terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

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“— É pecado sonhar?
— Não, Capitu. Nunca foi.
— Então por que essa divindade nos dá golpes tão fortes de realidade e parte nossos sonhos?
— Divindade não destrói sonhos, Capitu. Somos nós que ficamos esperando, ao invés de fazer acontecer.”


Dom Casmurro

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Vastidão que mora dentro

    Eu não sei ser mar sem emitir um pouco de solidão. Penso que tudo que é bonito demais é um tanto inatingível e por si solitário e assim triste. A vida as vezes é assim. Inatingível. É como se nascessemos com uma meta predestinada. Atinja a meta, seja alguém, apaixonasse e viva, atinja a meta. Mas essa meta as vezes fica tão longe, lá acima, naquele pedestal. Quantos degraus serão precisos para que eu a alcance? Eles não me disseram nada sobre isso, não me avisaram sobre essa beleza de viver e mesmo assim essa coisa dura que fica ali nos empurrando degraus acima para que atinjamos a meta, a vida sempre tão bonita, e rara e unica e cheia de momentos que parecem que vão estourar a qualquer momento feito uma bolhinha de sabão. A solidão da busca diária ao inalcançável de nós mesmos. Colocando-se sobre uma redoma de vidro onde o que eu realmente sou fica exposto para que todos vejam. E o que será que todos vêem? Eu não sei. Para mim poderia ser um pássaro, mas para o outro quem sabe um grampo de cabelo. Te julgam mas no fundo te amam tanto. É uma imensidão sem fim essa que mora dentro. A gente desconfia que é cabana pequena até que se entre por dentro e de descubra a mansão de mármore que fica logo depois do corredor de ouro. É uma vastidão infinita de coisas que você é e esconde e não sabe nem se quer onde. É como eu disse no começo, eu não sei ser mar sem nem ao menos um pouco de solidão. 



Annabel Laurino

sábado, 9 de fevereiro de 2013

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Você sabe, estou saindo de um momento muito escuro, então tenho procurado não deixar que as minhas dores pessoais — do meu ponto de vista: enormes — interfiram no meu viver objetivo.





Caio Fernando Abreu

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E para os sonhadores, os livros. 






Annabel Laurino

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

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“Durante a minha vida inteira, foram poucas as pessoas que resolveram se aproximar – apesar da minha expressão pouco receptiva – e acabaram descobrindo que o que eu menos tinha era presunção. Eu era apenas uma garota tímida...” 


(Fazendo Meu Filme 4)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Livros, Chás e Bolinhos

  Resolvi voltar a escrever resenhas de livros já que os 200 livros (isso mesmo 200) que tenho nas prateleiras e outros lugares espalhados pelo quarto deveriam servir para inspirar não só a mim mas à outras pessoas e qual a forma melhor do que escrever sobre eles e assim, quem sabe, tirar duvidas do próximo livro que servirá de inspiração para alguém além de mim? Pois é, voltei com tudo. A primeira postagem em resenha foi do livro Lola e o Garoto da Casa ao Lado. Aos leitores que acompanham o Pontos e Vírgulas deixo o link logo a baixo para conferir e seguir a vontade, aguardo sugestões e comentários com trocas de informações que ficarei mais do que feliz em receber! 


Annabel Laurino




---> Livros, Chás e Bolinhos


Personagem favorito e as cenas em preto e branco

    E se tudo mudasse agora e para sempre? Temos mesmo essa possibilidade, não é mesmo? Esse monstro chamado mudança que vive lá, embaixo da nossa cama e que um dia pode vir nos assombrar, quando a gente menos esperar. 
    Tudo pode inverter, virar de cabeça para baixo e sei lá, deixar de ser.
    Você nunca se imaginou sem aquela pessoa muito importante na sua vida? Você nunca pensou como seria a vida sem ela? Como serão as tardes tediosas, os filmes legais que você irá assistir mas sem aquela companhia acalorada para criticar junto as partes mais legais ou ruins, os planos de fim de semana sem um complemento a mais, uma cama a mais para você poder se deitar e derramar-se tranquilamente. Como serão as felicidades sem poderem serem repartidas? Como serão os gostos das decepções sem poderem ser choradas naquele ombro que não está mais ali, não serão ainda mais amargas? 
    Tudo pode mudar sem a companhia daquela pessoa que realmente nos acrescenta. E eu penso nisso quase todos os dias. Agora é quase nítido essa mudança, tudo pode embarcar para um até mais que se tornará aos poucos em nunca mais e quando eu olhar para lado tudo não terá passado de 3 meses de verão apontados num calendário velho, numa página bolorenta que marcavam dias que não existirão mais.
    Como serão meus passos sem que as minhas mãos tenham naquelas mãos a segurança firme do equilíbrio que eu preciso para permanecer nessa corda bamba? Como sobreviverei por tantas mudanças sem aquele sorriso imenso iluminando tudo, me encorajando a prosseguir?
    As vezes, talvez, refletir sobre isso nos faça pensar o quanto importante são algumas pessoas em nossas vidas. O quanto tudo muda de uma hora para outra e as vezes, por eventualidade ou fatalidade, não temos muito o que fazer a não ser assistir ao talento da vida em recomeçar capítulos sem a nossa permissão. As vezes alguns personagens prosseguem no enredo, as vezes eles são substituídos ou simplesmente não aparecem mais.  
    Eu realmente rezo todos os dias para que essa pessoa nunca saia da minha vida, é um dos meus personagens preferidos e eu não queria ser obrigada a servir de audiência para capítulos terrivelmente tediosos e horríveis após esse personagem sair. Os capítulos seriam em preto e branco e a trilha sonora seria terrivelmente velha e démodé de uma forma que ninguém aturaria ouvir, até que aos poucos nem eu mesma iria suportar assistir os capítulos e ninguém mais, eu desconfio. 
    Mas e se não tivesse mesmo o que fazer eu teria que suportar de qualquer forma. A gente tem sempre que arranjar uma forma de tirar o coelho da cartola e conseguir sorrir, mesmo que tudo fique cinza e sem grança, acima da trilha sonora péssima e do preto e branco que se tornariam as cenas. Eu acho que sinceramente não suportaria, mas o filme estaria passando e nada realmente iria mudar de fato, apenas que a presença daquele personagem tão ilustre não estaria mais presente. Mas eu ainda o estaria adorando, esperando que ele surgisse nas próximas cenas e capítulos  Acontece, a vida as vezes apronta dessas e não há o que possa ser feito. De qualquer forma, ainda seria meu personagem favorito sobre todos.
    Tudo que precisamos é pensar que embora tudo mude, embora tudo se altere, é importante preservarmos sentimentos bons por aquilo que realmente fica, aquilo que realmente permanece, aquele alguém que realmente marcou, esteja ainda sobre os nossos olhos ou não, estando futuramente ou não. O que importa realmente é o que permanece. O que realmente não pode ser apagado por nada e nem ninguém. E que te fará lembrar sempre com um sorriso imenso nos lábios e uma saudade forte de apertar o coração.



Annabel Laurino

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

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Claro, sonhos quebrados sempre doem. Mas talvez seja mais saudável contemplar os cacos e tentar compreender o quebra-cabeças do que comprar uma passagem para a Disneylândia. 


 Caio Fernando Abreu