sábado, 17 de julho de 2010

Um dia de cada vez.

Disse Charles Chaplin, “Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.”


Plenitude, Pleno, cheio, completo, por inteiro.

Seria este o saber de todos que nos esquecemos?
Seria isto uns dos fatos em que deixamos para trás e, no entanto seria ele um complemento de então tudo se tornar completo?
Mas que tudo?


Acho que como muito aqui já pude dizer, meus poucos e míseros 15 anos de vida deixam, no entanto muito a desejar. Embora isso não impeça ninguém de ter algo á contar, embora isso também não me impeça de aprender. Aprendi um dia que me sou completa, até mesmo com os meus próprios erros, cujo quais aprendi lições das quais jamais esquecerei. Junto á elas sou encharcada de uma constante chuva de sentimentos profundos também, e um deles, talvez o mais contínuo de todos, seria a perda.
Ah sim, na maior parte do tempo eu perco algo. Perco pessoas, das quais logo que perdi percebi então que me eram essenciais. Perdi costumes que eu mesma achava que eram uma parte de mim, e logo que perdi percebi então que eram só mais uma mania boba. Perdi maneiras de ver as cosais, e pensamentos também. Perdi coisas, sinto falta delas também. Mas, ah quem diga que o materialismo não serve pra nada, talvez seja verdade, vai saber.
Mas junto á tantas perdas, eu aprendi um conjunto de coisas que me foram importantes. Não se pode ter tudo. Principalmente tudo de uma vez só. Ah isso é verdade. Acredite você ou não.
Bom, eu sempre fui um bocado idealista por se bem dizer. Pensar sempre foi algo que, no entanto se tornou meu hobby. Oras, não pense que pensar é uma coisa que todo ser humano faz, acredite á muitos que não pensam.
Então, eu pensei muito sobre os meus sonhos ultimamente. E devo dizer que são muitos. Mas isso também pouco importa. O que me peguei pensando foi à pressa continua em que os tenho á alcançar. O quanto ansiosa fico por tal dia, o quanto me pego pensando sobre o que será de amanhã.
Então pensei, por que pensar no amanhã?
O amanhã nem chegou. O amanhã nem amanheceu.
Seria isto então a plenitude? Esperar?
Talvez...
Talvez seja este um dos grandes problemas do homem, mesmo que sejam eles muitos. A pressa talvez seja a pior. Pressa de viver, pressa de sonhar, pressa de realizar, amar, correr, chegar, alcançar...
São tantas coisas, que nos perdemos em nosso próprio mundo, achando que ele gira em torno de nós. A nossa pressa exagerada de viver, de chegar á lugares distantes, de olhar e ver o prêmio da corrida. Seria isto então que nos faz desperceber coisas que seriam á nós muito mais eficazes do que um mero alcanço de “meta”?
Quem um dia ficou á observar o mar, o sol, os pássaros, o sorriso de pessoas á sua volta, o som do falar, a respiração, a luz do céu, as cores ilustradas em um fim de tarde...
Quem um dia se quer parou no fim de noite e pensou no quanto está completo de si? Provavelmente raramente. Talvez por que sempre queremos mais, mais um dia, mais uma meta, mais uma hora e então mais uma coisa á pensar...
Então seria isso, plenitude. Estar pleno, completo de si. De seus valores, de suas próprias reflexões.



Deixo á dica àqueles que raramente observam a cor de seus próprios olhos, reflitam mais, amem mais o que em si possuem, antes que assim percam.




Com carinho, Annabel Laurino.

Onde está você?

Onde está você meu caro anjo que não aqui para me amar? Onde está você, que não aqui para minhas lágrimas enxugar? E em um abraço cálido e reconfortante me aquecer?
Cadê você meu anjo, que não aqui para mim poder desfrutar da luz de sol que irradia de seus olhos?
Cadê você que não aqui, pegando a minha mão, me prometendo o céu e o paraíso?
Onde está você?
Eu já disse que lhe esperaria a eternidade, pelo menos enquanto fosse até o ultimo sopro de meu viver, até o ultimo batimento de meu frágil coração. Mas eu aguardarei.
Aguardarei o momento em que nossos olhos se encontraram e então será tudo.
Será a o sol ao longe brilhando após dias de chuvas. Será a razão de tudo, e o mais complexo motivo de todos de existir.
Mas eu esperarei.
Esperarei você para segurar minhas mãos e me beijar, pois será real.
Esperarei o dia em que escutarei o seu coração colidir forte junto ao meu.
Esperarei o dia de que nossos corpos estarem por sobre um ao outro, por amor.
Esperarei o dia que o verei chegar, só pra mim, pra mim poder te amar.
Eu esperarei o dia em que ouvirei as palavras que então serão a razão de minha vasta existência.
Eu esperarei. Sim, pode ter certeza.
Mas até lá, me perguntarei, onde está o sol? Onde está a razão?

