quarta-feira, 25 de julho de 2012
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“Se acalma pequena, quem foi feito um para o outro o destino dá um jeito de unir. ”
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
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"É preciso acabar com esse medo de ser tocada lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso."
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
terça-feira, 24 de julho de 2012
O Amor Mais Bonito
No instante que me iludo, é quando você me esquece. Quando volto à tona, você mergulha nos meus olhos. Se eu te roubo rosas vermelhas, você faz "bem-me-quer". Quando hesito, é quando você já está na estrada.
Se me perco no teu beijo, você fica tentando encontrar um caminho. Quando me encho de receio, você me diz estar pronta. Eu te ponho em xeque-mate, você me diz que cansou de jogar. Quando não quero me machucar, você me telefona no meio da noite.
Eu vejo o sol nascer no mar, você se preocupa em não molhar os pés. Quando eu não durmo, é quando você sonha loucuras sobre nós dois. Quando sinto teu gosto na minha boca, você pede economia nos clichês. Se não quero parecer patético, você se diz um poema apaixonado.Se me perco no teu beijo, você fica tentando encontrar um caminho. Quando me encho de receio, você me diz estar pronta. Eu te ponho em xeque-mate, você me diz que cansou de jogar. Quando não quero me machucar, você me telefona no meio da noite.
Eu quero parar o tempo, você procura seu relógio embaixo da cama. Quando me escondo, é quando você me quer em cima de você. Se apresso meu passo na sua direção, você engata a marcha ré. Quando reuno meus pedaços, você dá o coração para bater.
Eu deito no seu colo, você se preocupa em fechar a janela. Quando me poupo, é o instante que você se dá de graça. Se ando em alta velocidade, você conta os níqueis pro pedágio. Eu perco as chaves, você insinua mudar pro meu apartamento.
Um amor físico, fatídico, real, raro e patente. Um amor que nasceu, mas nunca viveu. Um amor que aconteceu, mas não foi ocupado. Daquelas comédias românticas que ninguém tem tempo de rir, pois já começa pelo final. Os amores mais bonitos são aqueles que nunca foram usados.
Gabito Nunes
domingo, 22 de julho de 2012
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Embora ainda ninguém compreendesse esse fato retórico, quando deixada muito distraída tinha a tendencia saborosa de sentir outros perfumes e de querer segui-los em dessabores. Sumia e ressurgia com uma liberdade de espirito quase invejável. E as vezes, pois ai então eram o buraco escuro cujo os que se encantavam por aquela estranha moça sempre se perdiam, é que ela podia não voltar. Quando deixada muito desatenta de atenções extremas, sentimentos mirabolantes, paixões ardentes, vida brilhante, entendiada, procurava outras curvas onde pudesse se perder, e despedaçava corações com o cuidado de um elefante recém desperto.
Annabel Laurino.
Let it Be
Vais dizer que não
faz falta? Altas da noite e você deita na cama abraçando o próprio corpo. Aquela
estranha sensação de vazio por dentro e que transborda, de dentro para fora. Abraçando-se, aquele silêncio que afugenta pelo seus pelos dos braços em inteiro. Fica
aquela musica de fundo com a voz de John Lennon dizendo Let it Be.
Será que algum dia
a gente encontra alguém que completa a outra remenda de pele da gente? Será que
vai demorar muito?
Tão difícil ter
aquela química, aquela sensação de conjunto formando-se quando se abraça,
quando se toca, vagarosamente. Como coisa fácil que cresce sem medo e enfia a
cabeça para fora da toca, como coisa viva que respira lentamente, e cresce sem
demora, sem dor. Fácil.
Fico me
perguntando onde está esse lado metade que me fará sentir sensações inéditas. Onde
está os cabelos que desgrenharei com voracidade em meio a uma beijo, arrancando
mordidas dos lábios, apertando os sulcos da carne. Onde está o sorriso que me
fará sorrir sem parar em meio ao entrelaçar de pernas jogados em uma cama
quente, onde está o cheiro que será o lar, o aroma da casa com lareira acessa,
haliantos na janela e mesa posta para o café da manhã.
Não preciso dizer
que precisa-se também do calor do corpo que aquecerá a alma, por que é isso que
importa de verdade. O calor real de um outro alguém, esquentando nossa alma e
fazendo nosso corpo esquecer a vontade de ficar sozinho.
