Ele dizia que a amava. Mas era só uma coisa a se dizer, como se dissesse vagamente : "Eu gosto do seu cabelo" ou "como você é legal". Por isso ela nunca acreditava. Afinal, não era da forma como ela esperava que fosse. Não, nada de rosas e nem musicas e nem nada meloso do tipo. Era só uma certa... Ardência profunda no tom de voz, uma sinceridade candente. Do tipo olhar dentro nos olhos e dizer "Como eu amo você".
Annabel Laurino.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
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Aliás eu recebi muitos e-mails essa semana, e repondendo a pergunta do Sr. Fr3234 - Sim, eu sou de escorpião e não eu não sou louca e nem metida e muito menos fútil. Obrigada.
E pra quem quiser me mandar e-mails com sugestões ou sei lá, me dizer o quanto sou mimada e fútil, fique a vontade: annabellaurinol@hotmail.com
xx :)
E pra quem quiser me mandar e-mails com sugestões ou sei lá, me dizer o quanto sou mimada e fútil, fique a vontade: annabellaurinol@hotmail.com
xx :)
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Ausência física, ausência
da voz e do cheiro, das risadas e do piscar de olhos, saudade da amizade que
ficará na lembrança e em algumas fotos.
Martha Medeiros
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Ela mesma.
E todo dia quando acordava ela se lembrava daquele gosto bom
de café, apalpava o corpo com as mãos de unhas tingidas de preto e depois
bagunçava o cabelo adornado de mechas loiras e brancas. Era uma incógnita
ambulante. Uma parafernália gritante e profundamente confusa que poucos sabiam
manejar. Ela se estendia, se espreguiçava, colava e partia, sem dar a menor
explicação para ninguém. Nem ela mesma se entendia. Nunca soube ser bonita,
charmosa, se achar gostosa ou dar uma de esperta, nunca soube ser nerd, esquisita,
ou metida. Mimada, até podia ser. Sabia que era. Mas preferia dizer que não era
mimada, simplesmente era persistente, corria atrás do que queria por que sabia
o que queria. Quando sabia. Geralmente nunca sabia, mas nas poucas vezes, era
uma total guerreira. Retirava as adagas, levantava bandeiras, inventava urros
de guerra e saia para a peleja. Ela era estranha, louca ou anormal. Algo do
tipo. As pessoas nunca a entendiam, ela amava errado, gostava das coisas mais
esquisitas. Como dias de chuvas, sair na chuva, molhar o cabelo, folhas secas,
frio, ventos fortes, carros antigos, meias, livros, e tirar fotos sem nexo. Escrever
poesias, falar com cachorros, brincar com crianças, fazer listas de afazeres, cheirar
livros, segundas-feiras, escutar música, jogar jogos, amar, beijar... Era uma total... Total ela
mesma. E até então, todos os dias que acordava, mesmo sabendo que ninguém a
compreendia, e nem compreenderia, a única coisa que lhe servia e que desejava
ardentemente era uma boa e deliciosa xícara de café, daquelas com o café forte,
cheiroso e fervente. Ela se servia muito bem de só isso. Por que lhe bastava
começar o dia assim, sendo ela mesma.
Annabel Laurino.
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Daí você vem, e vem com tudo. Com seu afeto, seu carinho,
seu perdão, seu amor, sua saudade. Como todas as coisas que me faltavam por aqui. Sem malicia. Você me liga e escuta tudo, silenciosamente, do outro lado da linha sinto-o presente, e de repente você fala, tudo que eu precisava ouvir. E você vem. Com toda disposição. Me diz que me ama, que sente minha falta, que cuida de mim, me pede uma chance,
me diz pra esquecer aquele alguém, pra tentar de novo, pra ser de novo o que éramos
antes. Você vem e me alcança, sem medidas, sem choros, sem partidas, você vem e
me acerta com um jorro de duvidas e afirma um futuro certo, me dispõe do que eu
quiser, por que você me quer. Me quer agora, me quer de qualquer jeito. E não
liga se eu sofro todas as noites por outra pessoa que não é você. Você me quer
e quer assim, da forma como eu sou, perdida, incerta e profundamente confusa. E
tudo por que você acredita em mim.
Annabel Laurino.
domingo, 2 de outubro de 2011
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Mas me fadiga de mais essa coisa, esse jogo, essa procura insaciável e inesgotável. Me cansa te distribuir tanto de mim e nunca ter nada de você. Por isso to na minha, to cansada. To me sentindo um pouco como quem joga a toalha. O segundo tempo já acabou e os acréscimos são impossíveis de se alcançar. Não tenho mais forças. E isso é tudo.
annabel laurino.
annabel laurino.
Todos os dias quando acordo me deparo com tua imagem na frente do meu espelho. Te encaro por instantes, relembro tuas feições e teus detalhes que vão além de cheiros, gostos e texturas. De brilhos, cores, sons, e... Movimentos. Depois, bem, depois eu sinto a esperança pendida dentro de mim.
Por que todos os dias quando acordo sustento a esperança de que algumas coisas entre nós possa mudar.
Mas todos os dias vêem, e me mostram que nada muda.
annabel laurino.
sábado, 1 de outubro de 2011
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