Annabel Laurino.

Mais um sonho...

Sexta feira, 3:58 da manhã quando eu descansei minhas pálpebras pela ultima vez naquele dia. Estava tão cansada, que sentia todos os músculos de meu corpo gritarem entorpecidos. Mal conseguia pensar direito, pois, sentia minha cabeça latejar em protesto de dor. A temperatura estava razoável, pude dormir com a minha camisola rosa riscado de algodão e descansadamente sem me importar se acordaria no meio da noite tremendo de frio.
Então por essa hora, eu fechei os cadernos de química e decidi que dormiria.
Tapei-me até á cabeça, estiquei meu corpo e virei para o lado, tão entorpecida de dor que somente o fato de estar em uma cama macia já me consolava o corpo.
Então não tardei a dormir, foi bem rápido. Geralmente demoro horas para dormir pensando em o que eu fiz no dia, o que falta fazer, o que poderia fazer, e até mesmo por que não fiz tal coisa ou não disse aquilo á alguém quando tinha a chance.
Então aconteceu como sempre acontece.
Comecei a sentir um cheiro estranho, era um ar limpo, como se estivesse em outro lugar, mas não podia ver, meus olhos estavam fechados e tudo que via era uma vasta escuridão.
Mas o cheiro era delicioso, me sentia calma e lembrava-me de açúcar e cores rosa e azuis daqueles algodões doces de criança, lembrava-me jasmim e frutas.
Então eu lutei para abrir os olhos, percebi que estava deitada. E quando me sentei, a superfície em que me encontrava era macia e quente. Passei os olhos por sobre o recito e pude perceber que estava no meu quarto. Estava tão diferente...
Não havia os mesmos móveis, eles eram estranhos, mas bonitos, robustos e escuros. Mais antigos eu diria...
A janela a minha frente era a mesma, alta e larga. Estava aberta e podia ver o céu azul lá fora, o sol estava á meio do céu e reluzia por sobre o chão do quarto. Podia escutar os pássaros cantando e a paisagem de minha janela já não era mais de casas vizinhas á volta. Eram arvores tão lindas que me perguntei como podiam estar ali. Tinham flores em seus cubes, todas coloridas, e o cheiro parecia que vinha delas.
Então olhei para as paredes, não estavam pintadas do verde em que o meu quarto se encontra, eram de um pêssego mais rosado e havia somente um quadro na parede, era de uma rosa vermelho sangue e nela tinha gotas d’água que caiam por suas pétalas. Busquei minha escrivaninha, meu computador, e minha TV. Mas não havia ali objeto algum em que me lembrasse daquele lugar que era meu quarto.
Olhei para baixo, buscando ver melhor o que vestia meu corpo e estava usando o mesmo vestido rosa celeste, que sobre meu ombro caia as fitas em ceda creme, junto os meus cachos castanhos que agora claros pela luz do sol. Estava coberta de um manto de veludo azul escuro e minha cama não parecia mais a mesma, possuía um alto e bonito dorsel á cima.
Foi quando eu estava perdida em meus pensamentos e a cata de características que me fizessem lembrar onde afinal eu estava, senti um baixo e leve pigarro no canto daquele recinto. Eu levei os olhos e vi aquela figura celestial, em pé.
O sol tocava seu rosto e pude perceber o quanto as maças de seu rosto estavam rosadas, e mesmo pela pele dourada eu conseguia perceber. Estava sorrindo, seus dentes de um branco brilhante. (não sei que plano odontológico aquela figura tinha, mas sugiro que era de ótima qualidade). Seus cabelos escuros como um veludo, eram de aparência macia, todos fios eram bagunçados e brilhantes. Estava vestindo sua camisa branca entre aberta no seu peito, calças e sapatos. Seus olhos do mesmo jeito em que lembrava. Olhos arredondados, marrons avermelhados e penetrantes. Suas mãos estavam no bolso da calça e podia ver como ele era alto. Pelo menos perto de mim. Ele me olhava de uma forma carinhosa como se estive diante de uma obra de arte e estive mostrando-a e então esperando as criticas de seu telespectador. Mas não me perguntou nada. E se perguntasse eu não ouviria... Bem, meu coração batia tão incoerente que o sentia pulsar tão forte em meus ouvidos que era impossível prestar á atenção do que me dissessem. Eu já havia me avisado para não olhar seus olhos, e muito menos aquela boca... Era tão desenhada, de um rosado natural, e se vinculava no sorriso deixando-o simplesmente perfeito. Não havia uma parte dele em que eu diria que não era perfeita.
Enquanto sentia meu peito bater e já preocupada se meu coração agüentaria aquela perfeição, ele começou a se aproximar. Então me sentei de forma mais educada e tirei aquele manto de sobre mim e pus minhas pernas para fora da cama. Pude ver que meus sapatos não eram lá muitos modernos, de longe eram Prada ou um par de Jimmy Choo. Mas eram fofos. Mais pareciam sapatilhas de bailarinas, sim bailarinas. Mas tinham saltos, eram rosa veludos e meio escurecidos.
