sábado, 24 de agosto de 2013

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Forever

Você precisa destapar os ouvidos
Para ouvir a chuva
O tempo que se perdeu, já foi achado
No fundo do teu bolso escondido
O tempo não se perdeu
Nem foi perdido
E cai agora a chuva
Que respinga na minha blusa azul 
Que respinga no mundo frio
E nós nos damos as mãos
Entrelaçados pelo tempo
Este tempo que não se perdeu
O mundo gira devagar
A fria névoa vem nos alcançar
Mas nós fugimos
Aves cortando o céu a noite
Você precisa ouvir a chuva
Como flui 
E dança
Maybe nothing lasts forever 
Talvez, talvez
Somos infinitos gritantes
E chove lá fora 



Annabel Laurino 

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    "Ah, no fim destes dias crispados de início de primavera, entre os engarrafamentos de trânsito, as pessoas enlouquecidas e a paranóia à solta pela cidade, no fim destes dias encontrar você que me sorri, que me abre os braços, que me abençoa e passa a mão na minha cara marcada, no que resta de cabelos na minha cabeça confusa, que me olha no olho e me permite mergulhar no fundo quente da curva do teu ombro. Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços, você cobre com a boca meus ouvidos entupidos de buzinas, versos interrompidos, escapamentos abertos, tilintar de telefones, máquinas de escrever, ruídos eletrônicos, britadeiras de concreto, e você me beija e você me aperta e você me leva para Creta, Mikonos, Rodes, Patmos, Delos, e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo, tudo bem. "


Caio Fernando Abreu




quarta-feira, 21 de agosto de 2013

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“E você me dizia com a voz terna, cheia de malícia, que me queria pra toda vida.”



Cazuza


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

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    "Meu Deus, não sou muito forte, não tenho muito além de uma certa fé — não sei se em mim, se numa coisa que chamaria de justiça-cósmica ou a-coerência-final-de-todas-as-coisas. Preciso agora da tua mão sobre a minha cabeça. Que eu não perca a capacidade de amar, de ver, de sentir. Que eu continue alerta. Que, se necessário, eu possa ter novamente o impulso do vôo no momento exato. Que eu não me perca, que eu não me fira, que não me firam, que eu não fira ninguém. Livra-me dos poços e dos becos de mim, Senhor. Que meus olhos saibam continuar se alargando sempre."


 Caio Fernando Abreu

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Tenho aprendido coisas que ainda estão vagas dentro de mim, mal comecei a elaborá-las. São coisas mais adultas, acho. Tem sido bom. 



Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Viva La Vida

    E a vida se renova meu irmão. Sei que já disse isso antes, mas não é repetitivo, ou é, não sei, de qualquer forma se trata de um fato. Um fato muito comprovado. A vida é limbo para renovações.
    E eu estou sempre a espera de um novo ônibus, a qualquer hora nessa vasta estação. Não tenho medo. Nem das esperas e nem das partidas. Pouco me entedio, porque encontro na espera abusiva um motivo para contornar meu tempo e refletir, compreender. E é nas partidas que tem-se as novas chegadas e enquanto algo chega outra coisa se vai, vezes pode ser até eu mesma indo e depois vindo e assim se vai.
    Vezes tudo fica um caos. Uma loucura, loucura! E tem-se as crises, os choros, as noites em claro sem conseguir pregar o olho com a mente num congestionamento terrível, mas isso passa, tudo passa e então a vida se renova e eu encontro um novo motivo para existir dentro de mim mesma. 
    Isso se chama felicidade.
    Pequenas doses diárias de felicidade e sensações de realização fazem desses dias melhores. É como eu disse, eu não tenho medo. Estou sempre pronta para puxar a corda do meu paraquedas e pular, qualquer coisa que me venha, qualquer coisa e eu pulo, eu me arremesso, eu grito e eu sinto e assim eu vou indo, porque sinto na pele o que a vida me dá e me tira e depois me dá em troca e tudo vai sendo melhor de alguma forma, mesmo que as vezes doa, e dói. Tudo se ajeita. Viver é ser. Sentir.
    Então sempre em frente, como diria Renato Russo. Nada de olhar para trás, nada de sofrer, de choramingar, o que foi já se foi e não volta. Não volta. Não temos tempo a perder.
    Por isso eu acordo todas as manhãs com a sensação de que a vida é boa, mesmo que triste, mesmo com a ressaca diária do tempo que já passou, a vida é bela, veja só.  
    Ela é mestre, e eu danço hoje porque amanhã eu não sei onde fica o meu ponto de aterrissagem, não sei onde fica, só sei que vou. Sem medo. De qualquer forma eu estarei feliz. Eu já estou.




Annabel Laurino

terça-feira, 13 de agosto de 2013

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Mesmo tendo juízo
Não faço tudo certo 
Afinal todo paraíso
Precisa de um pouco de inferno!




Martha Medeiros

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

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YOU DON'T KNOW ME





"Você não me conhece
E aposto que nunca vai me conhecer
Você não sabe nada de mim
Me sinto tão sozinho
O mundo gira devagar
Não há nada que você possa me mostrar
De trás da parede"



Caetano Veloso