentamente, quase como uma pluma. Uma pluma grande e branca, linda e majestosa,
para pousar graciosamente em mim e então, o que era grácil torna-se
avassalador. Como uma grande explosão de cores ou um fleche de uma foto
ofuscante. É meio que assim.
"Ás vezes o destino parece cruel. Te separa da pessoa que você pensa
ser tudo na sua vida. Mas apesar de cruel, duvidoso e infeliz, ás vezes, o
destino não erra. Uma história pra ser quase perfeita precisa ter curvas. E o
relógio não pode soar sempre á meia-noite."