Sentei-me esperando que ele fosse também sentar-se ao meu lado. Mas ele colocou-se em pé a minha frente e sim, acho que ele pensou em sentar-se á cama comigo, mas hesitou pensativamente, percebi que um vinco entre as sobrancelhas formavam-se, então ele estendeu a mão para mim. Peguei-a. E quando eu toquei sua mão, me veio um calafrio por sobre meu braço e continuou pelo meu pescoço. Ele estava sorrido, abandonara aquela expressão de duvida que enfim não entendi.
Então ele puxou-me para perto de si, nossos rostos quase se tocavam, onde escutava a sua respiração. Em pensar que um dia tive a sorte de senti-la longe desses sonhos...
Ele colocou a mão de leve em minhas costas, por sobre a minha cintura e a outra pegava pequenos fios de meus cabelos cacheados e os enroscava em seus dedos e sorria. Eu colocava meus braços por sobre seu pescoço, mas às vezes passava a mão sobre seu rosto perfeito, tentando entender como aquilo era tão real. Ficamos assim por pouco tempo. Até que o silêncio quebrou-se pela sua voz macia e aveludada em meus ouvidos.
- Já não agüentava mais ficar longe de você... Meu Deus, como senti falta de tocar sua pele. Como senti falta de olhar para você assim, tão de perto...
Eu sorri, não conseguia falar, era demais para mim, ter aquela voz sendo sussurrada em meus ouvidos e sentir seu coração bater em seu peito. Era demais para mim estar assim tão perto dele. Sentia que nada mais que houvesse no mundo poderia tirar aquela alegria que ecoava no meu peito, parecia que um grito de felicidade se formava em minha garganta.
E quando viu que nada eu o falaria suspirou alegre e sorrindo, e falou algo tão baixo que pensei que fosse pra si mesmo, não pude entender, mas era algo bom, pois ele estava com seus lábios vinculados em um sorriso e olhava meus olhos depois minha boca. Foi quando eu senti minhas pálpebras fecharem-se e seus lábios tocaram de leve os meus. Eram cálidos e macios. Ele me abraçou e me beijou. Jurei a mim mesma que não precisava sair dali nunca mais, que poderia ficar em seus braços sempre, ali, desde que fossem em seus braços.
Ele não me beijou como das outras vezes, sempre tão recatado e cuidadoso. Beijou-me como se fossemos um só, como se não houvesse sonho algum e tudo aquilo fosse real. Ele pegava meu cabelo e me colocava junto ao seu corpo.Tão junto que senti sua pele quente na minha. Senti sua respiração forte. Meu braços contornavam seus braços e seu rosto.
Foi que então ele parou, respirando pesarosamente, e me olhando como se aquilo tudo o espantasse mais do que a mim mesma. Ele disse: - Desculpe-me, desculpe-me... eu não sei o que estava pensando...
Não queria que ele se explicasse de nada, aquilo era um sonho, e a ultima coisa que eu precisava era que ele se explicasse por ter me beijado e perdendo nosso tempo de estarmos juntos. Se é que havia mesmo um tempo cronometrado. Mas em geral era sempre assim, do nada ele sumia.
Então cortando suas palavras aproximei e o abracei, pus meu rosto em seu peito e o senti surpreso, então depois de alguns segundos ele contornou meu corpo com seus braços e sussurrou: - Não esqueça que eu estarei sempre aqui, minha menina.
Senti lágrimas impulsionarem-se de meu rosto, e ele que percebeu então, secou-as e falou para que eu não chorasse beijou-me o rosto e se afastou. As cores desbotavam-se como quadros de pinturas sendo encharcados de água. E tudo então começou a sucumbir de onde estava. Ele sorria em pé a poucos centímetros de mim.
Eu queria dizer-lhe que era um idiota por estar feliz por estar indo embora. E que eu nunca mais queria vê-lo se fosse para me abandonar assim. Mas eu sabia que não conseguiria, jamais poderia dizer que ele era um idiota, ou até mesmo culpá-lo por ir embora de meu sonho. Mas se era meu sonho eu não deveria ter o misero direito de escolher o final? Acontece que eu sabia bem o que era aquele momento e pra mim tinha mais significado. O momento onde tudo que era mais perfeito sumia de meus olhos. O momento onde a incerteza de o ter de novo tomava meu peito.
Comecei a sentir um frio latejar em minha pele, escutava a voz de alguém, mas não sabia de quem. Então cai por sobre meu corpo, e isso estranhamente me assustou.
Tomei posse da realidade e estava de olhos fechados, sentia frio, e nada parecia tapar-me. Aquela voz, era minha mesma. Eu estava gritando, sentia que involuntariamente sons saiam de minha garganta. Então abri os olhos e sentei-me.
Sim, era dia. Um novo dia. E sim, lá estava o sol. Eu estava em meu quarto, eu era eu mesma, com a minha camisola rosa riscada de algodão escrito “Good Nith Bad Girl” (patético). As pestanas da janela jorrando a luz do sol de mais um dia de outono e tudo parecia normal. Mas dentro de mim nada era normal.
Não era normal essa falta que tocava e tilintava em meu peito, uma magoa, dizendo-me que algo estava faltando. Eu sabia o que era... Mas não sabia como supri-la.


