quinta-feira, 8 de maio de 2014

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“Mas agora tá tudo bem. Aprendi que quanto mais superficialmente você costura uma relação, menos chance há de se afogar. Navegar é preciso, o negócio é não faltar nas aulas sobre como boiar em águas nem doces nem salgadas. Hoje posso dizer convicta que prefiro o clarão das aparências que a penumbra de mergulhar fundo, sem saber como respirar abaixo do chão. Agora, como boa marinheira de incontáveis viagens, finalmente sei como desatar nós.”

Gabito Nunes 

terça-feira, 6 de maio de 2014

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Mas queria que você entendesse os meus poços escuros, os meus becos — que me fazem mergulhar em silêncios às vezes longos.



 Caio Fernando Abreu (Carta a João Silvério Trevisan)

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Gosto de pessoas doces, gosto de situações claras — e por tudo isso, ando cada vez mais só.



 Caio Fernando Abreu

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Meu filho, os caminhos estão muito mais abertos do que você imagina. Só que eles parecem tortos. Mas é por esses caminhos que parecem tortos que você tem que caminhar, e as coisas vêm ao seu encontro. Você só tem que escutar os caminhos e seguir por eles. 




Caio Fernando Abreu

sábado, 3 de maio de 2014

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“Escrever nunca foi trabalho para mim. Sempre fora assim, desde quando me lembrava: ligar o rádio numa estação de música clássica, acender um cigarro ou charuto, abrir uma garrafa. A máquina fazia o resto. Eu só precisava estar ali. Todo o processo me permitia seguir em frente quando a vida oferecia tão pouco, quando a própria vida era um espetáculo de horror. Sempre havia a máquina para me acalmar, conversar comigo, me entreter, salvar meu rabo, salvar meu rabo do asilo de doidos, das ruas, de mim mesmo.”


Charles Bukowski

sábado, 26 de abril de 2014

quinta-feira, 24 de abril de 2014