domingo, 25 de setembro de 2011

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Se você der o primeiro passo, não me importo de dar os milhares restantes.


Annabel Laurino.

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E se a gente se encontrar daqui a vinte anos, você vai olhar pra mim e seu coração ainda irá se acelerar como antigamente?

annabel laurino


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E então eu olho ao redor e vejo que não me adequo a lugar nenhum. Não sou bonita o bastante para o grupo das populares, meu humor é diferente do que consideram engraçado, não sou estranha o suficiente para ser do grupo dos esquisitos nem inteligente o suficiente para o grupo dos nerds. As vezes me pergunto o que eu estou fazendo aqui. As vezes desconfio que cai no planeta errado.


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  E quando você não souber mais o que fazer... Cante. Ou escreva, ou grite também. Mas extravase. Ria, pule, chore. Faça algo, só não se reprima. Desenrole-se, desenvolve-se. Desapegue-se.


Annabel Laurino.

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  No fundo nós dois sabemos que isso tudo vai se resolver, nos amamos de mais para isso tudo se perder. O tempo é justo, creio. Até mesmo ele não será burro em ver o que temos em nossa frente. Até mesmo ele terá que perceber que isso, é inevitável, é especial.

Annabel Laurino.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Concluo.

Concluo que só lutarei por aqueles que lutarem por mim. Não precisa de guerras, nem de espadas afiadas e urros de luta, coisas assim. Precisa-se apenas de uma vontade calórica de permanecer comigo, olhar em meus olhos e determinar quão importante sou ou não sou. E ver que lutar por mim, mesmo que contra uma ventania amena, seria a coisa mais certa por se fazer.
   Sim, concluo isto.

Annabel Laurino.

Motivação


Mas é que agora eu preciso de uma motivação muito forte para voltar atrás. Sinto-me como se houvesse abandonado uma vida, e que agora, depois de ter percorrido certa distância de tempo, dor e ter passado por dificuldades como pelejas de saudade e argamassas de frio e fome, eu tivesse que retornar tudo novamente e tapar as feridas abertas por esse enorme trajeto de ter ido embora e retornar novamente.
   Preciso de um motivo muito grande para voltar e permanecer. Vai muito além de trocas de sentimentos, sorrisos bobos, ou até mesmo promessas inválidas.
   Se não houver segurança, não volto, não volto sozinha nisso tudo, não volto sem uma mão agarrada a minha. Se não houver, continuo, e cada passo será mais um passo distante da vida que abandonei, cada passo serão segundos cronometrados no relógio colocado no meu peito até que enfim, quem sabe, ele possa marcar o resultado de tudo isso: “Esqueci-me de você”.

Annabel Laurino.
 É irracional. Inevitável.