  Annabel Laurino.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Doente...

Beeem doente...

Desculpe-me amados blogueiros. Mas, parece que eu, mera mortal e por si frágil, não me adaptei aos frios extremos desse inverno. Fiquei bem mal da gripe e tive que dizer um até logo bem abrangente ao meu computador, ficando de cama e me alimentando de sopas por dias. E sim, claro, me corroendo de saudades de vocês!
Eu fiquei escrevendo mesmo assim, e tenho bastantes coisas legais pra postar – pelo menos espero que gostem- e vou postar logo, logo.
Mas é isso meus amados, to doida de saudades do meu blog e não vejo a hora de voltar novinha em folha pra postar!
Agradeço novamente á todos pelos recados de pedidos de volta!
Eu não fui embora, portanto não se preocupem!




Deliciosos beijos!




Com carinho, Annabel Laurino.



segunda-feira, 5 de julho de 2010

.

"Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar.
 P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar."


Clarice Lispector

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Naquele dia...

Por sobre aquele céu azul claro, estampado das mais diversas formas de nuvens. Brilhante e iluminado estava o sol ao meio céu, cintilante de seus fortes raios que caiam como pequenas flechas em meu corpo, cálidas e reconfortantes. Não podia olhá-lo como olhava o céu, pois meus olhos não agüentavam seu intenso brilho e calor. Mas, o sentia como sentia o vento, forte e preciso, sussurrar em meus ouvidos, frio e gélido tocando meu rosto, mas não tão gélido por causa do lindo sol acima. Então, deitada ali, naquele pequeno muro de concreto, escutando o som do farfalhar das águas que jorravam da pequena fonte adiante, vislumbrando aquele grande e imenso céu, naquela vasta tarde de um dia qualquer, eu entendi.
Sempre tentei entender o máximo possível de tudo que vejo. Não me julgo por esperta e muito menos mais importante que alguém. Não vivi muito. Julgo até pouco demais. Nunca sai daqui onde meus pés se firmam nesses poucos míseros 15 anos de vida. Mas, o pouco que vivi, que sei, que aprendi, que vi e que desejei, forma em si o que sou. Não, não venho falar de mim, não venho dizer nada do que eu já não saiba que sou. Mas o que possuo.
E naquele hilário momento senti que uma pequena lâmpada estava se acendendo no alto de minha cabeça. Como se algo enfim fizesse sentido. E em pensar que tantas vezes buscamos respostas em lugares mais contraditórios e quando menos imaginamos a resposta de que tanto precisamos está logo á ponta de nosso nariz. E foi exatamente assim que ocorreu.
Buscando algo que enfim fizesse sentido. Algo que me explicasse coisas. Coisas por que estou na família que estou, moro onde moro, por que nasci aqui ou por que sou assim e não de outro jeito..
Nesses 15 anos da minha misera curta vida eu planejei sonhos. Acho que, no entanto sempre acreditei neles, ou melhor, acredito neles. E sempre vivi deles, como se fosse um combustível, uma bateria. Minha pequena bateria de funcionamento que me fizesse acordar todos os dias. E então tudo mudou.
Alguns precisam viajar o mundo, vasculhar lugares, conhecer novas histórias. Precisam navegar em altos mares, voar á altas altitudes, conhecer pessoas, desfrutar novos sabores, sair e conhecer novos lugares, novas culturas, novas coisas que os satisfaçam... E antes que eu possa explicar, devo dizer que não julgo quem assim o faz.