Annabel Laurino
Des-espera
Não esperar nada, de ninguém. Isso tem ajudado tanto, feito tanta diferença ultimamente. Cargas mais leves e fluidos melhores. Sem pesos que não se consiga suportar, e agora todos os pesos são somente meus. De mais ninguém. As mãos continuam quentinhas e quietinhas dentro dos bolsos sem manifestar qualquer gesto adiante para carregar as malas pesadas de alguém. E não é isso o que todos sempre pedem? "Não cuide de mim, eu me viro sozinho, você não pode resolver tudo por mim...". Segui o conselhos elementares meu caro. E agora, egoismo ou não, eu sigo em frente sem olhar para os lados, por que é isso que todos querem. Que você não se intrometa, que você não tente cuida-los. Acho que todos nós no fundo queremos seguir com as nossas próprias ideologias para algum lugar qualquer, mesmo que um lugar de nada, a gente não quer ninguém na nossa cola dizendo o que devemos ou não fazer. E tanto faz na verdade. Fico apática a qualquer coisa, qualquer movimento muito próximo.
Não vou mentir. As vezes queria tantas coisas, tantas atitudes das pessoas, que nunca vêem. Queria tanto que alguém um dia dedicasse uma musica em meu nome, ou que escrevesse sobre mim. Queria tanto ver uma dessas coisas assim, alguém se esforçando por mim, jogando todos seus medos, seus traumas, suas falhas, seus vazios, mudando, escalando montanhas, só para estar perto e então ficar.
Faz parecer que se pede um milagre, quando tudo que eu peço na verdade são as mesmas coisas que doou desproporcionalmente. E fico só. Sempre só, esperando.
Foi dai então a ideia de virar um cactus gigante e verde, e cheio de apatia e indiferença e não esperar nada e nem mesmo mais contar os dias. Não revolucionou grandes diferenças, as coisas continuam a não chegar, mas dói menos. Quase nem sinto nada. É mais fácil.
Não vou mentir. As vezes queria tantas coisas, tantas atitudes das pessoas, que nunca vêem. Queria tanto que alguém um dia dedicasse uma musica em meu nome, ou que escrevesse sobre mim. Queria tanto ver uma dessas coisas assim, alguém se esforçando por mim, jogando todos seus medos, seus traumas, suas falhas, seus vazios, mudando, escalando montanhas, só para estar perto e então ficar.
Faz parecer que se pede um milagre, quando tudo que eu peço na verdade são as mesmas coisas que doou desproporcionalmente. E fico só. Sempre só, esperando.
Foi dai então a ideia de virar um cactus gigante e verde, e cheio de apatia e indiferença e não esperar nada e nem mesmo mais contar os dias. Não revolucionou grandes diferenças, as coisas continuam a não chegar, mas dói menos. Quase nem sinto nada. É mais fácil.
Annabel Laurino
sábado, 21 de julho de 2012
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A próxima vez que a gente se encontrar
Eu vou te dar um beijo, sem pensar, calado
A próxima vez que a gente se beijar
Eu vou querer o mundo com você, do lado
(A Próxima Vez - Maria Gadu)
Quase sem querer
Tenho andado distraído
Impaciente e indeciso
Ainda estou confuso só que agora é diferente
Tô tão tranquilo e tão contente
Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo
Que eu não precisava provar nada pra ninguém
Me fiz em mil pedaços pra você juntar
E queria sempre achar explicação pra o que eu sentia
Como um anjo caído fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira
Mas, não sou mais tão criança
A ponto de saber tudo Já não me preocupo seu eu não sei por que
Ás vezes o que eu vejo quase ninguém vê
Eu sei que você sabe quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você
Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente um dos deuses mais lindos
Sei que ás vezes uso palavras repetidas
Mas, quais são as palavras que nunca são ditas?
Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como te quero tanto
Já não me preocupo seu eu não sei por que
Ás vezes o que eu vejo quase ninguém vê
Eu sei que você sabe quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você
Maria Gadu
sexta-feira, 20 de julho de 2012
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E se ninguém quiser nos salvar, não há problema. Colocamos uma musica, dançamos feito loucos, tomamos boas doses de drinks de coca-cola e gelo, inventamos um clube secreto, ficamos nus, pintamos o corpo, corremos pela casa, estragamos a cozinha na tentativa de cozinhar, cataremos arco iris e faremos origamis de papel. Ta tranquilo, ta tranquilo. Loucura, besteira, amor de mais, nessa vida não falta. A gente da um jeito. Não há problema.
Annabel Laurino.
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