Mas foi naquele dia, que eu coloquei todo o meu pequeno pote de sonhos e desejos de lado e o preenchi de uma famosa satisfação nunca pensada por mim antes.
Ah quem diga que conhecer lugares é maravilhoso, o sol de lá é mais quente, o mar é mais bonito, o céu é mais suave, a terra e mais viva... E sem nos darmos de conta despercebemos que o sol é um só, a terra é uma só, o mar também, as nuvens, as estrelas... Seja á qualquer lugar do mundo, nesses quatro cantos do mundo. É claro que em tal localização o ar é mais quente, mais frio, abafado... Mas ainda é a mesma terra. Ainda é o mesmo planeta. E de todos esses lugares eu vim parar aqui, aqui onde estou hoje. Na família que me acolhe, na casa cálida e harmoniosa em que vivo, com a comida que me deparo á mesa, com os animais em que tanto amo, fazendo frio ou calor, eu vivo aqui, habito neste humilde recinto de lugar.
E então de tantas vezes me peguei reclamando, pensando, e tentando entender por que eu vivo aqui? Por que meus pais enfim não poderiam ser mais diferentes? Por que a minha casa não poderia ser mais como uma de cinema? Ou, por que os meus cachorros não poderiam rolar e sentar como fazem na TV...
E naquela tarde eu entendi.
Como é a capacidade humana de reclamar sempre do que se tem em mãos. Como se nunca nada fosse o suficiente. Tudo que queremos é que todos pensem como nós. Se comportem como nós, e façam o que fazemos. Sem nem mesmo nos perguntar se o que nós somos seria politicamente correto pra obrigar o próximo a ser o que somos. E reclamamos mais ainda, mais de nós mesmos, do nosso corpo físico, das nossas roupas, do nosso quarto, dos nossos defeitos e até mesmo daquelas qualidades.
E sem conta reclamos mais, mais e mais. Até que se é preciso perder algo para nos mostrar o quanto de valor deixamos de dar.
Foi lá sob a imensidão do céu, que eu entendi que sempre em todos esses 15 anos tive tudo. Uma família pela qual eu jamais trocaria, seja lá qual for os seus defeitos. Se há algo que eu aprendi foi tentar lidar com eles á cada dia, e aceita-los como são, não posso mudar suas formas de agir ou de pensar, pelo contrário, eu posso aprender. Aprendi que sem eles eu não sou nada, jamais seria algo sem eles. São como grandes pedestais dos quais me sustentam e se qualquer um perecesse eu também pereceria.
Obtive o mais lindos dos dias, dias de chuva e de sol, dias dos quais sorri, dos quais chorei. Dias que me foram acrescentados á casa segundo, e que nenhum deles poderia ter sido esquecido.
Entendi naquele vasto dia, que a monotonia em si, com certeza deixa qualquer ser meio maluco. Mas maluco mesmo já é o homem em si. Maluco e burro, que não percebe a quantidade de coisas que tem em suas próprias mãos e nem se quer desfruta.
O amor.
Comumente e cálido, reconfortante e preciso em todas as vidas. Entendi o quanto amo tudo o que possuo. O quanto sofreria em mim qualquer coisa que á mim pertence se perdesse. E naquela tarde eu entendi o quanto amo cada pedaço desse pequeno mundo onde coloco meus pés, o quanto preciso de cada detalhe mesmo que parece insignificante, não importa, eu preciso, por que amo tudo que tenho.
E em pensar que foi naquela tarde que eu me dei em conta de dizer, algo que jamais tinha pensado antes, algo que certamente é pouco pra descrever tudo mais que aprendi. A importância dessa pequena palavra: “Obrigada.”
A todos que me fazem feliz, que me completam, que me enchem desse amor.
Á tudo.
Ao sol que me aquece, ao céu que vislumbro. Á tudo. Definitivamente tudo...


E naquele dia, naquela vasta tarde, de um dia qualquer, sim, eu senti que não precisava de mais nada. Pois eu já tenho tudo.


                                                 Com carinho, Annabel Laurino.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Queridos Blogueiros...

Amados. estive tão ausente quanto imaginado ou esperado. Sim, esperado. Resolvi dar um pequeno tempo de tudo. Esfriar a cabeça, mudar o curso de pensamentos, esquecer o indesejável e repensar coisas em que enfim, fizessem um novo sentido.
E posso dizer que tive um bom resultado.
As coisas andam muito bem. Acho que não se pode reclamar da vida quando se tem tudo. E infelizmente percebemos que temos tudo até o ápice de perder algo. Felizmente não precisei perder nada para perceber que tenho tudo. Mas, isso é uma outra história e deixo pra outras postagens.
O negócio é que eu estou de volta! E de verdade. Não me ausentarei mais, de forma alguma!
Senti tanta falta de postar. Tanta falta de escrever, até pensei que estava ficando maluca de tanta vontade que senti de escrever, pensei que iria explodir se não escrevesse a qualquer momento.
As semanas se passaram voando, muito mais rápidas do que eu poderia imaginar. Mas de qualquer forma foram ótimas, ótimas pra colocar tudo no seu devido lugar.
Então queridos, agradeço novamente, de todo o meu coração, pelos recados no meu Orkut, pelos elogios ao blog. Agradeço á todos vocês que lêem, que me aturam nos momentos mais insanos e naqueles mais que nem eu mesma me aturaria.
É isso.
Um beijo á todos, e continuem ai, claro. Por que queridos, eu voltei!


Pra quem quiser adicionar -> http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=12539829509581180870&rl=t

segunda-feira, 14 de junho de 2010

É...

Mais um fim de domingo. Mais um fim de semana indo embora. E amanhã recomeça-se tudo, caminhada, aula, trabalhos, provas... Mas apesar de ser tão pequeno, meu final de semana foi ótimo.
Não passei o dia dos namorados só, aliás em ótima companhia...
Mas em compensação meu domingo foi o mais descansado de todos. Acordar tarde, almoço em família, se deitar de novo, curtir aqueles filmes... E nada de colocar o pezinho na rua. É, mas foi bom em todos os sentidos.
E agora estamos ai, prestes a começar mais uma semana.
Desejo á todos vocês uma ótima segunda-feira, e um ótimo começo de semana também!
Beeeeijos blogueiros, continuem ai *-*

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Dia dos Namorados.

Ah, o Dia dos Namorados... Dias dos apaixonados, dos corações flechados, das almas gêmeas, das paixões loucas e amores correspondidos. Dia das trocas de beijos, de desejos. Dia dos casais apaixonados e dos afortunados da paixão.
Dia onde tudo é deixado pra trás, as brigas, as desavenças, todos os momentos indesejáveis... Dia onde tudo vale. Onde estar com alguém ao lado é tudo no mundo de mais afortunado. Dia onde todos que não se dizem mais solteiros, chamam-se agora de “os sortudos”. Embora haja aqueles que não valorizam muito esse papo todo de amor, e deixe-se passar por um simples dia. Mas há aqueles também que acreditam fielmente no amor. O amor e seus efeitos causados em nossos corações. O amor e suas artimanhas. Seus guardados que se escondem atrás do desejo...
Mas embora de tanto de que se fale da paixão. É um dia maravilhoso. É um dia cujo todos aqueles que no passado choravam por não terem um amor ao qual compartilhar presentes e abraços em um dia tão falado, agora estão sorrindo e brindando com a paixão. É um dia maravilhoso ao saber, que todos enfim são tocados pela mágica que é, amar. Há aqueles que digam que o amor acontece uma vez só na vida. Não é um amor qualquer e muito menos um namorico juvenil. Mas um amor de verdade, um amor pelo qual morreríamos e jamais poderíamos perdê-lo. Mas há também aqueles que tudo vale. Que a paixão está sempre á porta. Toda a investida no amor é possível. Qualquer um que se define aos padrões desejados e retribua á troca de flertes é um amor.
Afinal de contas não importa muito. Todos têm lá sua opinião formada sobre o amor.
Claro, ao longo da vida, com o decorrer do tempo, mudamos de idéia, e às vezes percebemos ao contrário daquilo que acreditávamos.
Mas se é que importa, prefiro acreditar que o amor é um só. Aquele amor. O amor de verdade. Aquele que enfim, torna-se uma raridade. Também podem me chamar de antiquada e uma romântica de plantão... O que importa mesmo é os valores a nós depositados.
Se isso também importa, nunca presenciei o amor. Ou melhor, dizendo, nunca o senti de verdade. Talvez tenha faltado pouco, quem sabe... Mas a verdade é que nunca o senti.
Há quem diga que para se falar de algo você tem que conhecê-lo. É talvez seja verdade... Mas ao todo eu conheço o amor, conheço bem os seus efeitos e tudo mais dito, apenas nunca tive a maravilhosa oportunidade de vivê-lo... Mas isso é outra história, afinal, tudo tem sua hora certa.
A verdade mesmo, é que venho dizer um bom dia dos namorados. Aqueles que amam. Que se dedicam á paixão. Que gostam de um bom abraço, de uma boa companhia. Admiram o seu companheiro e se dizem felizes com o seu amor.
E também não querendo inverter as controvérsias...
Mas, e nós? Nós, os desapaixonados, os desesperados pelo cupido maluco que some sempre perto da data onde todos apaixonados nos excluem? Nós que estamos na fila dos debilitados da paixão, os desafortunados, sem esperanças, sem nada? E nós que passamos o ano inteiro esperando um misero cara que nos faça feliz e sempre quando chega perto desse dia ficamos pior que deficientes físicos esperando uma vaga merecida? O que nós os excluídos da paixão, os não escolhidos pelo cupido, pelo são Valentino ou sei lá mais o que, fazemos? O que nós fazemos?
Ficamos em casa chorando as pitangas, almejando casais perfeitos de novelas, filmes e seriados e sonhando com o encontro perfeito? Entupimo-nos de chocolates e doces diversos saciando nossa ansiedade do desconhecido que não nos afortuna? Encolhemo-nos em cobertas quentes e choramos agarrados á travesseiros, nos perguntando por que ainda não temos um namorado? Culpando-nos á nós mesmos, por sermos gordos, magros,altos e baixos demais, colocando defeitos e tirando nosso próprio valor, apenas pelo fato da ausência de um simples companheirismo??
Não mesmo!
Nós da nova geração de não amados vamos a busca da felicidade e criamos para nós mesmo um dia cujo o qual ninguém ainda criou, ou se quer valorizou!
O Dia dos Não Amados!
isso mesmo!
Então que tal, nós não amados sairmos e buscarmos nesse dia uma felicidade irreconhecível, nos privilegiando por sermos nós os não compromissados, cuja quais não precisamos nos preocupar com namorados e nem nada disso! Vamos curtir esse dia!!
Isso mesmo!
Não leitores, eu não estou louca...
Mas embora seja um papo de doido. No fundo é bem verdade.
Deixo então á dica á todas as solteiras, e solteiros... Oras, tomem um belo de um banho, se arrumem pra si mesmos, coloquem uma bela de um roupa e saiam! Isso, convidem uns amigos, vão sair, se divertir!
Vão desfrutar deste dia, ou noite, mesmo que ainda lhes falte algo... Mas ao todo não quer dizer que tudo está perdido. Saiam e divirtam-se, lhes dêem esse dia de presente á si mesmos! Não deixem de sorrir por um simples fato. Tudo tem sua hora certa e seu momento certo, mas, até lá queridos, divirtam-se!


Com carinho, Annabel laurino, á solteira... por enquanto é claro...